A ruína, a contingência
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-8997.teresa.2026.244713Resumen
Embora de ascendência medieval, nos temas do Apocalipse, Sodoma e Gomorra ou mesmo a queda da Babilônia, as ruínas são uma invenção da Renascença, como atesta São Sebastião martirizado perante as ruínas de um edifício romano, de Andrea Mantegna (Louvre, 1480). Às vezes, decorrendo das primeiras escavações, em Pompeia e Herculano, surgem numa paisagem do pintor holandês Herman Posthumus, como ruínas romanas (Tempus edax rerum, 1536, Museu Liechtenstein). As ruínas (ruere = derrubar) encarnam uma representação do sublime e uma atitude paradoxal em relação aos progressos da técnica.
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