Michel de Certeau e a ordem simbólica

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DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2447-8997.teresa.2026.244715

Resumen

O pensamento de Michel de Certeau é material. Seu estilo é complexo, e as relações que estabelece de matérias como a mística, a história, a antropologia, a psicanálise, a linguística e a crítica cultural são múltiplas, polêmicas e impossíveis de totalizar, pois as definições e categorias que opera não são definitivas, mas programaticamente cambiantes e movediças. Em De Certeau, é também absolutamente central o papel da literatura. Se a filosofia da linguagem pretende construir um corpus de conceitos lógicos e estáveis da metáfora e da metonímia estruturantes de todo discurso, a literatura não as define conceitualmente, pois atua diretamente com elas, operando-as a modo de imagens do conceito em uma dramatização ou ficção da teoria filosófica.

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Biografía del autor/a

  • João Adolfo Hansen, Universidade de São Paulo

    Professor emérito do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Autor de, entre outros livros, Alegoria: Construção e interpretação da metáfora (1986), A sátira e o engenho: Gregório de Matos e a Bahia do século XVII (1989), Solombra ou A sombra que cai sobre o eu (2005), Drummond e O livro inútil (2020).

  • Mario Tommaso, Universidade de São Paulo

    Professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

  • Sérgio Molina

    Sérgio Molina (Buenos Aires, 1964) é tradutor literário em atividade desde 1985, dedicado sobretudo ao par castelhano-português. Verteu cerca de cem livros, a maioria de ficção latino-americana e espanhola e de ciências sociais, além de textos jornalísticos, sobretudo para o jornal Folha de S.Paulo e a revista Piauí. Sua tradução de D. Quixote (primeira parte) foi reconhecida com o Prêmio Jabuti 2004.

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Publicado

2026-01-31

Cómo citar

Hansen, J. A. (2026). Michel de Certeau e a ordem simbólica (M. Tommaso & S. Molina, Trads.). Teresa, 23, 32-67. https://doi.org/10.11606/issn.2447-8997.teresa.2026.244715