O Reino da Estupidez: sátira estudantil portuguesa anônima do século XVIII
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-8997.teresa.2026.244720Resumen
Ao examinar algumas publicações escribais de O Reino da Estupidez, nas quais há uma infinidade de poemas-críticos e textos que apoiaram ou atacaram essa sátira estudantil, pretendo mostrar que a atribuição desse poema herói-cômico a Francisco de Melo Franco é discutível, assim como sua classificação como obra brasileira.
Descargas
Referencias
ALBUQUERQUE, Luís de. O Reino da Estupidez e a Reforma Pombalina. Coimbra: Atlântida, 1975.
BRAGA, Teófilo, Francisco de Melo Franco. In: História da Literatura Portuguesa. Os Árcades. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1984.
CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000.
CRUZEIRO, Maria Eduarda, “A reforma pombalina na história da Universidade”. Análise Social, vol. XXIV, pp. 165-210, 1988.
FRANCO, Marcia Arruda. “Bibliotecas portuguesas no século XIX”. Revista Portuguesa de História do Livro e da Edição: O rumor de uma outra linguagem no centenário do nascimento de Roland Barthes. Evocação de Paul Zumthor. Lisboa, vols. 35-36, pp. 421-436, 2015.
FREIRE, Francisco José. Arte poetica, ou, Regras da verdadeira poesia em geral, e de todas as suas especies principaes, tratadas com juizo critico. 2. ed. Lisboa: Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, 1759, t. 2.
FREITAS, Cabral de Ricardo. “Pelas calmarias e ventos contrários: a trajetória de Francisco de Mello Franco no Rio de Janeiro (1817-1823)”. Revista de História. São Paulo, n. 179, pp. 1-29, 2020.
FURTADO, Joaci Pereira. “Como Dido e Eneias. Protocolos de leitura do poema herói-cômico”. In: SERRA, Pedro, ed. Políticas del nombre en la épica burlesca. Salamanca: Editorial Delirio, 2019, pp. 63-86.
HANSEN, João Adolfo. A sátira e o engenho, Gregório de Matos e a Bahia do século XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
MACEDO, José Agostinho de. “Os burros”. In: Satyricos portugueses. Collecção Selecta de poemas heroi-comico-satyricos. Illustrada com notas. Paris: Em casa de J. P. Aillaud, 1834.
MONTEIRO, Ofélia Paiva. “Sobre uma versão desconhecida de O Reino da Estupidez”. Revista de História das Ideias, vol. 4, tomo II, pp. 199-253, 1982.
NUNES, Rossana Agostinho. “Reflexões sobre nobreza, honra e mobilidade social no Antigo Regime Português: o caso do médico luso-brasileiro Francisco de Mello Franco (1757-1822)”. Ars Historica, vol. 1, n. 2, pp. 1114-126. jul.-dez. 2010.
OLIVEIRA, José Osório de. Líricas brasileiras, Lisboa: Portugália Editora, 1954.
O REINO DA ESTUPIDEZ. In: Satyricos portuguezes. Collecção Selecta de poemas heroi-comico-satyricos. Illustrada com notas. Paris: Em casa de J. P. Aillaud, 1834.
O REINO DA ESTUPIDEZ, poema em quatro cantos (1785), por IPRERRN. Coimbra: 1825.
REINO DA ESTUPIDEZ, Poema. Paris: Na Officina de A. Bobée, 1818; Nova edição correcta, 1821.
REINO DA ESTUPIDEZ, Poema. Hambourg: Sem Editora, 1820.
REINO DA ESTUPIDEZ, Poema. Nova Edição. Lisboa: Na Imp. de J. Nunes e Filho, 1933.
REINO DA ESTUPIDEZ, Poema. Por Francisco de Mello Franco. Nova edição, augmentada com uma breve noticia da vida do Auctor. Barcellos, Typ. da Aurora do Cavado, 1868.
RIBEIRO SANTOS, António apud BRAGA, Teophilo. Filinto Elysio e os dissidentes da Arcádia. A Arcádia brasileira. Porto: Livraria Chardron, 1901.
SILVA ALVARENGA, Manuel Inácio. O Desertor: poema herói-cômico. Edição de Ronald Polito e Joaci Pereira Furtado. Campinas, Unicamp, 2003.
SOUSA E SILVA, Joaquim Norberto de (org.). Obras de Manoel Antonio Alvares de Azevedo precedidas do juizo critico dos escriptores nacionaes e estrangeiros e de uma noticia sobre o auctor e suas obras (t. 3), 4. ed. inteiramente refundida e augmentada, ornada de retrato. Rio de Janeiro: Garnier, 1873.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Marcia Arruda Franco

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
O envio de artigos por seus autores pressupõe a cessão dos direitos de publicação à revista Teresa.