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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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					<subject>Articles</subject>
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				<article-title>Ensaios de Anna Akhmátova sobre “O conto do galo de ouro” de Púchkin: entre a vida e a arte</article-title>
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					<trans-title>Anna Akhmatova’s essays on Pushkin’s “Tale of the Golden Cockerel”: between life and art</trans-title>
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						<surname>Oliveira</surname>
						<given-names>Deise de</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
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					<label>1</label>
					<institution content-type="original">Universidade de São Paulo - USP. Doutoranda do Departamento de Letras Orientais da FFLCH. Email: deise.de.olive@gmail.com</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade de São Paulo</institution>
					<institution content-type="orgdiv2">Departamento de Letras Orientais</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>22</day>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
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			<volume>28</volume>
			<fpage>129</fpage>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Akhmátova escreveu − e reescreveu − diversos ensaios sobre Púchkin durante sua vida. Dois de seus textos mais completos e que mostram uma outra faceta da poeta são sobre o “conto do galo de ouro” do autor. Este artigo tem como objetivo mostrar de que maneira o referido conto de Púchkin pode não apenas ser considerado autobiográfico, mas também um instrumento usado pela poeta para fazer uma comparação com suas próprias vida e trajetória pela literatura.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>Akhmatova wrote − and rewrote − several essays on Pushkin during her lifetime. Two of her most complete texts which show another facet of the her are on Pushkin’s &quot;Tale of the Golden Cockerel&quot;. This article aims to show how this tale can not only be considered autobiographical, but also a tool used by Akhmátova to make a comparison with her own life and career in literature.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Akhmátova</kwd>
				<kwd>Púchkin</kwd>
				<kwd>literatura russo-soviética</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Akhmatova</kwd>
				<kwd>Pushkin</kwd>
				<kwd>Russian-Soviet Literature</kwd>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>1. Introdução</title>
			<p>Os anos após a Revolução Russa de 1917 foram os mais duros para Anna Akhmátova. Assim como ela, outros poetas também da chamada Idade de Prata estavam sendo descartados pelo partido. Nos anos 20, sobretudo no plano literário, muitas transformações que culminariam no realismo socialista começam a ocorrer no país.</p>
			<p>Akhmátova começa a estudar sobre Púchkin com mais afinco tendo como pano de fundo esse cenário. Embora ela tivesse grande admiração pela obra puchkiniana desde muito jovem, sua escolha não foi exclusivamente passional: ela sabia do projeto do partido soviético de transformar Púchkin em um herói nacional<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>2</sup></xref> e via muitas semelhanças da trajetória pessoal e profissional de Púchkin com a sua própria.</p>
			<p>Assim, ela defende a tese de que Púchkin escreveu obras codificadas a fim de passar uma mensagem política, ou seja, de que o autor se vale do gênero conto maravilhoso, com uma trama muitas vezes folclórica, para criticar a situação política do país e relatar sua vida pessoal.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2. Os ensaios de Anna Akhmátova sobre “O Conto do Galo de Ouro”</title>
			<p>Os dois ensaios de Anna Akhmátova que tratam sobre o “conto do galo de ouro” de Púchkin são os seus estudos mais completos a respeito da obra puchkiniana. Neles é possível encontrar um modelo de análise mais próximo ao esperado academicamente, com uma argumentação pautada em documentos (como a correspondência de Púchkin com seus amigos) e também rascunhos da obra.</p>
			<p>Sua primeira tese consiste no fato de que o conto escrito por Púchkin possui como fonte de inspiração uma obra estrangeira, o que causou um grande descontentamento na época em que a poeta começou a divulgar seus estudos. O partido soviético tinha objetivos muito claros de transformar Púchkin em herói nacional, sobretudo soviético, e uma fonte estrangeira atrapalharia a construção dessa imagem.</p>
			<p>Akhmátova, então, demonstra com a inclusão de trechos em paralelo com a semelhança entre o conto “A lenda do astrólogo árabe” da obra <italic>Contos de Alhambra</italic> (1832) de Washington Irving e o conto russo. Foi usada, para motivo de comparação, uma versão em francês da obra do escritor norte- americano, pois havia sido encontrada na biblioteca particular de Púchkin uma versão no mesmo idioma<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>3</sup></xref>.</p>
			<p>Para ela, o enredo inspirado na obra de Irving possuia em seu substrato a mensagem que Púchkin desejava transmitir no formato de alegorias: um <italic>czar</italic> preguiçoso, que não cumpre suas promessas, e um astrônomo que se vinga. O tema da vingança<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>4</sup></xref> era a representação de um desejo do próprio autor de um dia se vingar do <italic>czar</italic> Nicolau I.</p>
			<p>Temos, então, como um dos personagens centrais da trama um galo- estátua, que é responsável por trazer à tona uma das mensagens mais importantes, e que foi tocada por Akhmátova em seu ensaio: o fato de que o <italic>czar</italic> Dadon pode ser uma alusão ao <italic>czar</italic> Nicolau, cuja relação com o poeta estava abalada após o fato de Púchkin ter recebido o título de <italic>kammerjunker</italic>.</p>
			<p>O poeta imaginava que teria uma relação de importância na vida e no reinado de Nicolau como poeta-conselheiro (assim como Karamzín). No entanto, sua relação com o <italic>czar</italic> além de não ser como ele esperava, rendeu a Púchkin apenas um título sem nenhum valor, mas que ele não poderia recusar.</p>
			<p>Além do desejo de se tornar o novo Karamzín, Púchkin também tinha o objetivo de conseguir se tornar um pouco mais independente para publicar os seus escritos. Além disso, havia nele o objetivo de convencer Nicolau a se tornar o novo Pedro, o Grande, com ideias progressistas que libertariam seus companheiros Dezembristas.<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>5</sup></xref>
			</p>
			<p>É importante ressaltar algus pontos sobre a titulação dada pelo <italic>czar</italic> a Púchkin. Em 1722, Pedro, o Grande, substitui a promoção “vinda do berço” por um sistema de ranqueamento, constituído de quatorze degraus de importância. Tal sistema, aos poucos, tornou-se a categorização mais importante de um nobre <xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>6</sup></xref> e fez com que Púchkin<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>7</sup></xref> não pudesse se valer de sua genealogia para fazer parte da nobreza.</p>
			<p>Após se formar no Liceu, a Púchkin é concedido o décimo ranqueamento, que não lhe dava nenhum status de nobreza. Na tentativa de melhora sua reputação, ele tenta se iniciar na carreira militar em 1829, mas não é aprovado devido a suas inclinações políticas − ele era suspeito de fazer parte dos Dezembristas − à respeito do <italic>czar.</italic></p>
			<p>Em 1831, o autor é promovido a conselheiro titular (posição nove no ranqueamento), o que lhe dá a possibilidade de acesso aos arquivos imperiais. Depois, em 1834, o <italic>czar</italic> Nicolau lhe concede o título de <italic>kammerjunker</italic> (posição onze<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>8</sup></xref> no ranqueamento) no intuito de fazer com que sua esposa estivesse mais presente nos eventos da corte.</p>
			<p>Púchkin, não obstante, se sentiu humilhado, pois não poderia recusar o título dado a ele pelo czar. Além disso, devido à sua nova “posição”, o escritor teria que acompanhar sua esposa a todos os eventos da corte em traje oficial. No dia de seu enterro, sua esposa decide acatar seu desejo de não ser enterrado de uniforme, o que foi considerado como uma afronta ao <italic>czar</italic>.</p>
			<p>O crítico russo <xref ref-type="bibr" rid="B2">C.M. Bondi</xref>
				<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>9</sup></xref>, por exemplo, já havia se atentado ao fato de uma mas principais mensagens desse conto − e de tantos outros de Púchkin − era justamente os resultados catastróficos que o amor por uma mulher pode causar. Púchkin se sentia inseguro por ter uma esposa tão bonita, e cortejada pelo <italic>czar</italic>.</p>
			<p>Akhmátova ressalta que “O conto do galo de ouro” foi escrito em 1834, no período em que o autor esteve em Boldino. Púchkin muda de cidade na esperança de conseguir produzir mais, mas volta para São Petersburgo apenas com um conto em mãos.</p>
			<p>No entanto, a poeta pouco discorre sobre o papel feminino do conto e como ele é fundamental para o desdobramento e para o desfecho da história. A princesa dos godos − disputada pelo <italic>czar</italic> Dadon e pelo astrólogo − também pode ser uma alegoria de sua própria esposa e do desejo do <italic>czar</italic> Nicolau I de tê-la mais perto.</p>
			<p>Do mesmo modo, é fundamental ressaltar a importância e a função que o astrólogo ou até mesmo o galo possuem na trama. Se o <italic>czar</italic> Dadon pode ser considerado como uma alegoria do <italic>czar</italic> Nicolau, consequentemente o astrólogo − e em alguns momentos o galo − pode ser comparado a Púchkin.</p>
			<p>O autor se refere àquele personagem como astrólogo apenas uma vez, todas as outras vezes ele usa as palavras <italic>мыдрец</italic> (sábio) e <italic>скопец</italic> (eunuco). A palavra eunuco é especialmente importante, pois é sinônimo de uma pessoa castrada do sexo masculino. Púchkin, portanto, devia se sentir incomodado devido à impossibilidade de recusar a oferta do <italic>czar</italic>, mas também devido ao fato de que sua esposa era cortejada pelo soberano.</p>
			<p>No conto de Irving, o astrólogo presenteia o rei com um talismã feito por ele. Não é por acaso que Irving nomeia seu conto como “Lenda do astrólogo árabe”: é ele o personagem central da trama. Púchkin, por sua vez, muda o foco da trama do escritor norte-americano e transforma o galo em um personagem central. No conto puchkiniano, o galo é responsável por cuidar de todo o reino do <italic>czar</italic> Dadon e também por puni-lo por ter uma moral duvidosa.</p>
			<p>Embora Púchkin se sentisse castrado assim como um eunuco, seu desejo era o de possuir papel e importância de um sábio (<italic>мыдрец</italic>) frente ao <italic>czar</italic>. Seu desejo de se tornar um conselheiro e historiógrafo de Nicolau I, papel que Karamzin possuía na corte de Alexandre I, não se concretizou. O astrólogo, assim como Púchkin, desejava ser visto pelo <italic>czar</italic> como sábio, mas era apenas visto como um eunuco.</p>
			<p>Outro ponto que não foi tocado por Akhmátova são as relações entre o Oriente e o Ocidente, presentes em toda a trama. O galo, por exemplo, pode ser considerado tanto um símbolo cristão<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>10</sup></xref> quanto um símbolo pagão, ligado aos deuses do Olimpo e também aos deuses árabes <xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>11</sup></xref>; a bela princesa disputada pelo <italic>czar</italic> era de Chamakhán (ou Chamákhi), uma cidade que foi anexada ao império russo em 1805.<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>12</sup></xref>
			</p>
			<p>O galo, que representa um símbolo de masculinidade e potência sexual, é uma das peças mais intrigantes do conto. Além disso, ele também pode ser visto como uma representação da criatividade. Tal símbolo é contraposto ao fato de que o astrólogo é muitas vezes referido como eunuco, ou seja, uma pessoa impotente.</p>
			<p>A palavra impotente, portanto, nesse caso não deve ser apenas interpretada em seu sentido sexual, mas também no sentido espiritual e metefórico. Púchkin viaja para Boldino com a intenção conseguir produzir mais obras e consegue apenas escrever “<xref ref-type="bibr" rid="B5">O conto do galo de ouro</xref>”. Não obstante, o poeta não estava muito satisfeito com as críticas que vinha recebendo por ter mudado um pouco seu estilo.</p>
			<p>Púchkin escolhe o formato denominado de “conto maravilhoso” por <xref ref-type="bibr" rid="B4">Vladimir Propp</xref>
				<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>13</sup></xref>, pois nesse tipo de gênero é possível a existência de situações que não sejam factíveis: um galo de ouro que volta à vida ou até mesmo um astrólogo-mágico. Além disso, por estar no âmbito das “histórias irreais”, Púchkin teria mais chance de conseguir criticar o <italic>czar</italic> sem ser descoberto.</p>
			<p>Alguns críticos como Bethea já atentaram para o fato de que talvez não seja apenas nesse conto em especial que Púchkin se vale do gênero do conto maravilhoso para passar uma mensagem política. Todos os seus outros contos maravilhosos, por sua vez, também podem ser entendidos como um meio de codificação de mensagem política.</p>
			<p>O fato de o poeta ter situado o enredo na Espanha, um país tão distinto e distante da Rússia, também foi proposital. A ideia era fazer com que um enredo pertencente ao gênero do conto maravilhoso, em um país distante, não pudesse ser facilmente comparado com seus reais personagens.</p>
			<p>Com medo de represálias e já prevendo uma proibição por parte da censura, Akhmátova prova de que maneira Púchkin mudou alguns trechos da obra com o intuito de não ser descoberto pelos censores. Vemos isso claramente quando comparamos o trecho encontrado no rascunho do escritor com a versão final:</p>
			<verse-group>
				<verse-line>Но с Царями плохо вздорить </verse-line>
				<verse-line>Но с могучим плохо вздорить </verse-line>
				<verse-line>Но с иным плохо вздорить</verse-line>
				<verse-line> </verse-line>
				<verse-line>Mas com (czares) é ruim discutir </verse-line>
				<verse-line>Mas com <italic>o poderoso</italic> é ruim discutir</verse-line>
				<verse-line>Mas com os outros é ruim discutir</verse-line>
			</verse-group>
			<p>Vemos, então, que a palavra czar foi substituída pela mais generalizante “poderoso”. Na versão impressa, a diferença fica ainda mais visível, posto que a palavra “poderoso” é trocada por “outros”.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>3. Considerações finais</title>
			<p>Akhmátova foi bastante criticada durante o stalinismo por ter encontrado uma fonte estrangeira para o conto de Púchkin. O partido estava se empenhando em torná-lo um poeta soviético, e uma fonte estrangeira não contriburia com a empreitada.</p>
			<p>Púchkin, então, escreve um conto maravilhoso com o intuito de demonstrar a sua insatisfação perante o czar, mas com esperanças de que um enredo desse tipo pudesse salvá-lo da censura. Akhmátova, por sua vez, não escreveu contos em vida, mas ela também estava descontente com Stálin e suas medidas em torná-la impublicável.</p>
			<p>A maneira que a poeta encontrou para conseguir escrever seu descontentamento foi escrevendo um ensaio sobre o fato de Púchkin estar insatisfeito com sua posição social, sua relação com o <italic>czar</italic>, sua carreira de escritor e até seu casamento. Akhmátova estava vivendo as mesmas angústias, e conseguiu, de certa forma, analizar sua própria vida pelo prisma do outro.</p>
			<p>Akhmátova, portanto, parte do pressuposto de que muitas obras puchkinianas possuíam mensagens codificadas − o que, também, já foi dito sobre sua própria poesia − e demonstra de que maneira o galo de ouro e o <italic>czar</italic> Dadon, personagens do conto, foram utilizados para mascarar a real mensagem do autor e seu descontentamento perante sua posição social.</p>
		</sec>
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			<title>Referências bibliográficas</title>
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				<mixed-citation>AKHMÁTOVA. A. Собрание сочинений. Moscou: Elis Lac, 1998.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>BONDI. S. М. “Сказка о золотом петушке”. In: Пушкин А. С. Собрание сочинений: В 10 т. Т. 3. Поэмы. Сказки. Moscou, 1975. p. 473-475.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>GUTSCHE, George. “Pushkin and Nicholas: The problem of ‘stanzas”. In: Pushkin Today. Indianapolis: Indiana University Press, 1993.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>PROPP, Vladimir. In: Morfologia do Conto Maravilhoso. São Paulo: Forense Universitária, 2001.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>PÚCHKIN, A. In: Сказка о золотом петушке. Бщественное Достояние. 2014.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>SANDLER, S. Commemorating Pushkin: Russia's Myth of a National Poet. Stanford: Stanford University Press, 2003.</mixed-citation>
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			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>2</label>
				<p>Embora o fato não tenha sido o bastante para fazer com que ela pudesse publicar todos os seus textos em vida, como desejava.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>3</label>
				<p>Akhmátova, portanto, acreditava que ao usar trechos da obra em um mesmo idioma ela conseguiria provar com maior facilidade a similaridade entre as duas obras.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>4</label>
				<p>Tão presente nesse conto como em “O convidado de pedra”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>5</label>
				<p>GUTSCHE, George. “Pushkin and Nicholas: The problem of ‘stanzas”. In: <italic>Pushkin Today</italic>. Indianapolis: Indiana University Press, 1993.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>6</label>
				<p>Antes de 1856, qualquer pessoa com posição acima de oito era considerada da nobreza, após essa data, apenas pessoas com ranqueamento superior a quatro (EMERSON, 2008).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>7</label>
				<p>Que era neto do famoso Gannibal, condecorado a general pelo próprio Pedro, o Grande.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>8</label>
				<p>Ou seja: ele recebe um título que valia menos do que sua posição anterior.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>9</label>
				<p>БОНДИ, С. М. “Сказка о золотом петушке”. In: <italic>Пушкин А. С. Собрание сочинений : В 10 т. Т. 3. Поэмы. Сказки</italic>. Moscou, 1975. p. 473-475.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>10</label>
				<p>Com referência à cena bíblica da recusa de Pedro frente a Jesus na última ceia (o galo cantaria antes de Pedro negar Jesus por três vezes).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>11</label>
				<p>No Livro de Jó, originalmente, havia uma menção ao fato de que a imagem do galo estava atrelada à imagem de um profeta, que consegue compreender o que acontece ao redor.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>12</label>
				<p>Hoje, ela faz parte do Azerbaijão.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>13</label>
				<p>PROPP, Vladimir. In: <italic>Morfologia do Conto Maravilhoso</italic>. São Paulo: Forense Universitária, 2001.</p>
			</fn>
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