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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista de Tradução e Terminologia</abbrev-journal-title>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v37i0p397-429</article-id>
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					<subject>Articles</subject>
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				<article-title>Expressões idiomáticas com a temática alimentação: tradução e glossário de &quot;Pepinos e Abobrinhas&quot;, de Márcio Alemão</article-title>
				<article-title xml:lang="en">Idiomatic expressions related to food: translation and glossary of “Hot Potatoes and Baloney”, by Márcio Alemão</article-title>
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						<given-names>Janaína Madeiro da</given-names>
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						<surname>Teixeira</surname>
						<given-names>Elisa Duarte</given-names>
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				<institution content-type="original">Bacharel em Letras - Línguas Estrangeiras Aplicadas ao Multilinguismo e à Sociedade da Informação (LEA-MSI), pela Universidade de Brasília. E-mail: janaina.madeiro@gmail.com</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Letras - Línguas Estrangeiras Aplicadas ao Multilinguismo e à Sociedade da Informação</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade de Brasília</institution>
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				<label>**</label>
				<institution content-type="orgdiv1">Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução</institution>
				<institution content-type="orgdiv2">Instituto de Letras</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade de Brasília</institution>
				<email>elisadut@unb.br</email>
				<institution content-type="original">Professora Adjunta de Tradução - Inglês do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução (LET) e orientadora junto ao Programa de Pós-Graduação em Tradução, POSTRAD, do Instituto de Letras da Universidade de Brasília. E-mail: elisadut@unb.br.</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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			<volume>37</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Expressões Idomáticas (EIs) são um desafio para aprendizes de língua estrangeiras e de tradução. O objetivo geral deste trabalho foi fazer um estudo contrastivo das EIs encontradas no texto “Pepinos e abobrinhas” (ALEMÃO 2005) ao traduzi-lo para o inglês. Primeiramente buscamos definições e equivalentes em fontes de consulta online e fizemos uma primeira versão da tradução. Em seguida, compilamos um corpus paralelo multiversão com traduções do mesmo texto feitas por outros aprendizes, comparando suas propostas tradutórias com as nossas para produzir uma versão final do texto. As informações coletadas nesse percurso foram organizadas na forma de um glossário, disponível no site do Projeto TermiTraDiCo. Os resultados corroboram nossa hipótese de que estudantes de tradução enfrentam obstáculos ao trabalharem com EIs, particularmente quando são de uma temática específica, seja pela dificuldade de recuperarem seu significado na língua do texto de partida, seja pela ineficiência das fontes de consulta em citá-las e/ou oferecer equivalentes adequados na língua de chegada.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>Idiomatic Expressions (IEs) are a challenge for translation and foreign language learners. The main goal of this article was to carry out a contrastive study of the IEs found in the text “Pepinos e abobrinhas” (ALEMÃO 2005) while translating it into English. For the first version of the text, we looked for definitions and equivalents for the IEs in online sources. Then, we compiled a multi-version parallel corpus with several translations of the same text produced by apprentices. We used it to compare the equivalents the apprentices chose with our own, and then produced our final version of the translated text. The information collected during this process was organized in a glossary, available at the TermiTraDiCo Project website. The results confirm our hypothesis that translation learners face many obstacles when working with IEs, especially if they belong to a specific thematic area, both because it is difficult to retrieve their meaning in the source language text, and because dictionaries do not list them and/or do not offer adequate equivalents in the target language.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Estudos constrastivos português-inglês</kwd>
				<kwd>Corpus de aprendizes de tradução</kwd>
				<kwd>Fraseologia</kwd>
				<kwd>Expressões idiomáticas</kwd>
				<kwd>Alimentação</kwd>
				<kwd>Glossário</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Portuguese-English contrastive studies</kwd>
				<kwd>Translation learner corpus</kwd>
				<kwd>Phraseology</kwd>
				<kwd>Idiomatic Expressions</kwd>
				<kwd>Food</kwd>
				<kwd>Glossary</kwd>
			</kwd-group>
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	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1. Introdução</title>
			<p>Aprender uma língua estrangeira nem sempre é “mamão com açúcar”. Traduzir textos, então, pode obrigar a pessoa a “pular da panela para o fogo”. Em ambos os casos, as expressões idiomáticas (EIs) são, reconhecidamente, um “angu de caroço”. Por isso, decidimos “colocar a mão na massa” e começar a “descascar esse abacaxi”.</p>
			<p>Estudos linguísticos têm mostrado, de diferentes perspectivas, que a comunicação não se dá por meio de palavras aleatórias nem isoladas, mas por agrupamentos pré-fabricados de itens lexicais que ocorrem juntos porque, de alguma maneira, mantêm uma relação entre si (Cf. por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B3">BAKER 1992</xref>). Esses agrupamentos muitas vezes possuem um alto grau de fixidez e suscitam significados não transparentes; isto é, o sentido total da combinatória não pode ser depreendido do sentido literal de seus componentes. Este é o caso das expressões idiomáticas (doravante EIs). Os fraseologismos, que incluem expressões idiomáticas e também provérbios e ditados populares, entre outros, conforme definidos por Ortíz Alvarez, “são unidades lexicais múltiplas que apresentam vários graus de transparência semântica que vão de maior transparência à total opacidade” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">ORTÍZ ALVAREZ 2000</xref>: 70). A área de estudos linguísticos que dedica-se às EIs é a Fraseologia, que, por sua vez, é uma subárea da Lexicologia. Ainda segundo esta autora (<xref ref-type="bibr" rid="B15">ORTÍZ ALVAREZ 2000</xref>: 91), a Fraseologia divide-se em dois ramos: a fraseologia comum, ou popular (da qual fazem parte as frases feitas, as EIs e os provérbios, por exemplo), e a fraseologia ou terminologia especializada (que é recuperada a partir de textos especializados e incorporada a dicionários de especialidade ou bancos de dados terminológicos). Este trabalho se insere no campo da fraseologia comum, ou popular.</p>
			<p>Devido à opacidade de sentido das Eis, e por serem culturalmente marcadas, exigem uma atenção redobrada, tanto no aprendizado de línguas estrangeiras quanto na prática tradutória. Isso porque idiomatismos não podem ser traduzidos literalmente, fazendo-se necessário, primeiramente, compreender como são expressos e compreendidos na língua e cultura de partida, para que se possa, então, traduzi-los de uma maneira eficaz (<xref ref-type="bibr" rid="B24">XATARA; RIVA; RIOS 2001</xref>).</p>
			<p>Assim, o objetivo geral deste trabalho foi fazer um estudo contrastivo de EIs e refletir sobre as complexidades envolvidas em traduzi-las do português brasileiro para o inglês americano, com um foco especial em expressões que possuem em sua composição alguma palavra do campo semântico da alimentação. O ponto de partida para a escolha dessa temática, e que serviu de base para o levantamento das expressões pesquisadas, foi o texto “Pepinos e abobrinhas”, de Marcio Alemão, publicado na seção Refogado da revista <italic>Carta Capital</italic>, em <xref ref-type="bibr" rid="B1">13 de abril de 2005</xref> (vide coluna 1 do <xref ref-type="app" rid="app1">Apêndice I</xref>), que nos propusemos a traduzir para o inglês. Ao se observar como é estruturado, fica claro que, para traduzir um texto como esse é preciso levar em conta o jogo intrincado de EIs nele presentes, atentando-se para o fato de que, além de constituírem um diálogo plausível, contêm palavras que, em sua maioria, possuem alguma relação com a alimentação, ainda que o sentido idiomático da EI como um todo não leve em conta (ou não tenha ligação direta) com esse campo semântico no contexto de uso. Tendo em vista essas dificuldades, e partindo da hipótese de que localizar traduções ou mesmo definições para as EIs nos dicionários disponíveis não seria uma tarefa fácil (pela forma como, no geral, estão organizados), fizemos um levantamento das EIs encontradas no referido texto com vistas à elaboração de um material de consulta online para aprendizes de tradução e de língua estrangeira no par de línguas Português<bold>→</bold>Inglês. Para tanto, elaboramos também duas versões (para o inglês) desse texto, sendo que a segunda foi criada após explorarmos um corpus paralelo multiversão, compilado por nós, contendo outras traduções do mesmo texto feitas por estudantes da disciplina de Prática de Tradução Português<bold>→</bold>Inglês de Textos Gerais (doravante PT P<bold>→</bold>I Gerais), do curso de Tradução-Inglês do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, ministrado por uma das autoras deste artigo.</p>
			<p>Percebemos, por meio da análise desse corpus, que havia várias outras possibilidades mais adequadas de tradução das expressões encontradas no texto de partida proposta pelos aprendizes, o que motivou criarmos uma segunda versão da tradução (vide colunas 2 e 3 do <xref ref-type="app" rid="app1">Apêndice I</xref>). Acreditamos que o material resultante, organizado na forma de glossário online consultável a partir do texto de partida, ou por busca textual, contribui para os estudos contrastivos das EIs, seja no âmbito dos estudos da tradução ou do ensino e aprendizagem de português ou inglês como língua estrangeira, seja para nutrir a curiosidade daqueles que têm interesse pelo assunto.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2. Justificativa</title>
			<p>Expressões idiomáticas são conhecidas por apresentarem dificuldades para o entendimento, tanto para os que estão aprendendo uma língua estrangeira quanto, em alguns casos, para os próprios falantes nativos, em sua própria língua materna. Isso se deve ao fato de essas expressões terem graus variados de idiomaticidade; isto é, não são transparentes semanticamente, além de serem culturalmente marcadas e convencionadas (<xref ref-type="bibr" rid="B15">ORTÍZ ALVAREZ 2000</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">RIVA 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">TAGNIN 2013</xref>). A importância de seu estudo é, portanto, evidente.</p>
			<p>O estudo das unidades fraseológicas (doravante UFs), onde se incluem as EIs, bem como de pesquisas contrastivas comparando o uso de UFs em línguas distintas, têm feito avanços significativos desde meados dos anos de 1980, conforme menciona <xref ref-type="bibr" rid="B17">Riva (2009</xref>: 17):</p>
			<disp-quote>
				<p>No Brasil, também verificamos grande interesse nessa área ─ para mencionar apenas os pioneiros: Cf. CAMARGO &amp; STEINBERG (1986), TAGNIN (1987, 1989), XATARA (1994, 1998), RONCOLATTO (1996, 2001), <xref ref-type="bibr" rid="B15">ORTIZ ALVAREZ (2000</xref>) E VALE (2002).</p>
			</disp-quote>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B19">Tagnin (2013</xref>) dedica um capítulo inteiro de seu livro <italic>O jeito que a gente diz</italic> às EIs, devido à importância que essas têm para aprendizes de línguas estrangeiras, tradutores, intérpretes e escritores.</p>
			<p>No que tange ao campo semântico da alimentação, no último ENTRAD<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> houve, inclusive, um simpósio dedicado inteiramente à apresentação de trabalhos e discussões sobre a tradução de idiomatismos envolvendo, também, essa temática.</p>
			<p>O texto “Pepinos e abobrinhas”, de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alemão (2005</xref>), é um exemplar muito didático, divertido e bem construído do uso de EIs num diálogo informal. As expressões utilizadas pelo autor apresentam desafios tanto para o entendimento na língua de partida quanto para sua tradução. Tomemos como exemplo o próprio título do texto: sem a devida atenção à idiomaticidade, poderia ser traduzido literalmente por <italic>“Cucumbers and zucchinis”</italic> (ou “<italic>courgettes</italic>”, para “abobrinhas”, na variante europeia do inglês), pois esses são os equivalentes encontrados em dicionários para essas palavras, quando usadas em seu sentido denotativo / referencial. Sabemos, porém, pelo contexto, que não se trata dos alimentos em si, mas de seu sentido idiomático e metafórico, que poderíamos parafrasear como “problemas e tolices”.</p>
			<p>A busca pelas EIs encontradas no texto “Pepinos e abobrinhas” em dicionários de português (como os que citaremos na continuação) foi um tanto trabalhosa, pois nem sempre traziam informações suficientes para uma boa compreensão. E ainda que esses dicionários nos ajudassem a compreender as EIs no texto de partida, como fazer a busca por EIs de sentido semelhante na língua de chegada? E mais, seria preciso encontrar EIs que tivessem alguma relação, ainda que meramente na forma, com o campo semântico da alimentação. Tendo em vista essas dificuldades e necessidades, tivemos a ideia de construir um material de consulta online que trouxesse informações úteis a tradutores e estudantes de língua inglesa, a partir do estudo e tradução do texto de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alemão (2005</xref>) para o inglês.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3. Fundamentação teórica</title>
			<p>Quando estudamos línguas estrangeiras ou traduzimos, percebemos que o sentido das palavras raramente pode ser derivado de sua ocorrência isolada, já que estão sempre acompanhadas de outras palavras nos contextos em que figuram. No entanto, conforme afirma <xref ref-type="bibr" rid="B3">Baker (1992</xref>: 63), as palavras não se juntam de maneira aleatória umas com as outras, e carregam outros significados ao ocorrerem lado a lado; ou seja, existem padrões linguísticos de uso socialmente acordados a serem seguidos. Ainda segundo a autora, alguns padrões de co-ocorrência de palavras, que ela denomina <italic>collocations</italic> (“colocações”, em português), podem ser expressos por meio de regras gramaticais (por exemplo, as regências verbal e nominal, “gostar DE”, em português, e “like ?”, em inglês), mas podem refletir preferências lexicais de comunidades linguísticas específicas. Estas preferências lexicais não são inerentes a limitações das palavras em si (como, por exemplo, atribuir uma qualidade humana a um ser inanimado: *geladeira chorona), mas escolhas aleatórias e socialmente convencionadas. Por exemplo: dizemos “<italic>red wine”</italic> no inglês, mas “vinho tinto” no português; “pimenta-do-reino moída na hora” no português brasileiro, mas “pimenta-preta moída na altura”, na variante europeia. Para <xref ref-type="bibr" rid="B3">Baker (1992)</xref>, por sua natureza arbitrária, as colocações são fonte de muitas armadilhas e problemas na tradução, e as Expressões Idiomáticas estão no ponto máximo desse continuum, em termos de fixidez na forma e opacidade no sentido.</p>
			<p>Idiomaticidade é o nome que se dá a essa opacidade de sentido observada nas expressões convencionais. <xref ref-type="bibr" rid="B19">Tagnin (2013</xref>: 31) define as EIs como “expressões semanticamente convencionadas, isto é, expressões cujo significado não pode ser depreendido a partir do significado de suas partes”. A autora explica que as EIs possuem diferentes graus de idiomaticidade, das menos idiomáticas (contendo um ou alguns elementos idiomáticos, ou expressões metafóricas facilmente decodificáveis, como “brincar com fogo”) às totalmente idiomáticas (em que nenhum dos elementos isolados contribui para a decodificação do significado total da expressão, como “marcar touca”). <xref ref-type="bibr" rid="B17">Riva (2009</xref>), baseado em outros autores, afirma que tradutores, professores de línguas estrangeiras e lexicógrafos compartilham da convicção de que “o domínio de uma língua passa pelo domínio de suas UFs” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">RIVA 2009</xref>: 57-58), não só pela fluidez que dão ao discurso, mas porque revelam, também, aspectos culturais (opacos ou não) presentes nas línguas. O que nos remete ao conceito de convencionalidade, que engloba tudo aquilo que é consagrado, consolidado pelo uso e aceito de comum acordo por dada comunidade linguística (<xref ref-type="bibr" rid="B19">TAGNIN 2013</xref>: 21).</p>
			<p>No que diz respeito à tradução de EIs, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Ortíz Alvarez (2000)</xref> observa que é impossível traduzi-las de maneira literal, caso em que seriam recebidas com estranhamento na língua de chegada, pois a combinatória que é idiomática em uma cultura poderá parecer estranha em outra. Assim, o tradutor encontrará várias dificuldades ao lidar com as EIs, pois existem diversos fatores a se considerar no processo de vertê-las para uma outra língua.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">Baker (1992</xref>), nesse sentido, aponta para o fato de que, antes de se traduzir uma expressão idiomática é preciso interpretar corretamente seu sentido na língua de partida para, então, decidir como traduzi-la para a língua de chegada. A autora sumariza as principais dificuldades envolvidas nesse processo em: a) a expressão pode não ter um equivalente na língua de chegada, pois as línguas têm maneiras diferentes de expressar ideias; b) a expressão pode até ter um equivalente semelhante, mas que é utilizado em contextos diferentes; c) a expressão pode ter sentido literal e idiomático ao mesmo tempo, na língua fonte; d) a frequência de uso de expressões aparentemente equivalentes pode ser diferente em uma língua e na outra. A autora ressalta, ainda, que a questão não é somente usar um equivalente de sentido similar, mas observar também questões de estilo, registro e efeito retórico no contexto imediato e no texto de chegada como um todo (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BAKER 1992</xref>: 68-72).</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B17">Riva (2009</xref>) também aponta para a importância do estudo de UFs como as EIs, mas foca a importância de se elaborarem materiais de consulta que abordem essas unidades, já que, por apresentarem grande dificuldade, são de suma importância para tradutores, aprendizes e professores de línguas estrangeiras. <xref ref-type="bibr" rid="B19">Tagnin (2013</xref>) afirma que a oferta de dicionários de EIs para a língua portuguesa é bem menor do que para o inglês. Pode-se depreender daí algumas das dificuldades que tradutores e estudantes de línguas encontram para, primeiramente, reconhecer e compreender as EIs em sua própria língua ou em língua estrangeira (por serem, p. ex., de regiões, ou épocas diferentes) e, num segundo momento, para encontrar equivalentes adequados para essas expressões, considerando o contexto de uso e outras restrições micro- e macrotextuais do texto de chegada. Sem entrar no mérito teórico da questão, que é controversa, neste trabalho consideraremos “equivalência” como uma relação de correspondência estabelecida entre dois segmentos ou dois textos produzidos em línguas distintas e considerados como texto de partida e texto de chegada de uma tradução interlingual. Nesse sentido, partilhamos da concepção de tradução como transação, proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B16">Pym (1992</xref>), para quem a equivalência não pode ser reduzida a um fenômeno estritamente linguístico, pois é uma entidade negociável ? e os tradutores são os responsáveis por essa negociação.</p>
			<p>Inspiradas pelos autores consultados, em especial Baker e Tagnin, optamos por abordar essa temática utilizando também o aporte metodológico da Linguística de Corpus (doravante LC), que muito tem contribuído para diversas áreas do conhecimento, especialmente para o estudo e a prática da tradução, e para o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras (Cf., p. ex., <xref ref-type="bibr" rid="B22">VIANA e TAGNIN 2015</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B23">VIANA e TAGNIN 2010</xref>). A LC privilegia a observação empírica de textos autênticos organizados sob a forma de corpora eletrônicos (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BERBER SARDINHA 2004</xref>). Um corpus, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B18">Sinclair (2004</xref>), é:</p>
			<disp-quote>
				<p>[...] uma coleção de fragmentos textuais de língua em formato eletrônico, selecionadas de acordo com critérios externos para representar, tanto quanto possível, uma língua ou variedade linguística como fonte de dados para pesquisas linguísticas<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>.</p>
			</disp-quote>
			<p>Para fins desta pesquisa, compilamos um corpus paralelo multiversão que, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B20">Tagnin, Teixeira e Santos (2009</xref>), é aquele que contém textos de partida alinhados com mais de uma versão de sua(s) respectiva(s) tradução(ões). No nosso caso, especificamente, o texto de partida “Pepinos e abobrinhas” (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ALEMÃO 2005</xref>) foi alinhado, no nível da sentença, com a versão final das traduções feitas por aprendizes do curso PT P<bold>→</bold>I Gerais, conforme detalharemos mais adiante. Esse corpus permitiu, por um lado, observar as diferentes escolhas tradutórias feitas pelos aprendizes ao se depararem com as várias EIs nele presentes e, por outro, comparar essas escolhas com as nossas próprias, que se basearam nas sugestões dadas pelos materiais de referência consultados. Toda essa informação foi coletada em uma planilha Excel<sup>®</sup> e serviu de base para a elaboração de um glossário, consultável online no site do Projeto TermiTraDiCo - Terminologia e Tradução Direcionadas por Corpus <xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>. A seguir, descrevemos o procedimento adotado na pesquisa.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>4. Metodologia</title>
			<p>O primeiro passo para a realização deste trabalho foi fazer um levantamento das EIs contidas no texto de partida escolhido (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ALEMÃO 2005</xref>), organizando os dados levantados em uma planilha Excel®. Num segundo momento, fizemos uma primeira versão do texto para o inglês, tomando nota de todas as informações encontradas nas fontes consultadas durante a tarefa tradutória nessa mesma planilha. Em seguida, compilamos o corpus multiversão de aprendizes, contendo doze versões anonimizadas do mesmo texto para o inglês, feitas por alunos do curso de PT P<bold>→</bold>I Gerais, mais a versão que fizemos após o levantamento de informações para o glossário. A possibilidade de observar as opções utilizadas pelos estudantes ajudou-nos a produzir uma versão final do texto traduzido, com equivalentes mais próximos ao campo semântico trabalhado. Com base nos dados reunidos nesse percurso, produzimos um material de consulta na forma de um glossário consultável via texto de partida (por meio de <italic>hiperlinks</italic>) e por busca textual, processo que explicaremos com mais vagar no que se segue.</p>
			<sec>
				<title>4.1 Levantamento das EIs do texto de partida e primeira versão para o inglês</title>
				<p>Levando em conta que havíamos previsto a produção de um material de consulta ao final da pesquisa, antes de começar a traduzir, criamos uma planilha para reunir, num banco de dados, as informações que consideramos pertinentes para a elaboração do glossário proposto. Os campos escolhidos para compor esse banco foram:</p>
				<p>
					<list list-type="bullet">
						<list-item>
							<p><bold>Expressão original:</bold> expressões levantadas no texto de partida, lematizadas;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Variações da expressão:</bold> variações encontradas nas fontes de referência e na internet para as referidas expressões;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Definições:</bold> informações coletadas em fontes de referência para a compreensão das expressões na língua de partida;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Expressões de sentido semelhante:</bold> expressões equivalentes em sentido, em português, idiomáticas ou não;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Outras expressões:</bold> outras expressões idiomáticas contendo a(s) palavra(s) da EI em questão, em português;</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Equivalentes dicionarizados:</bold> EIs equivalentes coletadas em fontes de referência em inglês (ou outras fontes na internet, quando essas não ofereciam solução);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Traduções dos alunos:</bold> versões das EIs propostas pelos alunos de PT P<bold>→</bold>I Gerais, idiomáticas ou não, do campo semântico da alimentação ou não, lematizadas e seguidas do número de ocorrências nas traduções, entre parêntesis.</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p><bold>Nossa(s) proposta(s) de tradução</bold>: o equivalente que optamos por utilizar na versão final de nossa tradução; eventualmente indicamos outras boas opções do campo semântico alimentação sugeridas pelos aprendizes.</p>
						</list-item>
					</list>
				</p>
				<p>A ordem em que as EIs levantadas foram gravadas na planilha (vide <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>) segue a sua ocorrência no texto. As traduções dos estudantes foram acrescentadas à planilha somente após produzirmos nossa versão inicial da tradução para o inglês. Foram utilizados três dicionários disponíveis online para cada língua: o <xref ref-type="bibr" rid="B8"><italic>Michaelis</italic></xref>, o <xref ref-type="bibr" rid="B10"><italic>Priberam</italic></xref> e o <xref ref-type="bibr" rid="B9"><italic>Dicio</italic></xref>, para a língua portuguesa; e o <xref ref-type="bibr" rid="B13"><italic>Macmillan</italic></xref>, o <xref ref-type="bibr" rid="B5"><italic>Cambridge</italic></xref> e o <xref ref-type="bibr" rid="B6"><italic>Collins</italic></xref>, para a língua inglesa. Quando necessário, recorremos também a outros dicionários <xref ref-type="bibr" rid="B11">online de sinônimos</xref> e de <xref ref-type="bibr" rid="B7">expressões idiomáticas</xref> e a outros materiais disponíveis na rede.</p>
				<p>Durante a busca por definições, fomos tomando notas das informações, registrando-as na planilha. Uma vez concluído esse processo, a tradução do texto tornou-se mais fácil. Com as informações coletadas em mãos, produzimos uma primeira versão para o inglês (vide coluna 2 do <xref ref-type="app" rid="app1">Apêndice I</xref>).</p>
				<p>O passo seguinte foi compilar o corpus paralelo multiversão com as traduções feitas pelos estudantes de PT P<bold>→</bold>I Gerais, para que pudéssemos fazer o levantamento e coleta das soluções (acertadas ou não) apontadas por eles e, em seguida, produzir uma segunda versão do texto em inglês, aproveitando os dados levantados, quando pertinente (Erro! Fonte de referência não encontrada.).</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Figura 1:</label>
						<caption>
							<title>Excerto do banco de dados utilizado para a elaboração do glossário.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf1.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.2 O corpus paralelo multiversão de aprendizes de tradução</title>
				<p>Para a compilação do corpus, coletamos treze versões do texto (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ALEMÃO 2005</xref>) em inglês, sendo doze feitas por alunos de PT P<bold>→</bold>I Gerais e mais uma, que foi a versão inicial que fizemos do original. As traduções foram alinhadas no nível da sentença, numa planilha Excel®, como ilustra a <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>.</p>
				<p>Em seguida, para que fosse possível explorar os textos com o software de análise linguística <italic>AntConc</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ANTHONY 2018</xref>), cada coluna da planilha foi transformada em um arquivo no formato “texto sem formatação” (.txt) utilizando a seguinte rotina<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>:</p>
				<p>1. Copiar a área contendo o texto traduzido (Ctrl +C) na planilha; </p>
				<p>2. Colar (Ctrl+V) num arquivo em branco do Word; </p>
				<p>3. Acrescentar uma coluna de cada lado da coluna que contém o texto; </p>
				<p>4. Na coluna da esquerda, colocar a etiqueta &lt;tit&gt; para o título e uma etiqueta para cada linha subsequente com a máscara: &lt;s[NÚMERO DA LINHA]&gt;. Por exemplo, “&lt;s01&gt;” para a linha um e &lt;s30&gt; para a linha 30; </p>
				<p>5. Copiar essa coluna preenchida e colar na coluna vazia da direita; </p>
				<p>6. Iluminar a coluna da direita e fazer uma substituição em massa de “&lt;” por “&lt;/” ? a linha 1 ficará com a etiqueta “&lt;/s01&gt;” na coluna da direita; </p>
				<p>7. Salvar o arquivo como “modelo”. Por exemplo: modelo_colunas.docx</p>
				<p>8. Iluminar a tabela e converter para texto (Vide <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>); </p>
				<p>9. Fazer uma substituição total de todas as marcas de tabulação (^t) por um espaço em branco (pressione uma vez a barra de espaços no campo indicado, como mostra a <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura <italic>4</italic></xref>); </p>
				<p>10. Salvar uma versão do arquivo em formato (.txt) (Somente texto / Texto sem formatação), com o nome da coluna em questão. Por exemplo, A01.txt para a tradução do Aluno 1; </p>
				<p>11. Voltar ao arquivo “modelo”, apagar a coluna do meio (com a tradução já salva) e colar a coluna da próxima tradução da planilha; </p>
				<p>12. Repetir os passos 1 a 11 até finalizar todas as colunas.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figura 2:</label>
						<caption>
							<title>Excerto do corpus paralelo multiversão de aprendizes de tradução.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf2.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f3">
						<label>Figura 3:</label>
						<caption>
							<title>Tabela iluminada para ser convertida em texto.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf3.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<label>Figura 4:</label>
						<caption>
							<title>Substituição em massa de todas as marcas de tabulação.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf4.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Uma vez etiquetados os arquivos no nível da sentença, foi possível visualizar as escolhas feitas pelos alunos simultaneamente, pesquisando as etiquetas criadas como palavra de busca na ferramenta Concordance do programa <italic>AntConc</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ANTHONY 2018</xref>), como é possível observar na <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f5">
						<label>Figura 5:</label>
						<caption>
							<title>Visualização da sentença sete (&lt;s07&gt;) na ferramenta Concordance, AntConc.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf5.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.3 Elaboração das fichas do glossário</title>
				<p>Como explicado no tópico 4.1, as informações coletadas durante a primeira tradução para a elaboração do glossário foram registradas em uma planilha Excel®, bem como os dados levantados na exploração do corpus de aprendizes. Com base nessa planilha, criamos uma “Mala Direta” no Word® para gerar as “fichas” eletrônicas dos verbetes do glossário. Essa ferramenta coleta as informações de uma planilha e as organiza num arquivo de texto, de acordo com uma estrutura previamente determinada pelo usuário. A “Mala Direta” costuma ser usada para preencher etiquetas de endereçamento e diplomas, por exemplo, em que há um texto fixo e campos que vão variar (como o nome e o endereço) ? caso em que os dados são puxados de uma planilha vinculada. Para fazer isso, seguimos a seguinte rotina:</p>
				<p>1. abrir um arquivo em branco do Word®;</p>
				<p>2. Abrir a aba de Mala Direta (<italic>Mailing</italic>, em inglês);</p>
				<p>3. Clicar em “Selecionar Destinatários” (<italic>Select recipients</italic>, em inglês) e, na lista que se abre, escolher “Usar uma Lista Existente” (<italic>Use existing list</italic>, em inglês);</p>
				<p>4. Procurar, no computador, a planilha contendo o banco de dados que servirá de base para a criação dos documentos;</p>
				<p>5. Na janela pop-up que se abre, marcar (ou não) a opção que considera a primeira linha de sua planilha / banco de dados como uma linha de nomeação das colunas (se for o caso) e clicar em OK;</p>
				<p>6. Clicar no botão “Gravar e Inserir Campos” (<italic>Insert Merge Field</italic>, em inglês) e selecionar os campos a serem exibidos em cada “ficha”, formatando-os da maneira que preferir (com negrito, cores diferentes, itálico, sublinhado, cor de fundo etc. Vide <xref ref-type="fig" rid="f6">Figura 6</xref>);</p>
				<p>7. Salvar como “modelo”. Por exemplo: gloss_modelo.docx;</p>
				<p>8. Clicar no botão “Concluir e Mesclar” (<italic>Finish &amp; Merge</italic>, em inglês) e, na janela que se abre, escolher a primeira opção, “Editar Documentos Individuais” (<italic>Edit Individual Documents</italic>) e, em seguida, “Todos” (<italic>All</italic>);</p>
				<p>9. Salvar com um novo nome. Por exemplo: gloss_entradas.docx.</p>
				<p>Para fazer alterações no modo de exibição dos campos, reabra o arquivo “modelo” e, depois de feitas as alterações, repita os passos 8 e 9.</p>
				<p>
					<fig id="f6">
						<label>Figura 6:</label>
						<caption>
							<title>Seleção e formatação dos campos a serem exibidos nos “verbetes”.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf6.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>O local onde estão os campos serão substituídos pelo respectivo dado proveniente da planilha, respeitando a formatação indicada. Tudo o que estiver fora dos campos (indicados pelos delimitadores “«” e “»”) aparecerá em cada uma das “fichas” geradas.</p>
				<p>Dessa forma, os dados de cada linha da planilha foram transformados em verbetes e salvos como arquivos distintos, seguindo sua numeração de aparição no texto de partida; p. ex.: V01_pepino.docx. Por fim, utilizando o sistema de acréscimo de <italic>hyperlinks</italic>, conectamos cada um dos arquivos gerados à sua respectiva EI no texto de partida, para que pudessem ser facilmente consultados quando da leitura do original. Disponível no site do Grupo de Pesquisa TermiTraDiCo, na aba de Recursos (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.termitradico.unb.br/recursos">http://www.termitradico.unb.br/recursos</ext-link>), o glossário pode ser usado como material didático e/ou recurso de consulta. Para consultar as EIs do glossário basta clicar com o mouse posicionado sobre a expressão desejada e o verbete se abrirá na tela, na forma de uma janela pop-up (vide <xref ref-type="fig" rid="f7">Figura 7</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="f7">
						<label>Figura 7:</label>
						<caption>
							<title>consulta de EIs do texto original através de hyperlinks.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf7.jpg"/>
						<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>5. Resultados</title>
			<p>O levantamento de EIs no texto de partida rendeu 48 entradas, para as quais pesquisamos definições nos dicionários mencionados anteriormente, registrando os dados da pesquisa num banco de dados. Buscamos pelas palavras presentes nas EIs nas fontes de consulta e, dentre as utilizadas para o português, percebemos que o dicionário online <xref ref-type="bibr" rid="B8"><italic>Michaelis</italic></xref> foi o que mais disponibilizou EIs. Além das definições para as palavras procuradas, essa obra traz, separadamente, uma lista de expressões em que a palavra em questão figura, acompanhadas de suas respectivas definições. O dicionário <xref ref-type="bibr" rid="B10"><italic>Priberam</italic></xref> também se mostrou bastante útil, com listas de expressões contendo a palavra buscada e permitindo, inclusive, buscas na variante europeia do português. O dicionário <xref ref-type="bibr" rid="B9"><italic>Dicio</italic></xref> foi útil para a busca de algumas informações, apesar de não disponibilizar tantas expressões como os outros dois, e de não disponibilizá-las separadamente, o que dificultou a visualização.</p>
			<p>Ao longo da coleta, observamos que foi mais difícil encontrar definições para 24 (50%) das 48 expressões pesquisadas nas fontes pesquisadas (<xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1:</label>
					<caption>
						<title>EIs identificadas no texto de partida não encontradas nos dicionários pesquisados.</title>
					</caption>
					<table frame="box" rules="cols">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#4bacc6"> </th>
								<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#4bacc6">EIs</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">1 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“galinha velha é que dá caldo bom” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">2</td>
								<td align="left">“angu DESANDAR”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">3 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“FICAR com um olho no peixe e outro no gato” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">4</td>
								<td align="left">“rapadura é doce, mas não é mole(, não)”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">5 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“MUDAR de pato pra ganso” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">6</td>
								<td align="left">“quem tem pressa come cru”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">7 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“colocar [ALGUÉM] na geladeira” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">8</td>
								<td align="left">“(QUERER) assobiar e chupar cana (ao mesmo tempo)”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">9 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“[ALGUÉM/ALGUMA COISA] DAR algum caldo” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">10</td>
								<td align="left">“(com qual) fatia do bolo ([ALGUÉM] (IR) FICAR)”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">11 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“SENTAR no pudim” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">12</td>
								<td align="left">“SER gato de cozinheira”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">13 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“SUAR mais que pano de cuscuz” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">14</td>
								<td align="left">“[ALGUÉM] SER um biscoitão”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">15 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“([ALGUÉM] TER seus) dias de glória” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">16</td>
								<td align="left">“[ALGUÉM] VIRAR / ESTAR / SER um bagaço”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">17 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“COMER (o mingau) pelas beiradas” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">18</td>
								<td align="left">“é no fogo baixo que o feijão engrossa”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">19 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“REQUENTAR uma história” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">20</td>
								<td align="left">“[ALGO] SER um peru no pires”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">21 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“ASSAR manteiga no espeto” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">22</td>
								<td align="left">“FRITAR [ALGUÉM]”</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">23 </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">“[ALGUÉM] só VER as pingas que [ALGUÉM] BEBER/TOMAR, mas não ver os tombos que [ALGUÉM] LEVAR” </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">24</td>
								<td align="left">“em casa onde não tem pão, todo mundo grita”</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: as autoras.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Para as expressões não encontradas, foi necessária a pesquisa de definições em outras fontes de consulta disponíveis online, como, por exemplo, o texto “Tudo termina em pizza” (<xref ref-type="bibr" rid="B12">FUKELMANN 2000</xref>), e o e-book <italic>Termos e expressões do coloquial do cotidiano da zona rural no Brasil central no século XX</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B14">NOGUEIRA E SILVA 2017</xref>). Por exemplo: não encontramos nenhum equivalente idiomático satisfatório para “ficar com um olho no peixe e o outro no gato”, traduzida por nós, na versão final, como “<italic>keep his eyes wide open</italic>”. Mas, adotando a estratégia de compensação, que consiste em tentar recuperar um recurso idiomático do texto de partida em outro ponto do texto de chegada (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BAKER 1992</xref>: 78), traduzimos o trecho “tinha muita coisa esquisita rolando”, que ocorre na mesma fala do texto de partida, mas na sentença anterior, por “there was something fishy going on”, acrescentando, assim, uma EI que não estava presente no texto de partida naquele trecho específico, como uma forma de recuperar o efeito idiomático perdido na expressão da sentença seguinte.</p>
			<p>Foi interessante notar que, ao buscar expressões que continham palavras em comum com as EIs pesquisadas, algumas renderam muito mais EIs adicionais que outras. Dentre elas, as mais produtivas foram “mão” (54 EIs), “gato” (21), “fogo” (20), “olho” (19), “pedra” (16) e “galinha” (11). Esse dado parece sugerir uma tendência para a criação de expressões idiomáticas com estes campos semânticos ? partes do corpo humano, fenômeno da natureza e animais ?, além do já suscitado campo da alimentação, inspiração do nosso texto de partida. É possível que essas escolhas sejam culturalmente marcadas e variem de uma língua a outra, ou mesmo de uma variante linguística ou regional a outra. Mas isso é algo que não podemos afirmar sem uma investigação mais aprofundada.</p>
			<p>Para a localização de EIs em inglês, utilizamos primeiramente a ferramenta de busca <italic>Google</italic> para encontrar possíveis equivalentes em fóruns, como, por exemplo, o <italic>English Experts</italic><xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> e, em seguida, fomos em busca dessas expressões nos dicionários <xref ref-type="bibr" rid="B13"><italic>MacMillan</italic></xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B5"><italic>Cambridge</italic></xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B6"><italic>Collins</italic></xref>. Assim como nas fontes de referência em português, alguns dicionários apresentaram mais EIs do que outros para as palavras pesquisadas, sendo o <xref ref-type="bibr" rid="B13"><italic>Macmillan</italic></xref> o que mais resultados apresentou, seguido do <xref ref-type="bibr" rid="B5"><italic>Cambridge</italic></xref> e, por último, do <xref ref-type="bibr" rid="B6"><italic>Collins</italic></xref>. Os dados também foram anotados na planilha do banco de dados. Após essa etapa, fizemos uma primeira versão do texto de partida para o inglês e, em seguida, partimos para a análise do corpus multiversão.</p>
			<p>Ao observar as traduções dos estudantes, percebemos que houve pouca variação na tradução de sentenças não idiomáticas, como “gostei da secretária dele”, traduzida por <italic>“I liked his secretary”</italic> por 10 dos 13 estudantes e por <italic>“I like his secretary”</italic> pelos outros 3. Já para as EIs mais idiomáticas, como “é no fogo baixo que o feijão engrossa” e “assar manteiga no espeto”, cada aluno traduziu de maneira diferente, e não necessariamente por equivalentes idiomáticos, ou da temática alimentação, como pode ser observado nas capturas de tela das <xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f9">Figura <italic>9</italic></xref>. Por outro lado, a única EI para a qual houve escolha unânime de equivalente foi “CHORAR (sobre o / pelo) leite derramado”, traduzida por todos por <italic>“TO CRY over spilled milk”</italic>, apesar de três alunos terem optado pela utilização de <italic>“spilt milk”</italic> (variante britânica) e outros dois terem cometido erro ortográfico <italic>“split milk”</italic>, como pode ser visto na <xref ref-type="fig" rid="f10">Figura 10</xref>. Outras expressões que tiveram escolhas semelhantes entre os alunos podem ser vistas no <xref ref-type="table" rid="t2">Quadro 2</xref>.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Quadro 2:</label>
					<caption>
						<title>Algumas EIs com escolhas semelhantes entre os alunos.</title>
					</caption>
					<table frame="box" rules="cols">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#4bacc6">Expressão na LP</th>
								<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#4bacc6">Equivalente escolhido</th>
								<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#4bacc6">Nº de alunos</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">Colocar a mão na massa </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">To get one's hand(s) dirty </td>
								<td align="center" style="background-color:#daeef3">10 </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">SER osso duro de roer</td>
								<td align="left">TO BE a hard/tough nut to crack</td>
								<td align="center">9</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">ASSOBIAR e CHUPAR cana (ao mesmo tempo) </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">Have your cake and eat it (too) </td>
								<td align="center" style="background-color:#daeef3">8 </td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">FICAR de molho (em casa)</td>
								<td align="left">(TO BE on) bed rest</td>
								<td align="center">8</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">RESOLVER um pepino </td>
								<td align="left" style="background-color:#daeef3">TO HANDLE a hot potato </td>
								<td align="center" style="background-color:#daeef3">7 </td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN2">
							<p>Fonte: as autoras.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>
				<fig id="f8">
					<label>Figura 8:</label>
					<caption>
						<title>Traduções da expressão “é no fogo baixo que o feijão engrossa”.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf8.jpg"/>
					<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f9">
					<label>Figura 9:</label>
					<caption>
						<title>Traduções da expressão “assar manteiga no espeto”.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf9.jpg"/>
					<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f10">
					<label>Figura 10:</label>
					<caption>
						<title>Traduções da expressão “chorar o leite derramado”.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-397-gf10.jpg"/>
					<attrib>Fonte: as autoras.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Nossa segunda versão do texto, feita após a exploração do corpus, foi bastante influenciada pelas escolhas dos alunos, pois possibilitou a identificação de alternativas mais adequadas, antes não pensadas ou encontradas nas fontes consultadas. Tomemos como exemplo a expressão “SER farinha do mesmo saco”, que em nossa primeira versão optamos por traduzir como <italic>“tared with the same brush”.</italic> Apesar de ter sentido e prosódia semântica (negativa) semelhantes, esta EI nada tem a ver com o campo semântico da alimentação; por isso, em nossa segunda versão optamos por <italic>“TO BE two peas in a pod”</italic> (literalmente “SER duas ervilhas em uma vagem”), que tem prosódia semântica diferente (neutra), porém com sentido semelhante, além de conter elementos do campo semântico trabalhado. Outro exemplo foi a mudança de equivalente para a expressão “mudar de pato pra ganso”, que inicialmente traduzimos por <italic>“changing the subject”</italic> (de sentido semelhante, mas nada idiomático) e, na segunda versão, por <italic>“MOVE on from chalk to cheese”</italic>. Em suma, a possibilidade de explorar um corpus paralelo multiversão de aprendizes ajudou muitíssimo na tarefa de encontrar e selecionar equivalentes mais idiomáticos dentro do campo semântico trabalhado.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>As EIs apresentam diversas dificuldades para os aprendizes e profissionais que trabalham com línguas, conforme argumentamos na parte inicial deste trabalho. Partindo dessa premissa, buscamos fazer um levantamento e estudo sistemático e contrastivo de algumas delas a partir de um texto, em português brasileiro, elaborado em torno de cerca de cinquenta EIs do campo semântico da alimentação. No percurso de sua tradução para o inglês, observamos e vivenciamos os possíveis percalços enfrentados por estudantes de tradução e de línguas estrangeiras ao tentar traduzir essas EIs para o inglês.</p>
			<p>A tarefa se mostrou “uma faca de dois gumes”, pois, apesar de ter sido divertido trabalhar com essas EIs, enfrentamos diversos obstáculos na busca por soluções tradutórias para o inglês, especialmente pela dificuldade em encontrar definições na língua de partida e equivalentes na língua de chegada em um campo semântico tão restrito ? características impostas pelas configurações micro- e macrotextuais do texto de partida. Isso nos fez refletir sobre a necessidade de se criarem outros formatos para registro e consulta das expressões idiomáticas e de possíveis equivalentes numa segunda língua ? talvez uma obra organizada por campos semânticos, conforme sugere <xref ref-type="bibr" rid="B17">Riva (2009</xref>), teria facilitado nosso trabalho? Mas, para responder esta pergunta, teríamos que ampliar nosso escopo de pesquisa e, de fato, testar comparativamente a eficácia de um material assim organizado com o que há disponível atualmente.</p>
			<p>O uso do corpus, por sua vez, demonstrou novamente ser de grande utilidade no apoio à tarefa tradutória, como já demonstrado, entre muitos outros autores, por <xref ref-type="bibr" rid="B22">Viana e Tagnin (2015</xref>). Por meio do corpus paralelo multiversão de aprendizes de tradução que compilamos, foi possível observar diversas possibilidades para se verter as EIs de uma língua à outra. Muitas foram as soluções encontradas pelos estudantes, ora buscando equivalentes idiomáticos (do campo semântico trabalhado ou não), ora traduzindo literalmente. Por um lado, observamos pelo menos uma EI da língua de partida que possui uma EI conhecida e semelhante na língua de chegada, “chorar o leite derramado” <bold>→</bold> 
 <italic>“to cry over spilled / spilt milk”,</italic> a única equivalência apontada com unanimidade pelos aprendizes. No entanto, a maioria das EIs apresentou maior dificuldade, tanto na compreensão quanto na tradução, o que pode ser observado pela variedade de equivalentes sugeridos. É o caso, por exemplo, da expressão “assar manteiga no espeto”, que foi traduzida de uma forma diferente por cada aluno cujas traduções compõem o corpus (vide <xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9</xref>).</p>
			<p>Como bem sumarizou <xref ref-type="bibr" rid="B3">Baker (1992</xref>), muitas expressões podem não ter equivalentes na língua de chegada ou, mesmo quando são encontrados equivalentes, é possível que sejam empregados em contextos diferentes nas duas línguas e suas variantes, ou não sejam adequados para o estilo ou a temática do texto trabalhado. Ou seja, para cada caso é preciso considerar as condições de produção e recepção dos textos de partida e de chegada para que se possa selecionar estratégias de tradução (Cf<italic>.</italic><xref ref-type="bibr" rid="B3">BAKER 1992</xref>: 27-42) ? que optamos por não abordar neste trabalho, mas que foram consideradas pelos aprendizes ao traduzir.</p>
			<p>Corroboramos, neste trabalho, a hipótese de que compreender, traduzir e utilizar EIs é um grande desafio no contexto de aprendizado de uma segunda língua, mais especificamente, no nosso caso, no contexto da tradução. Esperamos que os resultados de nossa pesquisa, além de contribuírem para evidenciar essas dificuldades, sirvam de material de estudo para o aprendizado e a prática de tradutores e aprendizes de português e inglês por meio do material resultante, e que estimulem outros estudos utilizando esta mesma abordagem e/ou temática.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<app-group>
			<app id="app1">
				<label>APÊNDICE I</label>
				<p>Original e as duas versões do texto de partida para o inglês.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t3">
						<table frame="box" rules="cols">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#21618F">TEXTO DE PARTIDA</th>
									<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#21618F">VERSÃO 1</th>
									<th align="center" style="color:#ffffff; background-color:#21618F">VERSÃO 2</th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="center" style="background-color:#999999">
										<styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>Pepinos</underline>
										</styled-content> e <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>abobrinhas</underline>
										</styled-content>
									</th>
									<th align="center" style="background-color:#999999">Hot potatoes and baloney</th>
									<th align="center" style="background-color:#999999">Hot potatoes and Baloney</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">
										<styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>Galinha velha é que dá caldo bom</underline>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">
										<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Is there</strike>
										</styled-content> many a good tune played on an old fiddle?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">There's many a good tune played on an old fiddle? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">E quem nunca <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>chorou pelo leite derramado</underline>
										</styled-content> ou <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>puxou a brasa pra sua sardinha</underline>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">Who <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>never cries</strike>
										</styled-content> over spilled milk or <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>looks out for number one</strike>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">Who has never cried over spilled milk or feathered their own nest? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Você pensou em como <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>resolver aquele pepino</underline>
										</styled-content> que eu te passei?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Have you thought about how to handle that hot potato I <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>tossed</strike>
										</styled-content> you?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Have you thought about how to handle that hot potato I passed on to you? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Na verdade ainda tem <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>muita coisa pra digerir</underline>
										</styled-content> naquele relatório, mas de cara já dá pra dizer que o camarada era um tremendo <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>laranja</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Actually, <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>in that report,</strike>
										</styled-content> there <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>are</strike>
										</styled-content> still a lot to <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>process</strike>
										</styled-content>, but <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>you</strike>
										</styled-content> can <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>tell it straight away</strike>
										</styled-content> that <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>that buddy was a straw-man</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Actually, there is still a lot to digest in that report; but one can clearly see that the guy is a complete strawman. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Pois é. Será que em nenhum momento ele percebeu que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>aquele angu ia desandar</underline>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>I see</strike>.</styled-content>
										<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>I wonder if he didn’t</strike>
										</styled-content> realize <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>by any means that there was something fishy about it</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Yeah. Didn’t he realize his goose was cooking?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Estranho, né? Ele ficou anos ali, <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>fazendo só o feijão-com-arroz</underline>
										</styled-content> e ganhando uma tremenda grana.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>That’s</strike>
										</styled-content> weird, <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>isn’t it</strike>
										</styled-content>? He <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>was there</strike>
										</styled-content> for years<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>, worrying only about</strike>
										</styled-content> bread-and-butter and <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>earning much</strike>
										</styled-content> money.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Weird, huh? He stayed there for years doing bread-and-butter and making lots of money. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— E ele sempre soube que o Pedro e o Madeira eram <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>farinha do mesmo saco</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>And</strike>
										</styled-content> he always <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>knew</strike>
										</styled-content> that Pedro and Madeira were <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>tared with the same brush</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He has always known that Pedro and Madeira were two peas in a pod. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Quer saber? Eu avisei. Eu cansei de falar pro camarada que tinha muita coisa esquisita rolando. Cansei de dizer que ele precisava <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>ficar com um olho no peixe e o outro no gato</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— You know what? <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>I’ve warned him. I’m done talking to him that there were a lot of weird stuff going on. I’m done telling him that he needed to</strike>
										</styled-content> keep his eyes wide open.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— You know what? I told him so. I got tired of telling him that there was something fishy going on. And that he should keep his eyes wide open.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Não adianta, cara. Tem gente que é assim mesmo. Tem gente que não percebe que a <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>rapadura é doce, mas não é mole</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— It<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> won’t help at all, dude. That’s the way he is. Such people doesn’t realize that things are not so simple</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— It’s useless, man. Some people are just like that. Some people don’t realize that good things don’t come easy. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Aí quando <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>o caldo entorna</underline>
										</styled-content>...</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— When one rocks the boat...</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Then, when one rocks the boat… </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Aí não adianta <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>chorar pelo leite derramado</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>It doesn’t do any good to cry</strike>
										</styled-content> over spilled milk.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Then, there’s no use crying over spilled milk.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— E, <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>mudando de pato pra ganso</underline>
										</styled-content> como é que ficou o contrato com o Zé Ernesto?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Changing the subject, how did it get</strike>
										</styled-content> the contract with Zé Ernesto?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Now moving on from chalk to cheese, what happened with the contract with Zé Ernesto? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Eu tô sentindo que eles estão <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>enchendo lingüiça</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>’m sensing that</strike>
										</styled-content> they’re just waffling on.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I have a feeling they’re just waffling. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Calma. Você sabe que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>quem tem pressa come cru</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Calm down</strike>
										</styled-content>. You know that haste makes waste.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Take it easy. You know that haste makes waste. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Eu sei, mas uma coisa é você perceber que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>te colocaram em banho-maria</underline>
										</styled-content> e outra é sentir que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>te colocaram na geladeira</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I know it, but one thing is to <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>notice that somebody is stalling</strike>
										</styled-content> and <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>other thing is to feel that we’ve been getting</strike>
										</styled-content> the cold shoulder.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I know, but one thing is to be stalled, and another one is to be given the cold shoulder. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Paranóia sua. Eles se meteram naquela empreitada lá no norte...</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— You’re paranoid. They <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>put themselves in that contract work </strike>
										</styled-content>in the north...</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— You’re paranoid. They got involved in that endeavor in the North… </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Aquilo todo mundo sabia que era um tremendo de um <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>abacaxi</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Everybody knew <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>that that was a complete lemon</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Everybody knew that was a huge hot potato. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— E o Andrade é um <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>osso duro de roer</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— And Andrade<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>’s</strike>
										</styled-content> a hard nut to crack.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— And Andrade is a hard nut to crack. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Por isso eles não estão querendo sumir agora esse novo contrato.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— That<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> i</strike>
										</styled-content>
										<strike>s</strike> why they <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>won’t be taking over</strike>
										</styled-content>
										<strike> </strike>this <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>new</strike>
										</styled-content> contract <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>now</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— That’s why they don’t want to take this contract over.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Eu cheguei a conversar com o Zé e ele tinha certeza que ia <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>ser mel na sopa</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— I <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>got to talk</strike>
										</styled-content> to Zé and he was sure <strike>that</strike> it was going to be a piece of cake.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— I even talked to Zé and he was sure it was going to be a piece of cake. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Lembro bem. Mas esse é o Zé Ernesto. É só você insinuar que ele pode, eventualmente, vir a ter algum problema que ele já conclui que você tá querendo <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>puxar a brasa pra tua sardinha</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I remember it well. But it is Zé Ernesto. If <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>you</strike>
										</styled-content> only imply that he may, <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>eventually</strike>
										</styled-content>, <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>come to</strike>
										</styled-content> have any trouble he <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>already</strike>
										</styled-content> concludes <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>that</strike>
										</styled-content> you are <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>looking out for number one</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I remember it well. But this is how Zé Ernesto is. If you merely imply he may occasionally have any trouble, he concludes you are feathering your own nest. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Sem falar que aquele assunto de Belo Horizonte não tinha sido resolvido.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Not to mention that that Belo Horizonte <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>matter hadn’t been solved</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Not to mention that Belo Horizonte lemon, that wasn’t finished by then. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>Querer assobiar e chupar cana ao mesmo tempo</underline>
										</styled-content> dá nisso.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>It ends like this, for you can’t have your</strike>
										</styled-content> cake and eat it.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— That’s what happens when one tries to have one’s cake and eat it too. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— O Freitas te passou o relatório de Petrópolis?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Did</strike>
										</styled-content> Freitas passed <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>on to</strike>
										</styled-content> you the Petrópolis report?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Has Freitas passed you the Petrópolis report? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Uma verdadeira <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>salada</underline>
										</styled-content>. O Freitas não anda muito bem. Aliás, nem veio trabalhar.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>It’s</strike>
										</styled-content> a <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>complete</strike>
										</styled-content> mess. Freitas <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>isn’t</strike>
										</styled-content> feeling so well. Actually, he didn’t even <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>came to work</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— A real mess. Freitas hasn’t been feeling so well lately. Actually, he didn’t even come to work. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Ligou pra ele?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Have</strike>
										</styled-content> you called him?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Did you call him?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Disse que é a tal da virose que tá dando por aí e vai <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>ficar em casa de molho</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He said that <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>he is sick and is going to stay at home</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He said it’s because of the bug that is going around, and that he’ll bed rest. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Falando nisso, você acha que aquela proposta do Derek pode <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>dar algum caldo</underline>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— By the way, do you think that Derek’s proposal will <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>work out</strike>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— By the way, do you think Derek’s proposal will bear any fruit?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— A minha dúvida é a mesma: quero saber <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>com qual fatia do bolo a gente fica</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I’ve got the same doubt:<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> I want to know what’s our</strike>
										</styled-content> piece of the pie.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I’ve got the same doubt: which piece of the pie do we stay with? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— O cara é guloso.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— He<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> i</strike>
										</styled-content>
										<strike>s</strike> a greedy guy.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— He’s a greedy guy.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— E gosta de moleza, gosta de <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>sentar no pudim</underline>
										</styled-content> e costuma não <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>colocar a mão na massa</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He likes <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>the easy things, he likes things to be at the push of a button, and he doesn’t like to get</strike>
										</styled-content> his hands dirty.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He likes cakewalk, duck soup, and is not used to getting his hands dirty. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Chegou a ver o orçamento dele?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Have</strike>
										</styled-content> you got to see his budget?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Did you get to see his budget? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Só <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>gordura</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>It’s only</strike>
										</styled-content> fat.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Just fat.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— A cara dele. Reparou como ele engordou?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— It’s so him. Have you noticed how he’s put <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>on</strike>
										</styled-content> some weight?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— It’s so him. Have you noticed how he’s put some weight on?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Tá pior que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>gato de cozinheira</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>is always stuffing his face</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— He’s worse than a fat pig. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— E na reunião com os investidores <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>suava mais que pano de cuscuz</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>And</strike>
										</styled-content> in the meeting with the investors he was sweating like a pig.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— In the meeting with the investors, he was sweating like one. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Gostei da secretária dele.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I liked his secretary.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I liked his secretary.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>Que biscoitão</underline>
										</styled-content>, hein?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— What <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>a knockout</strike>
										</styled-content>, huh?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— What an eye candy, huh? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Eu cheguei a bater um papinho com ela. Na verdade é meio <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>sem sal</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>got to</strike>
										</styled-content> have a <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>small</strike>
										</styled-content> chat with her. Actually, she<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>’s dull</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I did have a little chat with her. Actually, she is plain vanilla. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Mas é bem melhor que a dona Neide.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— But she is <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>much</strike>
										</styled-content> better than Mrs. Neide.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— But she is way better than Ms. Neide. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— A dona Neide. Sabia que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>ela teve seus dias de glória</underline>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Mrs. Neide. <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Did</strike>
										</styled-content> you know <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>that</strike>
										</styled-content> she had <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>already</strike>
										</styled-content> her glory days.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Ms. Neide. You know, she has had her glory days... </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Mas virou um <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>bagaço</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— But now she <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>is worned-out</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— But now, she’s like leftovers. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Se você conversar com o Elias ele vai discordar.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— If you talk to Elias he’ll disagree.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— If you talk to Elias he’ll disagree. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— E engraçado o Elias. <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>Ele bate firme na mesma tecla há anos</underline>
										</styled-content>: <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>galinha velha é que dá caldo bom</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Elias, he<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> is</strike>
										</styled-content> funny. He harps <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>about it</strike>
										</styled-content> for years: <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>T</strike>
										</styled-content>here’s many a good tune played on an old fiddle.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Elias, he’s funny. He harps the same string for years: there's many a good tune played on an old fiddle. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— A gente acabou entrando na <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>parada</underline>
										</styled-content> lá de Goiás?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Have we ended up <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>into</strike>
										</styled-content> that Goiás <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>matter</strike>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Have we ended up involved in that Goiás stuff? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Entramos, mas bem de leve. Ali o que eu acho é que a gente deve <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>ir comendo pelas beiradas</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Yes, but, slightly. <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>What I think is that we should go slowly</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Yes, but slightly. In that case, I think we should know which side of our bread is buttered. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>É no fogo baixo que o feijão engrossa</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Things take time to happen</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Great oaks from little acorns grow. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Marília. Vale a pena <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>requentar essa história</underline>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Marília. Do you think it<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> i</strike>
										</styled-content>
										<strike>s</strike> worth <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>it to talk about </strike>
										</styled-content>this story <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>again</strike>
										</styled-content>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Marília. Do you think it’s worth bringing this story back?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Tenho dúvidas. Acho que é <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>bananeira que já deu cacho</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I've got doubts. <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>I think there’s no use</strike>.</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I’m not sure. It’s not worth a hill of beans. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Não concordo totalmente, mas admito que é <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>tirar leite de pedra</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— I don’t completely agree, but I admit that it is getting blood out of a stone.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— I don’t completely agree, but I admit that it is getting blood out of a stone. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Você vai na casa do Alonso no sábado?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Are you going to Alonso’s this Saturday?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Are you going to Alonso’s this Saturday? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Vou tentar. Aliás, você viu a casa dele?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— I’ll try to. By the way, have you seen his house?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— I’ll try to. By the way, have you seen his house?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Disseram que é uma mansão.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Some people said that </strike>
										</styled-content>it<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike> i</strike>
										</styled-content>
										<strike>s</strike> a mansion.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— I heard it’s a mansion. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— É. Mas o cara fez uma casa de 1.200 metros em um terreno de 1.300 metros.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— It is. But the guy <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>have built a 3937 feet house in a 4265 feet </strike>
										</styled-content>land.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— It is. But the guy has built a 13,000 sq. ft. house in a 14,000 sq. ft. piece of land. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— O clássico <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>peru no pires</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5"> </td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Packed in like sardines.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Tá com muito, o Alonso.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Alonso, he<styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>’s</strike>
										</styled-content> got too much</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Alonso, he’s loaded.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— E quem tem muito, dizia minha avó, <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>assa manteiga no espeto</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— My grandma used to say <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>that </strike>
										</styled-content>whoever has too much <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>do unpredictable things</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— And as my grandma used to say, those who have too much pour money down the drain. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Ficou sabendo do Caio?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Did you get to know about</strike>
										</styled-content> Caio?</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Have you heard about Caio? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Caio Mendes?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Caio Mendes?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Caio Mendes?</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>Fritaram ele</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— He got fired.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— He got fired.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Tá brincando!</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Are you kidding <strike>me</strike>?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Are you kidding?!</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Não faz 15 dias, a gente foi tomar uma coisinha lá no Patá e ele tava se queixando que <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>o pessoal só via as pingas que ele bebia, mas não via os tombos que ele levava</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>It hasn’t even been</strike>
										</styled-content> 15 days, we went to Patá for a drink and he was complaining about how people <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>see only one side of the story</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Less than 15 days ago we went to Patá for a drink and he was complaining about how people don’t see that one can’t make an omelet without breaking eggs. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Talvez tenha sido melhor, sabia? Aquela empresa não vai bem, cara. E aí a gente sabe: <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>em casa onde não tem pão, todo mundo grita...</underline>
										</styled-content>
									</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Maybe it was better off like this, you know? That company is not doing well, man. And we know that <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>in lack of food, nobody knows what they do</strike>
										</styled-content>...</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Maybe it was better off like this, you know? That company is not going well, man. And we know that when poverty comes in at one's door… </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #22487c;">
											<underline>E ninguém tem razão</underline>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>And no one is right</strike>
										</styled-content>.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Love flies out of the window. </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Vai almoçar?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>Will you have</strike>
										</styled-content> lunch?</td>
									<td align="left" style="background-color:#E5E5E5">— Are you going to have lunch? </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— É bom. Não sei por que, mas essa nossa conversa me abriu o apetite.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>It’s</strike>
										</styled-content> good <styled-content style-type="color: #e52321;">
											<strike>to</strike>
										</styled-content>. I don’t know why, but our talk made me hungry.</td>
									<td align="left" style="background-color:#999999">— Good idea. I don’t know why, but our talk made me hungry.</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
					</table-wrap>
				</p>
			</app>
		</app-group>		
		<sec sec-type="additional-information">
        <fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Evento que reuniu o XIII Encontro Nacional de Tradutores e o VII Encontro Internacional de Tradutores, organizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução - ABRAPT e realizado em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, na primeira semana de outubro de 2019.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>“[...] a collection of pieces of language text in electronic form, selected according to external criteria to represent, as far as possible, a language or language variety as a source of data for linguistic research.” Tradução nossa.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.termitradico.unb.br/recursos">http://www.termitradico.unb.br/recursos</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Para compreender melhor a utilidade e o funcionamento da etiquetagem em Linguística de Corpus, vide, por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B21">Teixeira (2007)</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.englishexperts.com.br/forum/">https://www.englishexperts.com.br/forum/</ext-link>. Acesso em novembro de 2019.</p>
			</fn>
		</fn-group>
        </sec>
        <ref-list>
			<title>Referências bibliográficas</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ALEMÃO, M. Pepinos e abobrinhas. Carta Capital, 337, São Paulo, abr. 2005, p. 60.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALEMÃO</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Pepinos e abobrinhas</article-title>
					<source>Carta Capital</source>
					<issue>337</issue>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<month>04</month>
					<year>2005</year>
					<fpage>60</fpage>
					<lpage>60</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ANTHONY, L. AntConc (Version 3.5.7) [Computer Software]. Tokyo, Japan: Waseda University, 2018. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.laurenceanthony.net/software">http://www.laurenceanthony.net/software</ext-link>. Acesso em set 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="software">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ANTHONY</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>AntConc</source>
					<version>3.5.7</version>
					<annotation>[Computer Software]</annotation>
					<publisher-loc>Tokyo, Japan</publisher-loc>
					<publisher-name>Waseda University</publisher-name>
					<year>2018</year>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.laurenceanthony.net/software">http://www.laurenceanthony.net/software</ext-link>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2019-09-00">Acesso em set 2019</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BAKER, M. In other words: a coursebook on translation. 1º ed. London and New York: Routledge, 1992.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
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