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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v40p29-61</article-id>
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					<subject>Articles</subject>
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				<article-title>A tradução de referências culturais</article-title>
				<article-title xml:lang="en">Translation of cultural references</article-title>
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						<surname>Asensio</surname>
						<given-names>Roberto Mayoral</given-names>
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					<institution content-type="original">Universidade de Granada, Espanha. E-mail: rasensio@ugr.es.</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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				<year>2022</year>
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				<year>2021</year>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este trabalho apresenta uma reflexão de conjunto sobre as numerosas contribuições elaboradas para o estudo da tradução das referência culturais, desde <xref ref-type="bibr" rid="B11">Fiódorov (1953</xref>) até os últimos trabalhos publicados (<xref ref-type="bibr" rid="B24">LEPPIHALME 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">MAYORAL E MUÑOZ 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B6">CARTAGENA 1998</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">KATAN 1999</xref>). As diferentes contribuições têm origem em disciplinas e perspectivas diversas (estruturalismo, estilística diferencial, funcionalismo em tradução, pragmática, estudos comunicativos, cognitivismo, estudos literários...), o que torna bastante difícil unificá-las num panorama global: as diferenças conceituais e de denominação são muito acentuadas, mesmo quando o que está sendo estudado é o mesmo fenômeno. Quando o foco são as possíveis soluções de tradução - procedimentos expressivos e estratégias de solução -, o problema se complica ainda mais.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This paper aims to reflect on the wide range of contributions to the study of the translation of cultural references from <xref ref-type="bibr" rid="B11">Fiódorov (1953</xref>) to the most recent essays (<xref ref-type="bibr" rid="B24">LEPPIHALME, 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">MAYORAL &amp; MUÑOZ, 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B6">CARTAGENA, 1998</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">KATAN, 1999</xref>). These contributions have their origin in different disciplines and approaches (structuralism, differential stylistics, functionalism in translation, pragmatics, communication studies, cognitivism, literary studies...), which makes their integration into an overall perspective rather complicated; differences in concept and denomination are acute even when they study the same phenomenon. When the various choices of translation solutions -expresive procedures and solution strategies- are considered, the problem becomes even more entangled.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Tradução</kwd>
				<kwd>Referências culturais</kwd>
				<kwd>Realia</kwd>
				<kwd>Pressuposições</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Translation</kwd>
				<kwd>Cultural References</kwd>
				<kwd>Realia</kwd>
				<kwd>Presupositions</kwd>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>O tema da tradução das diferenças culturais já recebeu suficiente atenção na literatura de nossa área para merecer alguma reflexão de conjunto. Essa atenção se constata numa reflexão contínua que remonta pelo menos a 1953 e, em nosso contexto mais imediato, está representada por trabalhos como os de <xref ref-type="bibr" rid="B33">Mayoral e Muñoz (1997</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B24">Leppihalme (1997</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena (1998</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B19">Katan (1999</xref>). As diferenças de conceituação e de denominação entre o que cada autor ou escola entende que deva ser estudado são muito acentuadas, o que torna bastante difícil juntar as várias contribuições. Além dos problemas específicos de conceituação e denominação das diferenças culturais em relação com sua tradução, discrepâncias surgem inevitavelmente quando a esse tipo de consideração se superpõem outras questões, relativas às soluções de tradução: os procedimentos expressivos e as estratégias de tradução. Vamos tratar primeiramente de apresentar uma revisão de algumas das propostas existentes.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>1. Escola soviética ou eslava</title>
			<p>Consideramos que o estudo da tradução das diferenças culturais remonta a <xref ref-type="bibr" rid="B11">Fiódorov (1953</xref>: 145-50) e que, dentro dessa vertente, continua sem interrupções até autores mais recentes, como <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alesina e Vinogradov (1993</xref>: 54-63) ou Tcherednychenko e Koval (1995: 36-44). Praticamente qualquer manual dedicado à tradução que foi publicado nessa escola eslava incluiu um capítulo dedicado às realia, realia culturais ou palavras-realia (palavras que designam as realia).</p>
			<p>Essa escola faz sempre uma distinção clara entre os signos ou referências e os conceitos ou referentes (o referido). Seu enfoque é basicamente comparativista, e essa tendência comparativista da escola eslava dos estudos da tradução se prolonga, de modo um pouco anacrônico, até nossos dias, provavelmente por uma necessidade de fomentar novas/antigas línguas nacionais, até o momento minoritárias. O interesse da escola eslava por esse tipo de problema pode ter motivações político-ideológicas, como as apontadas por <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena (1998</xref>) para a Escola de Leipzig, e se manifesta da seguinte forma no manual de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alesina e Vinogradov (1993</xref>):</p>
			<disp-quote>
				<p>Nos últimos vinte anos, os conceitos de conhecimento de fundo e conhecimento do país (paisologia), respectivamente, passaram a integrar a reflexão linguística. Esses conceitos têm sido objeto de análise detalhada nos trabalhos de paisologia e de teoria da tradução (no que se refere ao estudo das realia ou das realidades do modo de vida nacional).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>O termo realia tem dois significados relacionados entre si. Em primeiro lugar, usa-se para designar os objetos da cultura material e espiritual que são característicos de determinadas comunidades nacionais (grupos étnicos) e, em segundo lugar, para designar as palavras que nomeiam esses objetos. Nesta segunda acepção, usa-se com frequência outro termo: “lexia sem equivalência”.</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>Sabe-se que a cultura consiste no conjunto de valores materiais e espirituais acumulados ou que uma determinada comunidade de pessoas acumula, e que os valores da cultura de uma comunidade de pessoas ou de uma comunidade nacional que não existem em outra, ou que diferem substancialmente dos de outra, compõem o fundo sociocultural nacional, que se reflete na língua de uma forma ou de outra. É precisamente essa a parte da cultura e da língua que necessita ser especialmente estudada na teoria da tradução, a fim de entender o original mais profunda e integralmente, e determinar as possibilidades de reproduzir as informações desses valores na tradução por meio da língua de outra cultura nacional [...] A informação de fundo é a informação sociocultural característica de uma nação ou nacionalidade, assimilada pela massa de seus representantes e refletida na língua dessa comunidade nacional. (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ALESINA E VINOGRADOV 1993</xref>: 43)</p>
			</disp-quote>
		</sec>
		<sec>
			<title>2. Escola de Leipzig</title>
			<p>O que <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena (1998</xref>) chama de “Escola de Leipzig” (“aquela que efetivamente iniciou e desenvolveu a investigação sistemática das referidas Realia”, <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena, 1998</xref>: 9) está inserida no que, na visão desse autor, é “a corrente filológica alemã” e que, para nós, coincide com a escola eslava. A Escola de Leipzig origina-se basicamente na enorme influência que as propostas de Otto Kade exerceram em todo o âmbito dos países socialistas. Seu vínculo com motivações de caráter político é expresso por <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena (1998</xref>) do seguinte modo:</p>
			<disp-quote>
				<p>Sua motivação foi, na verdade, de caráter político, uma vez que o tema era especialmente adequado para tentar demonstrar, em nível científico, a independência cultural da Alemanha Oriental frente à Alemanha Ocidental, e o pertencimento da Alemanha Oriental ao bloco dos países socialistas, como demonstram as seguintes explicações de <xref ref-type="bibr" rid="B39">Neubert (1973</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B43">Nielsch (1981</xref>):</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>“[Pelo conceito de realia entendem-se] os objetos e conceitos específicos cunhados no vocabulário de uma língua e que são característicos para a comunidade que fala essa língua [...]” (NEUBERT, ob. cit.: 75 e seg.)</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>“Os conceitos e objetos específicos, tratados na tradução do alemão para o francês no campo de atividades que nos interessa aqui, são em sua maioria designações específicas da Alemanha Oriental. Trata-se, na verdade, de vocábulos específicos multilíngues, uma vez que a especificidade da Alemanha Oriental é, em parte, a especificidade da comunidade dos Estados socialistas...” (<xref ref-type="bibr" rid="B6">CARTAGENA 1998</xref>: 9)</p>
			</disp-quote>
			<p>As propostas formuladas por Kade, e imediatamente incorporadas à escola eslava de estudos da tradução, são perfeitamente resumidas por Cartagena em sua obra (1998):</p>
			<disp-quote>
				<p>Quem lançou as bases para a pesquisa científica sobre a problemática dos referentes culturais específicos foi Otto Kade, em dois artigos já clássicos publicados em 1964 e 1968. Esse autor define o conceito de “realia” no quadro do problema da tradução de lacunas conceituais, das posições não ocupadas no sistema linguístico no âmbito de uma relação que ele qualifica como 1:0 (“Para a forma N do sistema de partida ... falta a forma correspondente no sistema e na língua de chegada” (<xref ref-type="bibr" rid="B18">KADE 1968</xref>:81)). Isso significa que os vocábulos que designam referentes culturais específicos não podem ser estabelecidos na mera análise intralingual, pois só aparecem na análise contrastiva ou no processo de tradução. <xref ref-type="bibr" rid="B17">Kade (1964</xref>: 94 e seg.) coloca o problema da seguinte forma:</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>“A ausência de imagem conceitual é a causa da ausência de codificação apenas quando se trata de fenômenos da realidade objetiva, que desempenham ou desempenharam um papel importante no seio social de uma comunidade linguística, ao passo que dentro da outra comunidade linguística eles não existem ou são irrelevantes. Esses fenômenos são frequentemente designados pelo termo ‘realia’. Por realia, entendemos <italic>lato sensu</italic> fenômenos culturais e econômico-sociais e instituições que são próprios de uma determinada ordem econômico-social ou de uma determinada cultura.”</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>Alguns anos depois, <xref ref-type="bibr" rid="B18">Kade (1968</xref>: 81) introduz o termo “equivalência zero” para a referida relação 1:0, que inclui tanto “realia” quanto meras lacunas lexicais:</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>“Aqui consideramos tanto o caso das lacunas conceituais autênticas, originadas pelas realia de uma determinada sociedade, quanto as posições vazias em que existe a imagem correspondente de um fenômeno na consciência dos falantes, faltando apenas um signo linguístico estabelecido para evocá-lo.” (<xref ref-type="bibr" rid="B6">CARTAGENA 1998</xref>: 10)</p>
			</disp-quote>
		</sec>
		<sec>
			<title>3. O estruturalismo tardio</title>
			<p>As posições anteriores das escolas eslava e de Leipzig, que são assumidas por <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena (1998</xref>) em seu trabalho, não abandonam o enfoque estruturalista (a partir do sistema da língua); seus interesses são fundamentalmente comparativistas e suas motivações são, pelo menos em parte, políticas e ideológicas. A concepção da falta de coincidência na comparação dos sistemas léxicos das diferentes línguas será compartilhada com outras escolas comparativistas. Para Cartagena (1988):</p>
			<disp-quote>
				<p>Tradutores e comparativistas são continuamente confrontados com o problema de encontrar equivalentes para expressões e vocábulos da língua-fonte ou original em questão,que remetem a realidades desconhecidas no contexto cultural da língua de recepção ou de contraste. Trata-se do campo [...] dos objetos e fenômenos naturais e culturais específicos de uma comunidade e codificados no léxico de sua língua. (CARTAGENA 1988: 7)</p>
			</disp-quote>
			<p>Cartagena (1988) também segue Otto Kade na distinção que este último faz entre realia e nomes próprios. Nas palavras de Cartagena:</p>
			<disp-quote>
				<p>Pelas razões apontadas, não parece apropriado considerar que os nomes próprios sejam os nomes de referentes culturais específicos por excelência, como faz Nielsch, nem tampouco excluí-los drasticamente desse conjunto. O ponto de contato entre substantivos comuns e nomes próprios, no que se refere à denominação de referentes específicos, está no fato de que os substantivos comuns podem designar classes de objetos culturais específicos, e os nomes próprios, indivíduos dessas classes, que eles inclusive caracterizam, quando a estrutura do nome próprio também possui apelativos. (CARTAGENA 1988: 11-2)</p>
			</disp-quote>
			<p>A referência atribuída a <xref ref-type="bibr" rid="B43">Nielsch é de 1981</xref> (p. 168), e esse autor inclui as realia entre as “designações específicas”, que abrangem “em primeiro lugar nomes próprios: antropônimos, topônimos, nomes de organizações e instituições culturais, sociais, políticas, de especialidades culturais (monumentos, roupas, bebidas, comidas etc.)”. De <xref ref-type="bibr" rid="B5">Cartagena também há outro trabalho anterior interessante sobre a tradução de nomes próprios (1992</xref>).</p>
			<p>No que se refere à denominação do fenômeno, Cartagena (1988) compartilha a opinião de Kutz:</p>
			<disp-quote>
				<p>Uma vez que parece aconselhável distinguir também terminologicamente entre, de um lado, o referente (o fenômeno, a coisa) e, de outro, o signo linguístico que o designa (lexema; palavra ou grupo de palavras), propõe-se neste contexto designar o referente como Realie e o signo linguístico como Realienlexem (<xref ref-type="bibr" rid="B22">KUTZ 1977</xref>: 254). De nossa parte, propomos para o espanhol a oposição entre referente cultural específico (RCE) e nome de referente cultural específico (NRCE). (CARTAGENA 1988: 13)</p>
			</disp-quote>
			<p>e se opõe a outras denominações em espanhol (1988: 8):</p>
			<disp-quote>
				<p>Por outro lado, o conceito de “palavras (termos) culturais específicas(os)”, comumente usado em espanhol, é, em nosso modo de ver, definitivamente impróprio ou, caso se prefira, inútil, uma vez que por definição “todos” os vocábulos de uma língua são culturalmente específicos, na medida em que as línguas são sistemas idiossincráticos, cujos elementos são definidos pelo seu valor, ou seja, pelas relações que apresentam com os outros elementos do conjunto. (CARTAGENA 1988: 8)</p>
			</disp-quote>
			<p>O comentário tem um forte componente estruturalista, o que não é surpreendente neste tradutólogo/comparativista discípulo de Eugenio Coseriu.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4. A estilística diferencial</title>
			<p>Essa vertente também é comparativista, como as mencionadas anteriormente. Para efeitos deste trabalho, vamos considerá-la representada por <xref ref-type="bibr" rid="B55">Vinay e Darbelnet (1965</xref>) e por <xref ref-type="bibr" rid="B53">Vázquez-Ayora (1977</xref>). Ao contrário do que se possa pensar, o trabalho de Vázquez-Ayora não é apenas uma quase-tradução para o espanhol da obra de Vinay e Darbelnet. Vázquez-Ayora tenta apresentar como quadro teórico de seu trabalho o gerativismo, caindo na enorme contradição de tentar conciliar abordagens comparativistas e gerativas, enfoques léxicos e sintáticos, universais linguísticos e comparação entre sistemas de línguas. Em todo caso, a relação entre as duas abordagens em seu trabalho se reduz, como se poderia imaginar, à mera contiguidade.</p>
			<p>Vázquez-Ayora define o que chama de “divergências metalinguísticas” inserindo-as dentro dos procedimentos de equivalência e adaptação cultural, da seguinte forma (1977):</p>
			<disp-quote>
				<p>Não podemos, portanto, pretender recortar a realidade da mesma forma que o fazem falantes de outra língua. Se colocássemos os mosaicos de conceitos de duas línguas um sobre o outro, veríamos que nem a forma nem a superfície de muitos desses conceitos coincidem perfeitamente. Haverá zonas de superposição exata, mas também lacunas e diferenças, e são estas últimas que nos interessam. Vinay e Darbelnet falam delas como as “divergências metalinguísticas” e explicam que elas estão na base das mais notáveis dificuldades de tradução (326).</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>[...] a interação dos fatores linguísticos com outros fatores racionais do comportamento e da realidade concreta ou abstrata que está no entorno da linguagem, o que se conhece como a ‘metalinguística’. A língua forma a ponte das relações entre as instituições humanas, os fenômenos sociais, culturais e psicológicos; por sua vez, a influência desses sistemas culturais sobre a língua constitui a ‘metalinguística’ [...] Poderíamos dizer que a ‘metalinguística’ nos mostra o vínculo da língua com a concepção do mundo. (<xref ref-type="bibr" rid="B53">VÁZQUEZ-AYORA 1977</xref>: 151-2)</p>
			</disp-quote>
			<p>Nos autores relacionados à estilística diferencial, já não aparece explicitada nenhuma motivação política, mas eles continuam tendo como preocupação principal proteger o conceito de equivalência entre as línguas daquelas “lacunas” que podem ser vistas quando comparados os pares de línguas específicos em situações de tradução. Essa preocupação é típica da descrição e comparação de línguas, que se manifestava nas escolas das realia no estabelecimento de graus de proximidade conceitual e lexemática para as realidades específicas.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>5. O funcionalismo</title>
			<p>Cartagena (1988) cita Katharina Reiss:</p>
			<disp-quote>
				<p>O que Levy chama de “o componente nacional e histórico específico” corresponde aos “determinantes extralinguísticos” de K. <xref ref-type="bibr" rid="B49">Reiss (1971</xref>), entre os quais se encontram, principalmente, os espaciais e os temporais. Eles constituem, para a autora, “realia e propriedades ligadas ao país e ao povo da língua original em questão, [dos quais], além daqueles vinculados ao cenário do acontecimento narrado” (ob. cit: 77), o leitor da língua-meta não tem nenhuma imagem. (CARTAGENA 1988: 9)</p>
			</disp-quote>
			<p>Essa concepção das realia em Reiss não parece diferir muito daquela da Escola de Leipzig, e provavelmente a citação nos mostre uma autora do funcionalismo ainda em fase muito inicial. No caso de Christiane <xref ref-type="bibr" rid="B46">Nord (1997</xref>), encontramos dois conceitos diferentes:</p>
			<disp-quote>
				<p>Culturema: Fenômeno social de uma cultura A que é considerado relevante pelos membros dessa cultura e que, quando comparado a um fenômeno social correspondente na cultura B, revela-se específico da Cultura A. (<xref ref-type="bibr" rid="B46">NORD 1997</xref>: 34, 137)</p>
			</disp-quote>
			<p>Em <xref ref-type="bibr" rid="B46">1997, Nord</xref> atribui esse conceito de culturema a <xref ref-type="bibr" rid="B54">Vermeer (1983</xref>: 8) [comparar com a citação de Reiss por Cartagena], embora, em uma conferência proferida em Granada em 1996, a autora o atribuísse a <xref ref-type="bibr" rid="B47">Oksaar (1988</xref>).</p>
			<p>A diferença entre as referências e o que é referido por elas (referentes) também é assumida por Nord, já que esta autora propõe o conceito de “indicadores culturais” para as primeiras (<xref ref-type="bibr" rid="B45">1996</xref>).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>6. A pragmática</title>
			<p>A pragmática se ocupa mais do modo como se transmite o significado do que dos signos e objetos, como nas escolas anteriores (isso não quer dizer que o funcionalismo ou o cognitivismo não assumam pontos de vista pragmáticos, pois o fazem).</p>
			<p>As denominações relativas aos referentes culturais (objetos) são as seguintes: <italic>referências culturais</italic> (escola de Granada), <italic>culturemas</italic> (Nord), <italic>realia, realia culturais</italic> (escola eslava e de Leipzig), <italic>pressuposições</italic> (Nida e Reyburn), <italic>referentes culturais específicos</italic> (Cartagena) e divergências <italic>metalinguísticas</italic> (comparativismo). As denominações relativas às referências (signos) são: <italic>segmentos marcados culturalmente</italic> (Mayoral e Muñoz), <italic>referências culturais</italic> (escola de Granada), <italic>palavras-realia</italic> (escola eslava e de Leipzig), <italic>nomes de referentes culturais específicos</italic> (Cartagena), <italic>indicadores culturais</italic> (Nord), <italic>palavras culturais</italic> (Newmark) e <italic>léxico vinculado a uma cultura</italic> (Katan).</p>
			<p>A mesma realidade é vista de forma diferente quando observada de diferentes perspectivas (podemos aplicar também aos objetos de estudo a metáfora do “poliedro” da qual Teresa <xref ref-type="bibr" rid="B4">Cabré (1999</xref>) se vale para a descrição das disciplinas). Em um documento paquistanês, onde um filólogo vê um problemade idiossincrasias do inglês da Commonwealth, um tradutor pode ver um problema de compreensão e explicação para um destinatário espanhol. Nesse sentido, as imagens obtidas quando um mesmo objeto de estudo é observado a partir de suas diferentes facetas também são diferentes. Esse é um caso muito claro de uma das conclusões deste trabalho: o problema relativo à tradução das diferenças culturais não se resume apenas ao uso de denominações muito diferentes, mas consiste também em que, muitas vezes, aquilo que é denominado não é coincidente.</p>
			<p>Os enfoques pragmáticos se ocupam das <italic>pressuposições</italic>, que são, nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B16">Hickey et al. (1993</xref>):</p>
			<disp-quote>
				<p>Certos aspectos do significado não declarados explicitamente por um autor ou por seu texto, mas que têm de ser estabelecidos antes da expressão das orações, para que a comunicação seja fluída. (<xref ref-type="bibr" rid="B16">HICKEY ET AL 1993</xref>: n.p.)</p>
			</disp-quote>
			<p>E nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B20">Keenan (1971</xref>):</p>
			<disp-quote>
				<p>As condições que o mundo deve cumprir para que a oração tenha sentido literal. (<xref ref-type="bibr" rid="B20">KEENAN 1971</xref>: n.p.)</p>
			</disp-quote>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">Levinson (1983</xref>) dedica um capítulo inteiro de seu livro às pressuposições e, embora chegue a defini-las como “consequências do contexto específico” (p. 219) ou como “certas inferências ou suposições pragmáticas que parecem estar embutidas nas expressões linguísticas e que podem ser isoladas utilizando testes linguísticos específicos”, mostra-se bastante cético quanto a sua definição:</p>
			<disp-quote>
				<p>Com noventa anos transcorridos desde as observações de Frege sobre o tema, concluímos que as pressuposições permanecem apenas parcialmente compreendidas, e constituem um campo importante para o estudo de como a semântica e a pragmática interagem. (<xref ref-type="bibr" rid="B25">LEVINSON 1983</xref>: 225)</p>
			</disp-quote>
		</sec>
		<sec>
			<title>7. Perspectivas comunicativas</title>
			<p>O mesmo <xref ref-type="bibr" rid="B25">Levinson, na referida obra (1983</xref>: 217-9), relaciona o conceito de pressuposição com as <italic>implicaturas conversacionais</italic> de <xref ref-type="bibr" rid="B12">Grice (1967</xref>) e com as <italic>inferências</italic> de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Gutt (1990</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B51">Sperber e Wilson (1986</xref>). Para <xref ref-type="bibr" rid="B10">Ehrman (1993</xref>), esses conceitos não são de todo idênticos, como declara:</p>
			<disp-quote>
				<p>Este estudo trata da dimensão pragmática no processo de tradução. Embora não haja uma única definição incontroversa de pragmática, entenderemos o termo em seu sentido mais amplo, como a relação entre a estrutura da língua e o contexto extralinguístico (LEVINSON, p. 9). Dentro dessa relação, a pressuposição serve para especificar o significado de uma expressão linguística recorrendo ao contexto em que ela está inserida. Ao especificar um nível de significado que depende do contexto, a pragmática se concentra no modo como as expressões linguísticas são codificadas por seu contexto (LEVINSON, p. 8).Dentro desse campo, existem diferentes formas de investigar relações pragmáticas, como a teoria dos atos de fala, a implicatura conversacional, a dêixis e a pressuposição. Contudo, no contexto desta pesquisa, o objeto específico é o problema da pressuposição e suas consequências para a produção e para a recepção da tradução. (<xref ref-type="bibr" rid="B10">EHRMAN 1993</xref>: 149)</p>
			</disp-quote>
			<sec>
				<title>7.1. Nida e Reyburn</title>
				<p>Em sua obra de 1981, Nida e Reyburn utilizam o conceito de <italic>pressuposições</italic> da pragmática e dos estudos de comunicação. Dizem o seguinte:</p>
				<disp-quote>
					<p>Pressuposições são as suposições subjacentes, as crenças e ideias que são geralmente compartilhadas pelas pessoas e que quase nunca são descritas ou definidas, simplesmente porque parecem tão básicas e óbvias que não requerem uma formulação verbal (<xref ref-type="bibr" rid="B42">NIDA E REYBURN 1981</xref>: 14).</p>
				</disp-quote>
				<p>Essa obra é totalmente dedicada ao estudo do objeto que nos ocupa, feito da perspectiva da necessidade de adaptação cultural da Bíblia a diferentes povos, com culturas muito distantes das dos autores da obra original, e é absolutamente recomendável para qualquer estudioso do tema...</p>
				<p>Em obras anteriores, Nida parece não ter utilizado nenhuma denominação padrão e específica, nem para os objetos, nem para as referências das diferenças culturais.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>7.2. Peter Newmark</title>
				<p>Esse autor (1988) utiliza a denominação <italic>palavras culturais</italic>. Sobre ele, Cartagena (1988) comenta:</p>
				<disp-quote>
					<p>Também Newmark chega a uma bipartição semelhante [autênticas lacunas conceituais, originadas pelas Realia de uma determinada sociedade frente a posições vazias, quando existe uma imagem de um fenômeno correspondente na consciência dos falantes, faltando apenas um signo linguístico estabelecido para evocá-lo], contudo esse autor não inclui as palavras que correspondem a uma lacuna léxica da língua-meta entre seus “<italic>cultural terms</italic>” (os quais, somados a seus “<italic>institutional terms</italic>”, cobrem o campo das “Realia”). (CARTAGENA 1988: 11)</p>
				</disp-quote>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>8. Cognitivismo: Mayoral e Muñoz</title>
			<p>Nosso trabalho anterior sobre esse tema aparece compilado em <xref ref-type="bibr" rid="B33">Mayoral e Muñoz (1997</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B31">Mayoral (1994</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B30">1992</xref>). Além de um aprofundamento particular nos procedimentos exegéticos ou parafrásticos para a explicação da informação cultural, o objetivo principal desses trabalhos foi o avanço na proposta de estratégias de tradução, apresentando uma em 1997, que reproduzimos ao final deste artigo. Essa linha de trabalho teve continuidade em uma nova proposta para a tradução de nomes jurídicos ou econômicos, em um projeto de conclusão de curso de graduação desenvolvido por Eva del <xref ref-type="bibr" rid="B1">Águila e orientado por Ricardo Muñoz (1997</xref>). Também apresentamos, ao final, um esquema de estratégia para a tradução de nomes próprios (elaborada pelo autor deste artigo).</p>
			<p>Esse trabalho teve origem na necessidade de resolver um problema de tradução com o qual nos deparamos desde a criação da EUTI<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> de Granada, em 1989, e que, sem saber muito bem como, denominamos <italic>referências culturais</italic>. Essa denominação se difundiu com o passar do tempo e com a consolidação de uma escola granadina de tradutores, professores e estudiosos de tradução. O fato é que, até o momento, o termo <italic>referências culturais</italic> tem sido utilizado tanto para aludir aos referentes quanto às referências, e vem sendo usado por nós sem ter partido de nenhuma definição previamente elaborada e aceita, mas efetivamente tem funcionado como um conceito prático e com o qual temos nos entendido.</p>
			<p>Em nosso novo trabalho de 1997, focamos o estudo nos <italic>segmentos (textuais) culturalmente marcados</italic>, ou seja, nos signos e não nos conceitos, um caminho que parece mais prático para a elaboração de estratégias do que a discussão da transmissão dos conceitos ou realia (que conduz, quase inevitavelmente, aos estudos “culturais” da tradução).</p>
			<p>Nossa definição não deixa de ser pouco precisa: definimos apenas <italic>segmento textual</italic> (ST) (1997: 143) como “qualquer parte de um texto isolado do resto para análise” (uma definição mais ou menos coincidente com a que poderia ser dada para “unidade de tradução”), e com isso realmente falávamos de “unidades de tradução culturalmente marcadas”. A referência às unidades nos conduz claramente ao texto. Talvez devido a essaimprecisão, nos valemos de uma certa complementação ou enumeração de componentespara expandi-la (p. 144): “Os STO culturalmente marcados constituem um recorte muito amplo que reúne diferentes tipos de formas (nomes geográficos, nomes institucionais, conceitos jurídicos e administrativos, unidades de peso e medida, moedas, referências históricas, folclore, etc.)”E na sequência precisamos recorrer à definição de pressuposição em Nida e Reyburn (já citada) para arrematar.Na verdade, nessa nossa definição, denominações ou formas foram misturadas com conceitos, o que não é muito apropriado, mas reflete a miscelânea em que nos movemosdesde o início.Na realidade, por “referências culturais” ou por “segmentos culturalmente marcados” queremos dizer tudo aquilode que diferentes autores trataram ao longo de seus trabalhos, de Nidaa Newmark, mesmo que suas definições nos pareçam defeituosas e às vezes até contraditórias. O problema da delimitação do conceito a partir dos interesses específicos da tradução, sua definição, sua denominação, sua classificação (o componente menos relevante para a tradução) permanecem sem solução definitiva.</p>
			<p>Nosso trabalho de 1997 (p. 156-8) adicionava dois elementos importantes para a análise do problema e para a elaboração de estratégias: o <italic>foco</italic> (parâmetro que toma como referência o sistema de informação da cultura de origem ou da cultura de chegada ) e a <italic>ênfase</italic> (a necessidade do leitor potencial do TT que se considera mais importante de atender com a tradução). Também contribuía com uma análise do problema de acordo com as máximas de eficácia propostas por <xref ref-type="bibr" rid="B12">Grice (1967</xref>: 155). A influência das escolas descritivista/comparativista de Leipzig não esteve ausente em nosso trabalho, que também trazia esclarecimentos sobre as correspondências de significado, similaridade e uso entre conceitos culturalmente marcados de diferentes pares linguísticos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>9. Cognitivismo: Leppihalme</title>
			<p>O trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Leppihalme (1997</xref>), uma tese de doutorado finlandesa, é contemporâneo de nosso próprio trabalho de mesma data, embora tenham sido elaborados sem conhecimento mútuo.</p>
			<p>O que há em comum entre ambos é a procura de estratégias, entendidas como rotinas ou protocolos que ajudam a adotar soluções idôneas em um processo de tradução, considerado como uma tarefa de resolução de problemas.</p>
			<p>A singularidade do trabalho de Leppihalme não é que ele parta para o estudo de elementos cognitivistas e tradutológicos, em muitos casos comuns, mas que tenha como principal fonte os estudos literários, além de apresentar também algumas diferenças nas questões linguísticas.</p>
			<p>Leppihalme chama o problema de <italic>alusões</italic>, termo que declara ter adotado dos estudos literários (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Meyer 1968</xref>), e também adota outros termos alheios aos estudos da tradução, como <italic>material pré-formado</italic>.</p>
			<p>Leppihalme propõe duas estratégias distintas: uma para as alusões materializadas por nomes próprios, outra para as alusões de frases-chave, além de oferecer, em sua classificação, outros tipos de alusões (estereotipadas, comparações semi-alusivas e adjetivos epônimos), para as quais não propõe estratégias. Como se verá a seguir, não concordamos nem com o sistema de classificação, nem com a elaboração de opções de estratégias conforme critérios que são, no fim das contas, gramaticais.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>10. Estratégias/procedimentos/recursos de tradução</title>
			<p>Para poder chegar a soluções amplamente aceitáveis a respeito da tradução das referências culturais, é necessário formar acordos prévios sobre o que se entende pelas denominações de <italic>estratégias de tradução, procedimentos de tradução, técnicas de tradução, recursos</italic> ou <italic>procedimentos expressivos</italic> etc. O tema foi tratado em profundidade por <xref ref-type="bibr" rid="B38">Muñoz (2000</xref>) em seu trabalho “Estrategias de traducción: somewhere over therainbow”. A principal divergência de concepção é sobre o que representam os “procedimentos de tradução” de Vinay e Darbelnet (às vezes também chamados de <italic>estratégias</italic> ou <italic>técnicas</italic>). Já faz um bom tempo (pelo menos desde <xref ref-type="bibr" rid="B8">Delisle, 1980</xref>), refutou-se que o conceito e a denominação das propostas dos comparativistas pudessem ser considerados procedimentos, técnicas ou estratégias de tradução, e passou-se a entendê-los como resultados da aplicação dessas estratégias ou como recursos expressivos para quaisquer tipos de comunicação, tanto bilíngues como monolíngues. <xref ref-type="bibr" rid="B41">Newmark (1988b</xref>) continua utilizando o mesmo conceito, embora com certas especificações e com denominações às vezes diferentes, e assim o fazem também autores contemporâneos com forte influência comparativista, como <xref ref-type="bibr" rid="B27">López e Wilkinson (1997</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena (1998</xref>). No trabalho inédito de Muñoz, faz-se uma comparação de conceitos e denominações entre autores como <xref ref-type="bibr" rid="B55">Vinay e Darbelnet (1958</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B53">Vázquez-Ayora (1977</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B28">Malone (1988</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B41">Newmark (1988b</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B7">Chuquet e Paillard (1989</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B15">Hardin e Picot (1990</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B9">Elena (1994</xref> [1991]), <xref ref-type="bibr" rid="B48">Pascua e Peñate (1991</xref>), Rajaud e Brunetti (1992), <xref ref-type="bibr" rid="B27">López e Wilkinson (1997</xref>). E a lista ainda poderia ser ampliada com outros autores, como <xref ref-type="bibr" rid="B56">Wotjak (1981</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B50">Sager (1994</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cartagena, (1998</xref>) -que inclui <xref ref-type="bibr" rid="B14">Güttinger (1963</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B26">Levy (1969</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B49">Reiss (1971</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B22">Kutz (1977</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B23">1978</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B43">Nielsch (1981</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B44">1983</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B21">Koller (1992</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bödecker e Freese (1987</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B5">Cartagena (1992</xref>) e com nosso próprio trabalho (1997).</p>
			<p>Nós (<xref ref-type="bibr" rid="B33">MUÑOZ e MAYORAL 1997</xref>) consideramos as “estratégias” como rotinas ou processos de adoção de decisões de acordo com certos parâmetros estabelecidos, enquanto que “procedimentos” seriam simplesmente recursos expressivos que permitem materializar os resultados da aplicação de tais estratégias. Leppihalme, curiosamente, continua considerando os procedimentos como estratégias, ainda dentro da escola comparativista. Em Leppihalme, as denominações dos “procedimentos” recebem formas pouco habituais em nossa literatura, como <italic>retenção do nome, adição de orientação, substituição, utilizar uma substituição de substantivo comum, considerar uma explicação aberta, tratar como um modismo, utilizar a tradução padrão, adicionar marcadores externos, marcar internamente, substituir o elemento, redução do significado mediante reformulação</italic> e <italic>recriação.</italic> Sua adoção do termo <italic>tradução padrão</italic> provavelmente coincide com nossa proposta de <italic>tradução por default,</italic> em lugar de um conceito tão mal definido como o de <italic>tradução literal.</italic> A inserção por Leppihalme da <italic>estratégia predominante</italic> (que seu experimento revela ser a ‟produção de uma tradução que suponha mudanças mínimas em relação com a aplicação de outras estratégias”), levantaria o problema de poder levar alguém a interpretar que a estratégia mais utilizada pelos tradutores é a estratégia idônea, e aquela que deve ser proposta para a solução dos problemas. Já está mais do que demonstrado que as estratégias predominantes são fruto da cultura tradutológica dominante, e não têm por que ser sempre consideradas as melhores. A generalização dos resultados da análise de uma amostra pouco rigorosa para o conjunto das traduções e dos tradutores também pode representar sérios problemas: enquanto para Leppihalmea estratégia predominante pode ser um empréstimo (puro ou adaptado) ou um decalque, nossa experiência empírica nos mostra que, no caso de tradutores e aprendizes de tradução espanhóis, a primeira opção de tradução de referências culturais que lhes vem à mente e que eles tendem a utilizar preferencialmente é a formulação funcional (equivalência).</p>
			<p>Leppihalme opta por propor duas estratégias de tradução diferentes para dois casos diferentes de alusão. Em princípio, acreditamos que seria preciso tentar propor uma única estratégia para um único problema, e que essa estratégia deveria incluir opções que permitissem resolver todas as variedades do problema.</p>
			<p>Também consideramos que o conceito de nome próprio não conta com uma definição universalmente aceita na literatura de nenhuma disciplina e que, portanto, acaba não sendo muito útil como fundamento de uma estratégia (a depender dos autores, nomes próprios podem se limitar a nomes de pessoas, de lugares e de instituições, ou chegar a englobar, além desses, elementos como títulos de livros, obras literárias e filmes, e até mesmo manchetes de jornais). Diferentes concepções sobre o que é um nome próprio levarão a diferentes análises do problema. Na verdade, entendemos que um segmento concreto de texto pode apresentar, separadamente e ao mesmo tempo, diferentes problemas de tradução, facetas analisáveis sob diferentes pontos de vista ou estratégias diferentes. Assim, um mesmo segmento textual pode ser, ao mesmo tempo, um problema de tradução de referências culturais, um problema de tradução de nomes próprios e um problema de tradução de metáforas ou símiles. Nesse caso, há uma intersecção de diferentes estratégias, que o tradutor deve saber combinar de acordo com seu sistema de prioridades, o que complica enormemente a adoção de decisões.</p>
			<p>Essa complexidade da adoção de decisões se potencializa quando observamos que os modelos oferecidos até agora são especulativos, e que as estratégias reais de tradução não são binárias (<xref ref-type="bibr" rid="B33">MAYORAL e MUÑOZ 1997</xref>), posto que geralmente a adoção de decisões se efetua em nossa mente como escolha dentre um conjunto de opções normalmente irredutíveis a opções binárias. Ao final deste artigo, apresentamos uma proposta esquemática de estratégia para tradução de nomes próprios, que contempla tanto as opções múltiplas quanto a possibilidade de intersecção com outras estratégias.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>11. Unidades de tradução</title>
			<p>A distinção de Leppihalme entre estratégias para traduzir alusões que são nomes próprios ou alusões que são frases-chave parece contraditória (nomes próprios se opõem a substantivos comuns, e não a frases). Nossa caracterização de <italic>segmentos textuais culturalmente marcados</italic> parece mais precisa e eficaz, e evita polêmicas que não levam a lugar nenhum acerca de outro conceito ainda não definido suficientemente em nossa disciplina, como é o de <italic>unidade de tradução.</italic></p>
		</sec>
		<sec>
			<title>12. Definições intensionais e extensionais; as classificações</title>
			<p>De tudo o que foi dito até aqui, pode-se deduzir nossa opinião de que as classificações representam mais um estorvo do que um auxílio para a tradução, enquanto as categorias incluídas não se mostrarem úteis mediante uma associação com estratégias de tradução inequívocas.</p>
			<p>Também constatamos como as classificações das referências culturais são feitas tanto por intensão (descrição de propriedades) quanto por extensão (enumeração de componentes) e que, quando não existe uma definição intensional clara ou suficiente, as classificações extensionais não excludentes podem contribuir para o esclarecimento (não para a definição total) do problema. Por exemplo, são classificações extensionais as de <xref ref-type="bibr" rid="B41">Newmark (1988b</xref>) - ecologia (flora, fauna, ventos, planícies, montanhas); cultura material ou artefatos (alimentos, vestuário, habitação e povoamentos), cultura social, trabalho e lazer; organizações, costumes, atividades, procedimentos, conceitos (políticos e administrativos, religiosos, artísticos), gestos e hábitos -, assim como as classificações de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alesina e Vinogradov (1993</xref>) - cotidianas, etnográficas e mitológicas, da natureza, da estrutura estatal-administrativa e da vida pública (atuais e históricas), onomasiológicas, associativas, de exotismos e empréstimos ocasionais.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>13. Conclusões</title>
			<p>
				<list list-type="bullet">
					<list-item>
						<p>A falta de consenso nesse tema diz respeito tanto às denominações quanto aos conceitos ou definições.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Os estudos da tradução deveriam entesourar sua própria terminologia (conceitos e denominações) e restringir a importância da terminologia que provém de outros campos, como os estudos literários, a linguística, etc.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>É imprescindível distinguir, nesse campo, quando estamos nos referindo aos conceitos, às denominações ou a ambos.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Os estudos da tradução das diferenças culturais com foco fundamentalmente na transmissão dos conceitos conduzem predominantemente às abordagens “culturais/ideológicas” da tradução, enquanto que os estudos da tradução das diferenças culturais com foco nos segmentos textuais conduzem principalmente ao estudo da adoção de decisões para resolução de problemas no processo de tradução.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Na impossibilidade de estabelecer o conceito mediante definições intensionais, pode-se recorrer a definições extensionais (enumeração de componentes), com categorias abertas e, no caso da tradução, sem intenções classificatórias.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>Não se pode começar a resolver o problema sem um consenso sobre o que são estratégias, técnicas, procedimentos, recursos expressivos, unidades de tradução etc.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>As estratégias não podem depender das categorias gramaticais dos segmentos.</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p>O que Cartagena chama de “Escola de Leipzig” é, na verdade, a escola soviética dos estudos da tradução (que inclui a Alemanha Oriental) e suas origens remontam, pelo menos, a Fiódorov.</p>
					</list-item>
				</list>
			</p>
			<sec>
				<title>ESTRATÉGIA DE TRADUÇÃO PARA OS SEGMENTOS CULTURALMENTE MARCADOS</title>
				<sec>
					<title>(Roberto <xref ref-type="bibr" rid="B33">Mayoral e Ricardo Muñoz, 1997</xref>)</title>
					<p>
						<fig id="f1">
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-40-29-gf1.jpg"/>
						</fig>
					</p>
					<p>ESTRATÉGIA DE TRADUÇÃO PARA OS NOMES INSTITUCIONAIS, ECONÔMICOS E JURÍDICOS<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>
					</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>(Eva del <xref ref-type="bibr" rid="B1">Águila, 1997</xref>)</title>
					<p>
						<fig id="f2">
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-40-29-gf2.jpg"/>
						</fig>
					</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>ESTRATÉGIAS DE TRADUÇÃO PARA AS ALUSÕES DE NOME PRÓPRIO</title>
				<sec>
					<title>(Ritva <xref ref-type="bibr" rid="B24">Leppihalme, 1997</xref>, p. 106)</title>
					<p>
						<fig id="f3">
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-40-29-gf3.jpg"/>
						</fig>
					</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>ESTRATÉGIAS DE TRADUÇÃO PARA AS ALUSÕES DE FRASE-CHAVE</title>
				<sec>
					<title>(Ritva<xref ref-type="bibr" rid="B24">Leppihalme, 1997</xref>, p. 107)</title>
					<p>
						<fig id="f4">
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-40-29-gf4.jpg"/>
						</fig>
					</p>
				</sec>
			</sec>
			<sec>
				<title>ESBOÇO DE ESTRATÉGIA PARA A TRADUÇÃO DE NOMES PRÓPRIOS<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>
				</title>
				<sec>
					<title>(Roberto Mayoral, para este artigo)</title>
					<p>1. NOMES DE PESSOAS (onomástica)</p>
					<p>1.1 QUANTO AO SISTEMA DE ESCRITA</p>
					<p>1.1.1 sistema de escrita original latino ou não latino</p>
					<p>1.1.1.1 em tradução documental, se o objetivo principal for a identificação: utilizar o nome tal como aparece em caracteres latinos no documento original (Abou &gt; Abou)</p>
					<p>1.1.1.2 nome já bem estabelecido com uma determinada forma: usar essa forma</p>
					<p>1.1.1.3 existência de normas da casa: seguir a norma (p. ex. Serviço de Tradução da ONU)</p>
					<p>1.1.1.4 não latino e com grafias estranhas à língua de tradução: adaptação ortográfica de acordo com a norma de latinização escolhida (Mohammed &gt; Mohamed)</p>
					<p>1.1.1.5 não latino e sem grafias estranhas à língua de tradução: sem adaptação ortográfica (Ahmed &gt; Ahmed)</p>
					<p>1.1.2 proveniente do latim</p>
					<p>1.1.2.1 antigo: adaptação ortográfica (Julius &gt;Julio)</p>
					<p>1.1.2.2 contemporâneo: empréstimo (Ignatius &gt; Ignatius)</p>
					<p>1.1.3 procedente da Bíblia</p>
					<p>1.1.3.1 antigo: procurar pela versão na língua de tradução (Mardocai &gt; Mardoqueo); se houver várias versões na língua de tradução, escolher de acordo com a cor local (Esther/Ester; Moshé/Moisés; Abraham/Abrahán)</p>
					<p>1.1.3.2 contemporâneo</p>
					<p>1.1.3.2.1 caso pertença a um cidadão hebreu, mesmo procedimento que no caso anterior</p>
					<p>1.1.3.2.2 caso contrário, empréstimo</p>
					<p>1.2 QUANTO A SUA TRADUÇÃO</p>
					<p>1.2.1 Personagens reais: empréstimo</p>
					<p>1.2.2 Personagens fictícios</p>
					<p>1.2.2.1 nome opaco: empréstimo [no cinema é possível naturalizar os nomes, se houver formas muito próximas em ambas as línguas (Julian/Julián; Ignatius/Ignacio; Thomas/Tomás; Teophilus/Teófilo...)</p>
					<p>1.2.2.2 nome transparente</p>
					<p>1.2.2.2.1 significado relevante: decalque ou outros procedimentos (Big Ears &gt; Orejotas; Noddy &gt; Cascabelín; Payne &gt; Heavy; Night of Joy &gt; Happy Night; Tina Lin &gt; Tina Ting; Warbottle &gt; Gin; Wankman &gt; Onan; Damita &gt; Lupita)</p>
					<p>1.2.2.2.2 significado irrelevante: empréstimo</p>
					<p>1.2.3 Personagens com múltiplas versões: (Julio Verne/Jules Verne; Carlos Marx/Karl Marx): solução estabelecida na língua para a qual se traduz (perspectiva sincrônica): (Julio Verne, Karl Marx)</p>
					<p>1.2.4 Personagens com nome adaptado à língua de tradução (papas, reis, artistas): solução estabelecida na língua para a qual se traduz: (Pablo XII, Isabel I, Enrique VIII, Miguel Ángel)</p>
					<p>[ESTRATÉGIAS COM INTERSECÇÃO: 1) PROBLEMAS RELACIONADOS AO VALOR DE DIFERENTES PARTES DO NOME EM DIFERENTES SISTEMAS (muçulmano, paquistanês, indiano, espanhol/argentino, anglo-saxão, chinês...). 2) OS NOMES DE PESSOA COMO REFERÊNCIAS CULTURAIS (realia cultural).]</p>
					<p>2. NOMES GEOGRÁFICOS (toponímia)</p>
					<p>2.1 sistema de escrita não latino: para nomes com ortografia bastante consolidada na língua de tradução, adotar essa forma (Pekín)</p>
					<p>2.2 norma da casa: utilizar a norma (Rodesia)</p>
					<p>2.3 versões padronizadas (pinyin, Conferências das Nações Unidas para a Padronização de Nomes Geográficos: utilizar a norma (Suzhou) [salvo razões políticas contrárias]</p>
					<p>2.4 versões sem padronização: adaptar a ortografia de acordo com a norma adotada (Khartum &gt;Jartum)</p>
					<p>2.5 não existência de formas nacionais da língua de tradução: empréstimo (Ealing)</p>
					<p>2.6 existência de formas nacionais na língua de tradução: usar as formas nacionais (Londres, Varsovia)</p>
					<p>2.7 existência de várias formas nacionais na língua de tradução: seguir a norma da casa ou a norma escolhida (New Jersey/Nueva Jersey; Misuri)</p>
					<p>2.8 existência de várias formas na língua de partida: seguir a norma da casa ou a norma escolhida (Nueva Jersey/New Jersey; Falkland Islands/IslasMalvinas; Golfo Arábigo/Golfo Pérsico)</p>
					<p>[ESTRATÉGIA COM INTERSECÇÃO:OS NOMES GEOGRÁFICOS COMO REFERÊNCIAS CULTURAIS]</p>
					<p>3. NOMES INSTITUCIONAIS</p>
					<p>3.1 existe versão reconhecida/oficial/oficiosa: utilizar essaforma: (Tribunal Supremo) ou múltiplas formulações</p>
					<p>3.2 não existe versão reconhecida: seguir estratégias gerais para referências culturais</p>
				</sec>
			</sec>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ÁGUILA, E. La traducción de nombres propios en el ámbito jurídico y económico. Projeto de conclusão de curso da Faculdade de Tradução e Interpretação da Universidade de Granada, 1997. [inédito]</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ÁGUILA</surname>
							<given-names>E.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>La traducción de nombres propios en el ámbito jurídico y económico</source>
					<comment content-type="degree">Projeto de conclusão de curso</comment>
					<publisher-name>Faculdade de Tradução e Interpretação, Universidade de Granada</publisher-name>
					<year>1997</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>ALESINA, N. M.; VINOGRADOV, V. Teoria y praktika prievoda (ispanski-ukrainski-puski) [Teoria e prática da tradução. O espanhol.]. Kíev: Viscaškola, 1993.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALESINA</surname>
							<given-names>N. M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>VINOGRADOV</surname>
							<given-names>V.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Teoria y praktika prievoda (ispanski-ukrainski-puski) [Teoria e prática da tradução. O espanhol.]</source>
					<publisher-loc>Kíev</publisher-loc>
					<publisher-name>Viscaškola</publisher-name>
					<year>1993</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BÖDECKER, B.; FREESE, K. (1987). Die Übersetzung von Realienbezeichnungen bei literarischen Texten: Eine Prototypologie. Textcontext, 2/3, 1987, pp. 137-65.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>BÖDECKER</surname>
							<given-names>B.</given-names>
						</name>
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							<surname>FREESE</surname>
							<given-names>K.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<year>1987</year>
					<article-title>Die Übersetzung von Realienbezeichnungen bei literarischen Texten: Eine Prototypologie</article-title>
					<source>Textcontext</source>
					<volume>2</volume>
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				<mixed-citation>_____ Preleção em concurso público. Universidade de Granada, 1998. [Inédito]</mixed-citation>
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				<label>1</label>
				<p>Artigo traduzido do espanhol por Heloísa Pezza Cintrão (USP), Sabrina Moura Aragão (UFSC) e Adriana Zavaglia (USP), publicado originalmente em periódico (MAYORAL ASENSIO, R. La traducción de referencias culturales. Sendebar, nº. 10-11, 1999-2000, p.67-88), e cujos direitos de tradução nos foram gentilmente cedidos pelo autor e pela editora da revista, a Sra. Clara Inés López Rodríguez, a quem deixamos nossos agradecimentos.</p>
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				<label>2</label>
				<p>EUTI: Escuela Universitaria de Traductores e Intérpretes (da Universidade de Granada, Espanha). [N.T.]</p>
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			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Os exemplos da autora foram mantidos, i.e., o espanhol é a língua de referência. [N.T.]</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Os exemplos do autor foram mantidos, i.e., o espanhol é a língua de referência. [N.T.]</p>
			</fn>
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