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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">tradterm</journal-id>
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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista de Tradução e Terminologia</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">2317-9511</issn>
			<issn pub-type="epub">2317-9511</issn>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v42p97-124</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Articles</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Legenda profissional e amadora: um estudo descritivo-contrastivo baseado na série espanhola <italic>Gran Hotel</italic></article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Professional and amateur subtitle: a descriptive-contrastive study based on the Spanish series Gran Hotel</trans-title>
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				<contrib contrib-type="author">
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						<surname>Malta</surname>
						<given-names>Gleiton</given-names>
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				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Souza</surname>
						<given-names>Priscyla Gomes de</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
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				<label>*</label>
				<institution content-type="original">Doutor em Estudos Linguísticos com ênfase em Estudos da Tradução pela UFMG. Professor do Instituto de Letras da UFBA. Também atua no Programa de Pós-graduação em Língua e Cultura - PPGLinC/UFBA e Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução - POSTRAD/UnB. É líder Grupo de pesquisa MapTrad (Mapeamentos em Tradução). E-mail: gleitonmalta@ufba.br</institution>
				<institution content-type="orgname">UFMG</institution>
				<email>gleitonmalta@ufba.br</email>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>**</label>
				<institution content-type="original">Bacharel em Letras Tradução-Espanhol pela Universidade de Brasília e atualmente cursa Licenciatura em Letras-Português. É membro do Grupo de pesquisa MapTrad (Mapeamentos em Tradução) e se interessa por estudos relacionados à tradução audiovisual com ênfase em legendagem. E-mail: pryscilapec@gmail.com</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade de Brasília</institution>
				<email>pryscilapec@gmail.com</email>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>20</day>
				<month>04</month>
				<year>2023</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jul-Dec</season>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<volume>42</volume>
			<fpage>97</fpage>
			<lpage>124</lpage>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Inserido no campo disciplinar dos Estudos da Tradução, este estudo tem como objetivo principal contrastar um corpus composto por legendas em português do Brasil extraído da série espanhola Gran Hotel. Especificamente, objetiva-se (i) verificar se as legendas seguem as normas vigentes de legendagem; registrar diferenças e (ii) identificar sua natureza, se relacionadas à norma ou à estrutura linguístico-semântica. Por último, (iii) propor soluções para alguns problemas de tradução identificados. Como resultados, averiguou-se que a legenda profissional demonstra maior cuidado no que tange às normas de legendagem e segmentação textual em comparação com a legenda amadora. Esta, por sua vez, foge dos padrões estabelecidos como corretos. Espera-se que este estudo contribua para novas pesquisas no âmbito da tradução para legendagem, campo fértil a ser explorado academicamente no nicho da tradução audiovisual.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title><italic>Abstract</italic></title>
				<p>Inserted in the disciplinary field of Translation Studies, this study aims to contrast a corpus composed of subtitles in Brazilian Portuguese extracted from the Spanish series Gran Hotel. Specifically, the objectives are (i) to verify if the subtitles follow the current subtitling rules; register differences and (ii) identify their nature, if related to the norm or the linguistic-semantic structure. Finally, (iii) propose solutions to some identified translation problems. As a result, it was found that professional subtitles show greater care with regard to subtitling and textual segmentation rules compared to amateur subtitles. This, in turn, deviates from the standards established as correct. It is hoped that this study will contribute to further research in the field of translation for subtitling, a fertile field to be explored academically in the audiovisual translation field.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Tradução audiovisual</kwd>
				<kwd>Legendagem</kwd>
				<kwd>Tradução espanhol-português</kwd>
				<kwd>Normas</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title><italic>Keywords:</italic></title>
				<kwd>Audiovisual translation</kwd>
				<kwd>Subtitling</kwd>
				<kwd>Spanish-Portuguese translation</kwd>
				<kwd>Norms</kwd>
			</kwd-group>
			<counts>
				<fig-count count="9"/>
				<table-count count="9"/>
				<equation-count count="0"/>
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				<page-count count="28"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A tradução audiovisual (TAV) é uma relevante modalidade da tradução, principalmente para a indústria cinematográfica. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B12">DÍAZ-CINTAS E NEVES (2015</xref>) sua visibilidade chegou a gerar questionamentos sobre um possível novo campo disciplinar envolvendo a tradução audiovisual e os Estudos da Tradução. Entre as diversas possibilidades de tradução existentes na TAV (e.g. audiodescrição, teatro, legendagem, dublagem etc.), a legendagem talvez seja aquela que goza de maior popularidade, uma vez que possibilita que o consumidor assista um filme/série em qualquer idioma.</p>
			<p>Este estudo, inserido no campo disciplinar dos Estudos da Tradução, faz parte do rol de investigações realizadas no âmbito do Grupo de pesquisa MapTrad<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>. Tem como objetivo principal contrastar um <italic>corpus</italic> composto por dois subcorpora de legendas em português do Brasil (PT_BR), extraído da série espanhola <italic>Gran Hotel</italic>, sendo um com a transcrição da legenda amadora, realizado por um <italic>legender,</italic> coletado do site Séries Online HD e outro com a transcrição da legenda profissional<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>, coletado do provedor Netflix.</p>
			<p>Especificamente, objetiva-se verificar se as legendas cumprem com as normas vigentes de legendagem e, em havendo diferenças, quais são e de que natureza, ou seja, se relacionadas à norma ou relacionadas à estrutura linguístico-semântica. À estrutura linguístico-semântica entende-se por erros de ortografia, digitação e sintaxe, além de segmentação textual inadequada, por um lado e, por outro, erros de interpretação do texto-fonte.</p>
			<p>Com este estudo, além de se conhecer dois perfis distintos (o legendista e o <italic>legender</italic> ou <italic>fansubber</italic>)<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref> por meio de seus produtos, ou seja, suas legendas, busca-se uma aproximação entre mercado e academia, uma vez que as reflexões realizadas no âmbito acadêmico podem contribuir com a melhoria da qualidade das legendas e, em via oposta, a experiência dos profissionais de legendagem podem contribuir com a área acadêmica.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>1. A tradução audiovisual e a legendagem</title>
			<p>Foi com o advento do cinema mudo que a TAV surgiu. Para <xref ref-type="bibr" rid="B22">ROMERO-FRESCO (2013</xref>), a tradução dos intertítulos<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> para o cinema mudo era representada pelas legendas utilizadas para expressar os diálogos ou as narrações em curtas e longas metragens. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B12">DÍAZ-CINTAS E NEVES (2015</xref>), embora tenha surgido muito antes do cinema falado, essa modalidade de tradução só foi de fato reconhecida no campo dos Estudos da Tradução após os anos 90, inclusive sequer figurava do famoso mapa conceitual do campo disciplinar proposto por HOLMES/TOURY (1995). Isso talvez tenha se dado devido ao fato de a TAV envolver mais que a tradução em si, e estar diretamente ligada ao campo da acessibilidade, como apontam <xref ref-type="bibr" rid="B12">DÍAZ-CINTAS E NEVES (2015</xref>):</p>
			<disp-quote>
				<p>Com as novas áreas que a Tradução Audiovisual está percorrendo, principalmente em nome da acessibilidade, mas também graças à evolução da tecnologia e à rápida mudança social, parece pertinente questionar se a tradução audiovisual superou os limites da Tradução e dos Estudos de Tradução para se tornar uma nova disciplina, ou pelo menos certamente uma interdisciplina. (<xref ref-type="bibr" rid="B12">DÍAZ-CINTAS; NEVES 2015</xref>: 2)<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">GAMBIER (2001</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> listou algumas das modalidades existentes no âmbito da TAV: legendagem interlinguística ou legenda aberta, legendagem bilíngue, dublagem, dublagem intralingual, interpretação consecutiva, interpretação simultânea, interpretação de sinais, <italic>voice-over</italic> ou meia-dublagem, comentário livre, tradução à prima vista ou simultânea, produção multilinguística, legendagem intralinguística ou <italic>closed caption</italic>, tradução de roteiro, legendagem ao vivo ou em tempo real, supra-legendagem ou legendagem eletrônica e audiodescrição.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B11">DÍAZ-CINTAS (2004</xref>), no caso da tradução para legenda, na qual o <italic>legendista</italic><xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref> deve passar o código oral para o código escrito, existem alguns preceitos a serem considerados. Além do conhecimento linguístico, é necessário um vasto conhecimento cultural. Além disso, para se chegar aos filmes legendados concluídos na TV, cinemas ou em plataformas de <italic>streaming</italic>, uma equipe diversa de profissionais é envolvida: (i) os “tradutores (que traduzem), (ii) os marcadores (que marcam a entrada e saída das falas), (iii) os revisores (que revisam o trabalho dos tradutores) e (iv) os operadores (que legendam o filme, ou seja, inserem as legendas no filme).” (MELLO; GIANA 2005: 14).</p>
			<p>Este trabalho envolve, especificamente, a legendagem interlinguística ou legenda aberta, que consiste na tradução de uma expressão oral para uma expressão escrita de uma língua para outra. Por se tratar de um processo de tradução envolvendo a multimodalidade - ou textos multissemióticos, nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B1">AGOST (1999</xref>) -, abrange toda a complexidade inerente ao processo de tradução em si, somando-se a esse processo, todas as especificidades que a TAV, como conhecimento especializado<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref>, portanto, procedimental<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>, impõe. Neste processo existem alguns protocolos que precisam ser respeitados.</p>
			<sec>
				<title>1.1. Protocolos de tradução para legendagem</title>
				<p>É praticamente unânime entre os teóricos que a legenda deve ter no máximo duas linhas (<xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO 2004</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ 2006</xref>.). Com relação ao local em que a legenda deve figurar na tela, pode aparecer na parte superior: (i) quando houver fundo branco ou muito claro; (ii) na ocorrência de uma cena importante cuja visualização seja impedida pelas legendas; e (iii) na exibição dos créditos, quando, durante esta, há ainda falas a serem legendadas; e na parte inferior da tela. O número de caracteres varia de acordo com diferentes autores. <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>) afirma que a legenda pode variar de 28 a 40 caracteres por linha, enquanto para <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ (2006</xref>) deve ter no máximo 50 caracteres em duas linhas. Para <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>), especificamente no Brasil, as legendas possuem o mínimo de 28 e o máximo de 40 caracteres por linha.</p>
				<p>As fontes mais utilizadas, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>), são: Helvética, Arial e Times New Roman, tamanho 12. No Brasil, <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>) aponta que algumas empresas de legendagem trabalham com Arial e Times New Roman, tamanho 10. As cores mais comuns para as legendas são o amarelo ou o branco, sendo a cor amarela a melhor escolha quando o filme ou o programa possui muitas imagens com fundo branco ou claro, afirma <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>). O autor também chama a atenção para o fato de que a legenda deve estar em sincronismo com o áudio e a imagem do início ao fim, e sua duração deve ser de no mínimo um segundo e no máximo seis. No Brasil, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>), geralmente, o tempo de quatro segundos é o mais comum.</p>
				<p>No que concerne à segmentação textual, <xref ref-type="bibr" rid="B21">NAVES ET AL. (2016</xref>) indicam basicamente três tipos de segmentação; a (i) Segmentação visual: que auxilia na marcação das legendas para que o texto fique o tempo necessário na tela (nem mais nem menos). Além de estar ligada às questões linguísticas, este tipo de segmentação também contribui para evitar a releitura das legendas.</p>
				<p>Segmentação retórica: que auxilia no sincronismo da fala com a legenda. Por último a (iii) Segmentação linguística, que exerce a importante função da compreensão da legenda, ou seja, as falas devem estar distribuídas em unidades semânticas e sintáticas para manter a coesão e a coerência entre as legendas. Caso não seja possível que uma legenda permaneça em apenas uma linha, a segmentação deve ser feita de modo a manter o maior agrupamento de carga semântica possível em cada linha. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B20">KARAMITROGLOU (1998</xref>), uma divisão/segmentação ideal deve conter em cada linha de legenda uma sentença completa. A segmentação deve ser feita sempre entre sintagmas e a estrutura interna de cada sintagma não deve ser quebrada. Dessa forma, é essencial que o tradutor mantenha a segmentação textual em ordem para que o fluxo do diálogo e os cortes da cena funcionem da melhor forma para o espectador (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B4">ASSUNÇÃO 2017</xref>).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>1.2. A legenda amadora e seus legenders/fansub</title>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B23">SIMÓ (2005</xref>), os <italic>legenders</italic> ou <italic>fansub</italic> (contração de <italic>fan</italic> com <italic>subtitled</italic>) surgem nos Estados Unidos em meados dos anos 1980, fruto do descontentamento dos fãs de <italic>animes</italic> pela baixa distribuição desses desenhos legendados em inglês, com isso os <italic>legenders/fansubbers</italic> começam a produzir suas próprias legendas amadoras e a distribuir em formato VHS<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref>. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B15">FALCÃO ET AL. (2016</xref>), “os <italic>legenders/fansubbers</italic> são fãs de séries e filmes que fazem todo o processo de legendagem das produções que gostam, de forma voluntária e sem remuneração”.</p>
				<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B24">SANTOS (2012</xref>), o processo de legendagem amador é parecido em algumas situações com a legendagem profissional. O processo se inicia com a captura do programa a ser traduzido e depois com a extração de seus textos, quando estes estão disponíveis em um arquivo de <italic>closed caption</italic> integrado ao vídeo. Perpassa pela tradução realizada a várias mãos, até concluir-se com a etapa equivalente ao processo profissional conhecido como pós-produção. Nesse estágio as legendas são revisadas, marcadas e ajustadas para disponibilização por <italic>download</italic> nos <italic>sites</italic>. Há <italic>sites</italic> que, segundo o autor, disponibilizam as legendas junto aos vídeos (<xref ref-type="bibr" rid="B24">SANTOS 2012</xref>: 53).</p>
				<p>De modo geral, os <italic>legenders</italic> são divididos em grupos de uma série a outra. Há diversos sites que organizam as legendas, como legendas.tv<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref>. Cada equipe escolhida pela administração do site fica responsável em legendar o episódio da série disponível no momento. De acordo com CALAZANS (2011)<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>, geralmente a divisão é realizada “no tapa”, quem chega primeiro fica com a série. Como as publicações de série/filme legendada em sites piratas é ilegal, os <italic>legenders</italic> trabalham anonimamente, por isso, adotam apelidos em vez de seus nomes nos créditos ao final de cada filme.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>2. Metodologia</title>
			<p>A obra selecionada para o presente estudo foi a série <italic>Gran Hotel</italic>, dirigida por Ramón Campos e Gema Neira. Trata-se de uma série espanhola de gênero dramático cuja estreia ocorreu em meados de 2011 na emissora Antena 3 (Espanha). A seleção dessa obra para compor o corpus a ser analisado se deu, por um lado, pelo fato de ela estar disponível na plataforma de <italic>streaming</italic> Netflix e, por outro, por dispor da legenda amadora. Uma das dificuldades para a realização do estudo contrastivo foi encontrar uma série com legendas realizadas por fãs, haja vista que as séries espanholas ou latinas produzidas pela Netflix já são lançadas com a legenda original, o que torna a busca por uma legenda amadora mais difícil, já que a legendagem produzida por fãs é resultado justamente da ausência de legenda original.</p>
			<p>Os dados coletados se referem ao primeiro episódio da primeira temporada da série <italic>Gran Hotel</italic>. A legenda profissional foi extraída do provedor Netflix e a legenda amadora do site Séries Online HD<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>.</p>
			<p>Devido ao espaço limitado para esta publicação, foi delimitado um tempo de aproximadamente vinte minutos das legendas profissional e amadora. Primeiramente, utilizando o processador de texto Microsoft Word<italic>,</italic> inseriu-se um quadro com dez colunas. Na primeira registrou-se o número de cada legenda (NL). Para cada cena transcrita foi contado um número de legenda. Na segunda coluna está a transcrição das falas em espanhol; na terceira coluna o tempo da transcrição de fala; na quarta o número de caracteres com espaço da legenda de fala (NC); na quinta está a transcrição da legenda profissional em português (PT-BR); na sexta coluna está o número de caracteres com espaço da legenda profissional (NC); na sétima está o tempo da transcrição profissional; na oitava coluna está a transcrição da legenda amadora em português (PT-BR); na nona o número de caracteres com espaço da legenda amadora (NC) e na última coluna está o tempo da transcrição amadora. O <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>, a seguir, ilustra a organização dos dados.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Modelo do quadro para catalogação das informações do <italic>corpus</italic></title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">NL</th>
								<th align="center">Fala</th>
								<th align="center">Tempo</th>
								<th align="center">NC</th>
								<th align="center">Legendista Profissional</th>
								<th align="center">NC</th>
								<th align="center">Tempo</th>
								<th align="center">Legender Amador</th>
								<th align="center">NC</th>
								<th align="center">Tempo</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">1</td>
								<td align="center">¡Viajeros al tren!</td>
								<td align="center">1:39</td>
								<td align="center">18</td>
								<td align="center">Todos à bordo!</td>
								<td align="center">15</td>
								<td align="center">1:39</td>
								<td align="center">“Camareira Perdida”</td>
								<td align="center">19</td>
								<td align="center">1:03</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">2</td>
								<td align="center">¡Viajeros al tren!</td>
								<td align="center">1:47</td>
								<td align="center">18</td>
								<td align="center">Todos à bordo!</td>
								<td align="center">15</td>
								<td align="center">1:47</td>
								<td align="center">Todos abordo!</td>
								<td align="center">13</td>
								<td align="center">2:01</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">3</td>
								<td align="center">- Billete. ¿Sabe cuánto se tarda em llegar a Cantaloa?</td>
								<td align="center">2:02</td>
								<td align="center">52</td>
								<td align="center">Passagem. Quanto tempo até Cantaloa?</td>
								<td align="center">35</td>
								<td align="center">2:02</td>
								<td align="center">Todos abordo!</td>
								<td align="center">13</td>
								<td align="center">2:09</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">4</td>
								<td align="center">¿A Cantaloa? Puede ponerse cómodo.</td>
								<td align="center">2:04</td>
								<td align="center">33</td>
								<td align="center">Cantaloa? Melhor esperar sentado</td>
								<td align="center">32</td>
								<td align="center">2:04</td>
								<td align="center">Passagem? - Você sabe quanto tempo para chegar em Cantaloa?</td>
								<td align="center">59</td>
								<td align="center">2:25</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Para a transcrição da legenda profissional retirada do provedor Netflix<italic>,</italic> após selecionar a série e o idioma de legenda para o português, dividiu-se no computador duas telas: (i) na esquerda se encontrava a coluna para a transcrição realizada no editor de textos Microsoft Word e (ii) na direita se encontrava o provedor Netflix com a série, conforme representação da <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Representação do formato da construção da transcrição de legenda</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf1.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Para a transcrição da legenda amadora, por precaução, primeiramente foi realizado o <italic>download</italic> da série do <italic>site</italic> Séries Online HD. Após o <italic>download</italic>, o processo de transcrição seguiu a mesma metodologia utilizada anteriormente.</p>
			<p>Após a coleta das legendas profissional e amadora, os textos foram convertidos para o formato <italic>txt</italic>. Depois de convertidos foram inseridos no programa AntConc<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ANTHONY 2019</xref>), versão 3.5.8, para a extração de dados como: número de <italic>types</italic> (itens), <italic>tokens</italic> (formas) e sua <italic>ratio</italic>. Também foi aplicada nesta análise a ferramenta <italic>stop list</italic><xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref> tanto na legenda profissional, quanto na legenda amadora. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B6">BERBER SARDINHA (2004</xref>: 94), estes dados indicam que quanto maior o valor da <italic>ratio</italic>, maior a riqueza lexical do texto em termos quantitativos. As palavras mais frequentes em um corpus são palavras sem carga semântica, ou seja, formas (<italic>tokens</italic>) gramaticais. A alta incidência dessas formas nos textos impacta no resultado da <italic>ratio</italic>. Nesse sentido, a <italic>stop list</italic> proposta neste estudo retira do corpus todas as formas gramaticais, passando, então, a levar em consideração somente as formas com carga semântica. Com isso, o valor obtido da <italic>ratio</italic> é mais fidedigno.</p>
			<sec>
				<title>2.1 Metodologia de análise</title>
				<p>Para o contraste de cada um dos <italic>subcorpora</italic> deste estudo, utilizou-se: o número de caracteres, o número de linhas de cada legenda, sua localização e se ela está em sincronismo com a imagem na tela. Além disso, também foram expostos alguns erros ortográficos contidos nas legendas. Esta comparação se baseia no padrão proposto pelos teóricos que debatem as normas de legendagem, conforme mostrado na seção 1.1.</p>
				<p>Igualmente, foram analisados os problemas e a importância de uma segmentação adequada para uma legenda, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B21">NAVES ET AL. (2016</xref>). Foram analisados os três tipos de segmentação, a (i) segmentação visual, que auxilia para que o texto não fique por muito ou pouco tempo na tela, evitando a releitura das legendas. Outra técnica que acompanha a segmentação visual é a (ii) segmentação retórica, técnica que serve para auxiliar o sincronismo da fala com a legenda. Por último, analisou-se a (iii) segmentação linguística, que exerce a importante função da compreensão da legenda, ou seja, as falas devem estar distribuídas em unidades semânticas e sintáticas para manter a coesão e a coerência entre as legendas.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>3. Resultados</title>
			<sec>
				<title>3.1 Resultados quanti e qualitativos</title>
				<p>O objetivo da análise quantitativa dos dados foi comparar entre os subcorpora das legendas amadora e profissional: (i) a frequência de palavras com e sem a aplicação da <italic>stop list;</italic> (ii) o número de caracteres com espaço; e (iii) a razão (<italic>ratio</italic>) entre <italic>types/tokens</italic> com e sem a aplicação da <italic>stop list.</italic> Por último, também foi analisada a transcrição das falas em espanhol (ESP): (iv) quantidade de caracteres com espaço; (v) a <italic>ratio</italic> entre <italic>types/tokens</italic> com e sem a aplicação da <italic>stop list</italic>, conforme mostrado na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref> a seguir:</p>
				<p>
					<table-wrap id="t2">
						<label>Tabela 1</label>
						<caption>
							<title>Número de caracteres com espaço e número de <italic>types</italic> e <italic>tokens</italic> por modalidade/idioma</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Legenda/Transcrição</th>
									<th align="center">Quantidade de caracteres com espaço</th>
									<th align="center">Word list com/sem stop list</th>
									<th align="center"><bold>
 <italic>Tokens</italic>/<italic>Types</italic> com/sem stop list</bold></th>
									<th align="center"><bold>
 <italic>Ratio</italic> Types/Tokens com/sem stop list</bold></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center" rowspan="2">Legenda Profissional</td>
									<td align="center" rowspan="2">7,855</td>
									<td align="center">529</td>
									<td align="center">1,410</td>
									<td align="center">0,531</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">566</td>
									<td align="center">566</td>
									<td align="center">0,401</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" rowspan="2">Legenda Amadora</td>
									<td align="center" rowspan="2">8,886</td>
									<td align="center">534</td>
									<td align="center">1,567</td>
									<td align="center">0,513</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">591</td>
									<td align="center">591</td>
									<td align="center">0,377</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" rowspan="2">Transcrição de Fala</td>
									<td align="center" rowspan="2">9,391</td>
									<td align="center">581</td>
									<td align="center">1,697</td>
									<td align="center">0,536</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">625</td>
									<td align="center">625</td>
									<td align="center">0,368</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN2">
								<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>De acordo com a <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref>, na legenda amadora a razão <italic>types/tokens</italic> é de 0,377 (sem aplicação de <italic>stop list</italic>) e 0,513 (com aplicação de <italic>stop list</italic>), com o total de 8.886 caracteres com espaço. Apesar de a diferença ser pouca entre a legenda profissional e a amadora, esta inclui mais conectores (formas gramaticais). Na legenda profissional, a razão 0,401 (sem aplicação de <italic>stop list</italic>) e 0,531 (com aplicação de <italic>stop list</italic>) e um total de 7,855 caracteres com espaço, pressupõe que o legendista procurou legendar utilizando menos sentenças do que o <italic>legender</italic>. Além disso, a quantidade superior de caracteres com espaço na legenda amadora (8.886) sugere que o <italic>legender</italic> pode não ter respeitado o número máximo permitido de caracteres, conforme apontam <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>) - 40 caracteres - e <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ (2016</xref>) - 50 caracteres).</p>
				<p>Diante desses dados, pode-se inferir que o legendista se atentou mais às regras de legendagem do que o <italic>legender</italic>, e que, para realizar esse tipo de tarefa, é necessária a conjunção de uma série de competências e habilidades intrínsecas a todo conhecimento procedimental e especializado. Ademais, com base em <xref ref-type="bibr" rid="B6">BERBER SARDINHA (2004</xref>), a legenda profissional dispõe de maior riqueza lexical, já que o valor da razão entre <italic>types/tokens</italic> foi superior ao da legenda amadora.</p>
				<p>No que tange ao registro dos itens lexicais<xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref> mais frequentes no corpus, algumas diferenças podem ser observadas, conforme <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 2</xref>, a seguir.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t3">
						<label>Tabela 2</label>
						<caption>
							<title>Itens lexicais mais frequentes no corpus</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col span="2"/>
								<col span="2"/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center" colspan="2">Legenda Amadora</th>
									<th align="center" colspan="2">Legenda Profissional</th>
								</tr>
								<tr>
									<th align="center">Frequência</th>
									<th align="center">Palavras</th>
									<th align="center">Frequência</th>
									<th align="center">Palavras</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">13</td>
									<td align="center">Hotel</td>
									<td align="center">13</td>
									<td align="center">Hotel</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">11</td>
									<td align="center">Cristina</td>
									<td align="center">12</td>
									<td align="center">Cristina</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">6</td>
									<td align="center">Cantaloa</td>
									<td align="center">8</td>
									<td align="center">Cantaloa</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">9</td>
									<td align="center">Grande</td>
									<td align="center">8</td>
									<td align="center">Gran</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">6</td>
									<td align="center">Carta</td>
									<td align="center">3</td>
									<td align="center">Carta</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN3">
								<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>De acordo com a <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 2</xref>, o item “Hotel” é o mais frequente do corpus e ocorre com a mesma frequência em ambas as legendas (13 vezes). Contudo, na legenda profissional a palavra surge 9 vezes escrita com letra maiúscula, acompanhada da palavra “Gran”, na função de substantivo concreto (nome do hotel). E surge substantivada 4 vezes, escrita em minúscula, sem o acompanhamento da palavra “Gran”. Já na legenda amadora, a palavra surge 11 vezes escrita com letra maiúscula, acompanhado da palavra “Grande”, frisando o nome do hotel. E surge substantivada 2 vezes escrita em minúscula, sem o acompanhamento da palavra “Grande”. A <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>, a seguir, mostra esse comportamento do item “Hotel” nos dois subcorpora.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figura 2</label>
						<caption>
							<title>Concordância da palavra Hotel - legenda profissional e legenda amadora</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf2.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Com vistas a uma melhor visualização das diferenças encontradas, as legendas profissional e amadora foram alinhadas no seguinte <xref ref-type="table" rid="t4">quadro</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t4">
						<label>Quadro 2</label>
						<caption>
							<title><italic>Concordance</italic> - item “hotel” alinhado - Legenda profissional/amadora.</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">N°</th>
									<th align="center"><bold>
 <italic>Concordance</italic> palavra hotel - Legenda profissional</bold></th>
									<th align="center"><bold>
 <italic>Concordance</italic> palavra hotel - Legenda amadora</bold></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">1</td>
									<td align="left">(...) mas foi uma correria no Gran <bold>Hotel</bold> com a preparação para a festa da luz. (...)</td>
									<td align="left">(...) mas temos passado por dias turbulentos no <bold>Hotel</bold> devido à preparação para a grande celebração da nova iluminação. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">2</td>
									<td align="left">(...) O Gran <bold>Hotel</bold> já é o primeiro <bold>hotel</bold> de luxo com eletricidade na nossa pátria. (...)</td>
									<td align="left">(...) O Grande <bold>Hotel</bold> é o primeiro <bold>hotel</bold> de luxo com energia elétrica no país. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">3</td>
									<td align="left">(...) Quem vai a Cantaloa é para trabalhar ou ficar no Gran <bold>Hotel</bold> (...)</td>
									<td align="left">(...) As pessoas vão à Cantaloa para se hospedar ou trabalhar no Grande <bold>Hotel</bold>. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">4</td>
									<td align="left">(...) mas sei que seu espírito permanecerá em cada uma das lâmpadas que iluminarão o Gran <bold>Hotel</bold>. (...)</td>
									<td align="left">(...) Mas sei que seu espírito estará em cada lâmpada que iluminará o Grande <bold>Hotel</bold>. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">5</td>
									<td align="left">(...) Ela é a dona do <bold>Hotel</bold> e não vou contrariar suas ordens (...)</td>
									<td align="left">(...) Dona Teresa é a dona do <bold>Hotel</bold>, e eu não contestarei as ordens dela. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">6</td>
									<td align="left">(...) sempre sonhou em transformar este <bold>hotel</bold> em um dos mais importantes da nação. (...)</td>
									<td align="left">(...) sempre sonhou em transformar este <bold>hotel</bold> num dos mais importantes do país. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">7</td>
									<td align="left">(...) para comemorarmos a entrada do Gran <bold>Hotel</bold> em uma nova era. (...)</td>
									<td align="left">(...) para celebrar a entrada do Grande <bold>Hotel</bold> em uma nova era. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">8</td>
									<td align="left">(...) Se fizer algo comigo, todos saberão e perderá o <bold>hotel</bold>. (...)</td>
									<td align="left">(...) Se você me fizer algo, todos saberão a verdade e você perderá o <bold>Hotel</bold>. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">9</td>
									<td align="left">(...) Há quanto tempo trabalha no Gran <bold>Hotel</bold>? (...)</td>
									<td align="left">(...) Faz quanto tempo que você trabalha no <bold>Hotel</bold>? (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">10</td>
									<td align="left">(...) Eu te procurei pelo <bold>hotel</bold> inteiro. (...)</td>
									<td align="left">(...) Estava te procurando. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">11</td>
									<td align="left">(...) Vocês fazem parte da imagem do Gran <bold>Hotel</bold>. (...)</td>
									<td align="left">(...) Vocês são parte da imagem do Grande <bold>Hotel</bold>. Mantenham isso em mente em tudo o que fizeram. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">12</td>
									<td align="left">(...) O Gran <bold>Hotel</bold> o primeiro <bold>hotel</bold> de luxo com eletricidade nossa pátria. (...)</td>
									<td align="left">(...) Grande <bold>Hotel</bold> é o primeiro <bold>hotel</bold> de luxo com energia elétrica no país. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">13</td>
									<td align="left">(...) O Gran <bold>Hotel</bold> é ótimo para trabalhar. (...)</td>
									<td align="left">(...) O Grande <bold>Hotel</bold> é um ótimo lugar para trabalhar. (...)</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN4">
								<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Nas legendas de número 1, o item “Hotel” ocorre tanto na legenda profissional, como na amadora escrita com a letra inicial maiúscula. No entanto, o <italic>legender</italic> traduziu se referindo ao lugar, já que não sinalizou com o nome próprio. Dessa forma a palavra deveria estar escrita com a inicial minúscula. Nas legendas 5, tanto a profissional como a amadora, a palavra “Hotel” está escrita com a letra inicial maiúscula, no entanto nenhuma delas se referem ao nome próprio do hotel. Dessa forma as palavras deveriam vir grafadas com a inicial minúscula. Nas legendas amadoras 8 e 9, o <italic>legender</italic> novamente escreveu a palavra “Hotel” com a inicial maiúscula, como não se refere ao nome próprio do hotel, ambos os itens deveriam estar com letra minúscula. Na legenda 10 o <italic>legender</italic> omitiu a palavra hotel, o que causou uma diminuição no grau de dramaticidade imposto pelo excerto “eu te procurei pelo hotel inteiro”.</p>
				<p>“Cristina” é o segundo item mais frequente. Ocorreu 11 vezes na legenda amadora e 12 vezes na legenda profissional. “Cantaloa”, 6 vezes na legenda amadora e 8 vezes na legenda profissional. A palavra “Grande”, que surge na legenda amadora, refere-se ao nome do “Hotel” em que se passa a maior parte da história dessa série, o <italic>legender</italic> optou por traduzir “Grande Hotel”, a palavra “Grande” aparece 9 vezes. Na legenda profissional o legendista optou por não traduzir, sendo assim, o nome se manteve como “Gran Hotel”, a palavra “Gran” aparece 8 vezes. Por último, o item “carta” aparece 6 vezes na legenda amadora e 3 vezes na legenda profissional.</p>
				<p>Com relação ao item “Cristina” que, segundo a <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 2</xref>, ocorre 11 vezes na legenda amadora e 12 na profissional, observou-se ausência de paralelismo, uma vez que o <italic>legender</italic> não segue um padrão na grafia do item. O mencionado item aparece grafado de formas diferentes: Crhistine (5’25’’); “Christina” (11’41’’) e “Cristina” nas outras ocorrências.</p>
				<p>O terceiro item mais frequente do corpus é “Gran/Grande”. Em comparação entre as legendas amadora e profissional, o item “Gran/Grande” foi omitido uma única vez na legenda profissional. Conforme mostrado no seguinte <xref ref-type="table" rid="t5">quadro</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t5">
						<label>Quadro 3</label>
						<caption>
							<title>Identificação da omissão da palavra “Gran/Grande” nas legendas</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Item</th>
									<th align="center">Tempo</th>
									<th align="center">Legenda Amadora</th>
									<th align="center">Tempo</th>
									<th align="center">Legenda Profissional</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">Gran/Grande</td>
									<td align="center">3:07</td>
									<td align="center">(...) Cristina Olmedo, Grande Hotel, Cantaloa. (...)</td>
									<td align="center">2:49</td>
									<td align="center">(...) CAPÍTULO 1 (...)</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN5">
								<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Na cena, o personagem Julio Olmedo aparece com uma carta na mão. Nessa carta está escrito “<italic>Cristina Olmedo, Gran Hotel, Cantaloa</italic>”, na legenda profissional, o legendista optou por não traduzir e seguiu a cena com a legenda “CAPÍTULO I”. Tal decisão pode ter sido tomada consoante ao fato de que a escrita da carta, legível, falava por si só, dispensando o uso de uma legenda idêntica. Outro ponto que merece destaque se refere ao nome original da série, cujo legendista decidiu manter. Nesse caso, há situações em que o tradutor mantém, no entanto é preciso que o nome não cause estranheza ao espectador, caso contrário pode causar desinteresse pela falta de entendimento (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B9">COSTA ET AL. 2015</xref>).</p>
				<p>“Cantaloa” foi o quarto item mais frequente. No caso, foi omitido por duas vezes na legenda amadora, como mostrado no <xref ref-type="table" rid="t6">Quadro 4</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t6">
						<label>Quadro 4</label>
						<caption>
							<title>Omissão do item “<italic>Cantaloa</italic>” nas legendas</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Item</th>
									<th align="center">Tempo</th>
									<th align="center">Legenda Amadora</th>
									<th align="center">Tempo</th>
									<th align="center">Legenda Profissional</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center" rowspan="4">Cantaloa</td>
									<td align="center" rowspan="2">9:36</td>
									<td align="center" rowspan="2">(...) Estação de Cantaloa (...)</td>
									<td align="center">9:04</td>
									<td align="center">(...) Cantaloa. Cantaloa</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">9:06</td>
									<td align="center">Estação Cantaloa (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" rowspan="2">9:42</td>
									<td align="center" rowspan="2">(...) Estação de Cantaloa (...)</td>
									<td align="center">9:11</td>
									<td align="center">(...) Cantaloa. Cantaloa.</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">9:13</td>
									<td align="center">Estação Cantaloa (...)</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN6">
								<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>A legenda se repete nas duas cenas e o <italic>legender</italic> optou por não repetir “Cantaloa” duas vezes seguidas, deixando somente “Estação de Cantaloa”. Talvez uma das motivações para a escolha do <italic>legender</italic> ter realizado a omissão seja o pouco tempo entre uma fala e outra, já que o tempo entre as legendas foi de 2 segundos, ainda que de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>), uma legenda possa estar em tela por no mínimo um segundo e no máximo seis segundos, o <italic>legender</italic> talvez tenha preferido não se arriscar, além de que uma só legenda é suficiente para o entendimento das duas cenas, cujo local de referência é mesmo, ou seja, a “Estação de Cantaloa”.</p>
				<p>O último item aqui analisado é “carta”. Com este item, problemas de diferentes naturezas foram identificados. Além de o <italic>legender</italic> não respeitar o padrão de duas linhas de legendas por cena (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ CINTAS 2003</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO 2004</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ 2006</xref>), no segundo exemplo da legenda amadora houve duas quebras de segmentação textual entre a preposição “sobre” e o pronome “ela” e entre o substantivo “carta” e o sintagma “por semana”. Além de causar um desconforto ao telespectador pela legenda extensa, também interfere na compreensão, uma vez que itens foram isolados. O <xref ref-type="table" rid="t7">Quadro 5</xref> a seguir traz os exemplos analisados.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t7">
						<label>Quadro 5</label>
						<caption>
							<title>comportamento do item “Carta” nas legendas</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Item</th>
									<th align="center">Tempo</th>
									<th align="center">Legenda Amadora</th>
									<th align="center">Tempo</th>
									<th align="center">Legenda Profissional</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center" rowspan="3">Carta</td>
									<td align="center">4:36</td>
									<td align="center">(...) Pode dar esta carta ao Pascual para (...)</td>
									<td align="center">4:05</td>
									<td align="center">(...) Pode entregar ao Pascual? (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">12:34</td>
									<td align="center">(...) Faz um mês que não ouvimos nada <bold>sobre ela</bold>. Ela costumava escrever uma <bold>carta por semana.</bold> (...)</td>
									<td align="center">12:03</td>
									<td align="center">(...) Estou há um mês sem notícias dela. Ela escrevia toda semana. (...)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">17:13</td>
									<td align="center">(...) É impossível! Eu recebi a carta... (...)</td>
									<td align="center">16:55</td>
									<td align="center">(...) Deixei meu emprego para vir aqui. Não pode ter sido um engano. (...)</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN7">
								<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Ainda no <xref ref-type="table" rid="t7">Quadro 5</xref>, o item “carta” foi omitido três vezes na legenda profissional. O legendista utilizou legendas menores, preferiu a omissão da palavra para adequar a legenda de acordo com as normas de legendagem tanto em quantidade de linhas quanto em visualização para o espectador. Ademais, o contexto visual da cena possibilita o entendimento, já que a carta aparece na cena, sendo desnecessária sua explicitação textual na legenda, como demostrado na <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f3">
						<label>Figura 3</label>
						<caption>
							<title>Captura de tela da imagem com os personagens com a carta</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf3.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Séries Online HD.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Por outro lado, o <italic>legender</italic> não só grafa a palavra como a repete, aumentando o número de caracteres por linha, o que, de acordo com as informações visuais da cena, seria desnecessário. Outro ponto que chama a atenção é o fato de o <italic>legender</italic> segmentar o texto de forma a prejudicar o entendimento do leitor, haja vista que “por semana” é complemento de “costumava escrever uma carta”.</p>
				<sec>
					<title>3.1.1. A (in)observância aos protocolos de legendagem</title>
					<p>A transcrição da legenda profissional abrange um total de 216 legendas. Para cada cena transcrita foi atribuído um número de legenda, cada coluna comporta uma legenda de uma ou duas linhas, no tempo total de 20’02. Já a transcrição da legenda amadora teve um total de 191 legendas transcritas, porém, cada coluna possui uma legenda de uma, duas e até três linhas, com o tempo total de 20’33. A diferença de 00’31’’ segundos ocorreu devido às cenas tanto no Netflix quanto no Séries Online HD estarem assimétricas. Logo no início do primeiro episódio da primeira temporada da série, no Netflix a cena se encontra em 2’04 segundos. A mesma cena no Séries Online HD se encontra em 2’25 segundos.</p>
					<p>A diferença de 25 legendas entre as legendas profissional (216) e a amadora (191) se deu por motivo de desvios ocasionados pelo <italic>legender</italic> no que tange às normas de legendagem, principalmente no que concerne ao número máximo de caracteres. Na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, adiante, podem ser observados alguns desses desvios.</p>
					<p>
						<fig id="f4">
							<label>Figura 4</label>
							<caption>
								<title>Captura de tela no Séries Online HD com legenda disposta em três linhas</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf4.jpg"/>
							<attrib>Fonte: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.seriesonlinehd.org/gran-hotel">https://www.seriesonlinehd.org/gran-hotel</ext-link>&gt;</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>Como pode ser observado na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, o <italic>legender</italic> não seguiu os protocolos elencadas por <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ (2006</xref>). A legenda conta com 3 linhas, sendo a primeira composta por 37 caracteres e a segunda por 39, ultrapassando o limite de 28 caracteres por linha, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B10">DIAZ-CINTAS (2003</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>). A terceira linha possui 18 caracteres, somados aos caracteres da primeira e da segunda linha, tem-se um total de 94 caracteres, ultrapassando o limite de 50 caracteres, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ (2006</xref>).</p>
					<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>) a duração das legendas é de no mínimo um e no máximo seis segundos. No Brasil, afirma <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>), o tempo de quatro segundos é, geralmente, o mais comum. Na cena representada pela <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref> a legenda permanece por 7 segundos na tela. Começando em 19’09’’ e terminando em 19’16’’. Além disso, há duas palavras escritas de forma incorreta na legenda, “prórpio” em vez de “próprio” e “items” em vez de “itens”, o que denota não ter havido um processo mais apurado de revisão ou mesmo uma maior preocupação com esta importante fase do processo tradutório. Isso denota que o <italic>legender</italic>, por não ter formação na área, por não conhecer e não possuir as habilidades e competências necessárias para a produção da tradução/legenda, ignora fases que são típicas do processo realizado por profissionais.</p>
					<p>A <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref> mostra a mesma imagem representada anteriormente na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref> com as legendas profissionais.</p>
					<p>
						<fig id="f5">
							<label>Figura 5</label>
							<caption>
								<title>Captura de tela da série no Netflix com a legenda profissional dividida em duas.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf5.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Netflix</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>O legendista desenvolveu duas legendas separadas, cada uma com 31 caracteres. O tempo das legendas varia entre dois e quatro segundos, respeitando assim o padrão das normas estabelecidas.</p>
					<p>Contudo, mesmo não identificando entre as legendas profissionais nenhuma superior a duas linhas, a legenda representada na <xref ref-type="fig" rid="f6">Figura 6</xref> adiante, exibida no tempo de 7’21 pela Netflix, apresenta número de caracteres maior que o limite citado por <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>) (28 e 40 caracteres por linha), assim como <xref ref-type="bibr" rid="B17">GOROVITZ (2006</xref>) (máximo 28 caracteres por linha). A primeira linha conta com 34 caracteres com espaço e a segunda com 41 caracteres com espaço, conforme mostra a <xref ref-type="fig" rid="f7">Figura 7</xref>, mais adiante.</p>
					<p>
						<fig id="f6">
							<label>Figura 6</label>
							<caption>
								<title>Captura de tela da série no Netflix. Tempo 7’21</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf6.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Netflix (adaptado)</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>
						<fig id="f7">
							<label>Figura 7</label>
							<caption>
								<title>Número de caracteres da legenda profissional (1ª linha 34 caracteres - 2ª linha 41 caracteres)</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf7.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Elaborado pelos autores.</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>Ao haver uma mudança de cena é recomendado que o legendista distribua o texto de forma que fique o tempo necessário na tela. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>), o número de caracteres de 28-40 e o tempo de 6 segundos são suficientes para que os olhos consigam captar toda a mensagem e reconheça a mudança de cena para a leitura da próxima legenda. Para <xref ref-type="bibr" rid="B13">DÍAZ-CINTAS E REMAEL (2007</xref>), essa técnica chamada de segmentação visual contribui para evitar a releitura das legendas. Outra técnica que acompanha a segmentação visual é a segmentação retórica, cujo princípio é o mesmo, ou seja, trata-se de um procedimento que serve para auxiliar o sincronismo da fala com a legenda. Para os autores, as legendas são segmentadas para que os diálogos legendados tenham as mesmas características da língua falada, representem o suspense, a ironia, a tristeza, a hesitação entre outros. Quando ocorre uma segmentação equivocada, algumas dessas informações poderão não ser repassadas ao telespectador (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B8">CHAVES 2017</xref>).</p>
					<p>Com relação ao local onde será disposta a legenda na tela, <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>) elenca somente três situações em que podem aparecer na parte superior: a) na ocorrência de fundo branco ou muito claro; b) na ocorrência de uma cena importante cuja visualização seja impedida pelas legendas; c) na exibição dos créditos, quando, durante esta, há ainda falas a serem legendadas. A <xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref>, adiante, traz um exemplo emblemático sobre a situação ora relatada e, em seguida, a <xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9</xref> mostra o formato adequado produzido pelo legendista.</p>
					<p>
						<fig id="f8">
							<label>Figura 8</label>
							<caption>
								<title>Registro de legenda amadora e os créditos no mesmo espaço da tela</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf8.jpg"/>
							<attrib>Fonte: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.seriesonlinehd.org/gran-hotel">https://www.seriesonlinehd.org/gran-hotel</ext-link>
							</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>
						<fig id="f9">
							<label>Figura 9</label>
							<caption>
								<title>Registro de legenda profissional e os créditos em lugares diferentes da tela.</title>
							</caption>
							<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-42-97-gf9.jpg"/>
							<attrib>Fonte: Netflix</attrib>
						</fig>
					</p>
					<p>Como mostrado na <xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref>, a legenda foi exibida na parte inferior da tela junto com os créditos. Nesse caso, para que não prejudique a visualização dos telespectadores, <xref ref-type="bibr" rid="B10">DÍAZ-CINTAS (2003</xref>) propõe que os créditos e as legendas fiquem separados. Em contrapartida, a legenda profissional está localizada na parte superior da tela (<xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9</xref>). Além dessas observações, em ambas as legendas os tradutores escreveram a palavra “a bordo” de forma incorreta, uma vez que a preposição “a” não leva crase (<xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9</xref>) e nem se escreve junto (<xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref>).</p>
					<p>A seguir, no <xref ref-type="table" rid="t8">Quadro 6</xref>, foram sinalizadas algumas falhas cometidas pelo <italic>legender,</italic> tanto de grafia como de desvios relativos ao padrão das normas de legendagem. Outrossim, no <xref ref-type="table" rid="t8">Quadro 6</xref> é apresentada uma proposta de legenda. Na proposta do primeiro exemplo, sugeriu-se a correção dos erros de digitação e duas legendas separadas, a primeira com uma linha de 28 caracteres e a segunda com duas linhas, com um total de 48 caracteres, dessa forma o total não ultrapassa o limite estabelecido que é entre 28-40 caracteres por linha. No segundo exemplo sugeriu-se uma legenda menor, com duas linhas e um total de 69 caracteres, tampouco ultrapassando o total estabelecido por <xref ref-type="bibr" rid="B10">DIAZ-CINTAS (2003</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B5">ARAÚJO (2004</xref>), e respeitando a segmentação textual, já que houve duas quebras de segmentação entre a preposição “sobre” e o pronome “ela” e entre o substantivo “carta” e os sintagmas “por semana”.</p>
					<p>
						<table-wrap id="t8">
							<label>Quadro 6</label>
							<caption>
								<title>Legenda amadora - Análise sintático-ortográfica, normas e propostas de legendagem</title>
							</caption>
							<table>
								<colgroup>
									<col/>
									<col span="2"/>
									<col span="2"/>
								</colgroup>
								<thead>
									<tr>
										<th align="center" rowspan="2">Tempo</th>
										<th align="center" colspan="2">Legenda Amadora</th>
										<th align="center" colspan="2">Legenda proposta pelos autores</th>
									</tr>
									<tr>
										<th align="center">Legenda</th>
										<th align="center">Nº caracteres</th>
										<th align="center">Legenda</th>
										<th align="center">Nº caracteres</th>
									</tr>
								</thead>
								<tbody>
									<tr>
										<td align="center" rowspan="2">4:08</td>
										<td align="center">Eu <bold>relamente</bold> sinto saudades.</td>
										<td align="center" rowspan="2">76</td>
										<td align="center">Realmente sinto saudades.</td>
										<td align="center">25</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="center">Dê um <bold>bejo</bold> na mãe por mim e diga que eu a amo.</td>
										<td align="center">Dê um beijo na mamãe e diga que a amo.</td>
										<td align="center">48</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="center">12:34</td>
										<td align="center">Faz um mês que não ouvimos nada <bold>sobre ela</bold>. Ela costumava escrever uma carta <bold>por semana</bold>.</td>
										<td align="center">87</td>
										<td align="center">Faz um mês que não tenho notícias. Ela costumava escrever toda semana.</td>
										<td align="center">69</td>
									</tr>
								</tbody>
							</table>
							<table-wrap-foot>
								<fn id="TFN8">
									<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
								</fn>
							</table-wrap-foot>
						</table-wrap>
					</p>
					<p>Por fim, foram identificados na legenda amadora alguns erros de segmentação textual. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B20">KARAMITROGLOU (1998</xref>), uma divisão/segmentação ideal deve conter em cada linha de legenda uma sentença completa. A seguir, no <xref ref-type="table" rid="t9">Quadro 7</xref>, são apresentados três exemplos de uma segmentação textual equivocada realizada pelo <italic>legender,</italic> seguido com uma proposta de legenda realizada pelos autores.</p>
					<p>
						<table-wrap id="t9">
							<label>Quadro 7</label>
							<caption>
								<title>Problemas de segmentação textual inadequada - Legenda Amadora - e proposta de correção</title>
							</caption>
							<table>
								<colgroup>
									<col/>
									<col/>
									<col/>
								</colgroup>
								<thead>
									<tr>
										<th align="center">Tempo</th>
										<th align="center">Erros de segmentação textual-legenda amadora</th>
										<th align="center">Proposta de legenda dos autores</th>
									</tr>
								</thead>
								<tbody>
									<tr>
										<td align="center">4:39</td>
										<td align="center">Diga que eu pagarei amanhã. - Foi isso que eu disse semana passada! Cris!</td>
										<td align="center">Diga que eu pagarei amanhã. - Já falei isso semana passada! Cris!</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="center">16:24</td>
										<td align="center">Ela era minha antiga companheira de quarto, agora eu durmo aqui sozinha.</td>
										<td align="center">Ela era minha companheira de quarto. Agora eu durmo sozinha.</td>
									</tr>
									<tr>
										<td align="center">17:40</td>
										<td align="center">Eu não estou esperando um novo garçom. Todas as vagas estão ocupadas.</td>
										<td align="center">Não estou esperando um novo garçom. Todas as vagas estão ocupadas.</td>
									</tr>
								</tbody>
							</table>
							<table-wrap-foot>
								<fn id="TFN9">
									<p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
								</fn>
							</table-wrap-foot>
						</table-wrap>
					</p>
					<p>No primeiro exemplo do <xref ref-type="table" rid="t9">Quadro 7</xref>, o <italic>legender</italic> conclui a primeira legenda com uma sentença completa, indicada pelo ponto final. No entanto, o verbo “foi”, com o hífen indicando um diálogo, permaneceu na primeira sentença que já estava finalizada, tendo assim uma quebra de sintagma, entre o verbo e o pronome demonstrativo. Sugeriu-se que a legenda mantivesse as duas linhas, no entanto, para seguir as normas de legendagem referente ao número de caracteres, a legenda foi modificada e reduzida, evitando também a separação de sintagmas.</p>
					<p>No segundo exemplo, houve uma quebra de sintagma preposicional, uma vez que o <italic>legender</italic> separou a preposição “de” do substantivo “quarto”. Para uma segmentação ideal, na nova proposta o substantivo “quarto” foi deslocado para a primeira sentença, dessa forma a legenda da primeira sentença foi concluída sem nenhuma quebra de sintagma e obedecendo ao número de caracteres por linha.</p>
					<p>No terceiro e último exemplo, o <italic>legender</italic> separou o adjetivo “novo” do substantivo “garçom”, causando uma quebra adjetival. Para uma segmentação ideal, o substantivo “garçom” foi deslocado para a primeira sentença, desse modo a legenda da primeira sentença foi concluída sem nenhuma quebra de sintagma e mantendo o limite de caracteres.</p>
				</sec>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Este breve estudo se propôs a investigar as características inerentes às legendas profissional e amadora. Para tanto, baseou-se nos protocolos de legendagem profissional para contrastar dois subcorpora, um composto por uma legenda profissional e outro por uma legenda amadora da série espanhola Gran Hotel. Configura-se, portanto, como um estudo de natureza descritivo- contrastiva.</p>
			<p>Os dados e as análises demostraram que a legenda profissional apresenta maior cuidado quanto às normas de legendagem e à estrutura linguístico-semântica, o que resulta em um produto final (legenda) mais apurado, com uma estrutura adequada de segmentação, tempo em tela e tamanho. Consequentemente, o respeito aos protocolos de legendagem traz um conforto maior para a leitura do espectador. A legenda amadora, por sua vez, apresenta erros de digitação, na segmentação textual e no limite de caracteres por linha. Nesses casos, mesmo que a tradução reflita a carga semântica do discurso oral, os erros afetam tanto a leitura do espectador quanto a qualidade final da legenda.</p>
			<p>Igualmente, os dados comprovam que a legendagem é uma modalidade de tradução que requer do legendista um conhecimento especializado (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B19">HURTADO ALBIR, 2005</xref>) e, consequentemente, saberes não só declarativos, mas, principalmente, procedimentais (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B2">ANDERSON, 1983</xref>) que, por sua vez, somente podem ser adquiridos e/ou desenvolvidos por meio da prática. Daí a importância de se possuir formação especializada na área.</p>
			<p>Esta pesquisa limitou-se a realizar um estudo descritivo/contrastivo de 20 minutos do primeiro episódio da série <italic>Gran Hotel,</italic> portanto, não tem por objetivo criar generalizações. Sugere-se que posteriormente um estudo mais profundo contemplando o episódio completo seja realizado, a fim de se comprovar (ou não) os resultados ora encontrados. Igualmente, sugere-se a replicação deste estudo com outros pares linguísticos, no sentido de também confirmar ou refutar tanto os resultados aqui apresentados como a metodologia empregada.</p>
			<p>Por fim, espera-se que este estudo contribua para novas pesquisas no âmbito da tradução para legendagem, campo fértil para a pesquisa dentro da tradução audiovisual (TAV), traga mais visibilidade aos tradutores profissionais de legendas, bem como seja um estímulo para que <italic>legenders</italic> busquem uma formação sólida na área.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<title>Referências Bibliográficas</title>
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		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p><italic>Cf.</italic> Mapeamentos em Tradução. dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/2060501981311209.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Tradução de Natália Estrella (cf. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://br.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-estrella-tradu%C3%A7%C3%B5es-7941b7117">https://br.linkedin.com/in/nat%C3%A1lia-estrella-tradu%C3%A7%C3%B5es-7941b7117</ext-link>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Neste estudo, utilizamos o termo “legendista” para nos referirmos ao profissional, e “<italic>legender</italic>” para nos referirmos ao tradutor amador.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Texto em quadro que aparece entre as cenas de um filme mudo, explicando os atos ou falas da personagem. (SCHIAVON 2015: 326).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Nossa tradução para: “<italic>With all the new directions that AVT is taking, principally in the name of accessibility but also thanks to the hasty evolution witnessed in technology and the rapidly changing social ecology, it seems legitimate to enquire whether AVT has outgrown the limits of Translation and Translation Studies to become if not a new discipline in itself, most certainly an interdiscipline.”</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Vale ressaltar que a afirmação de Gambier não goza de unanimidade. Pesquisadores dos Estudos da Interpretação buscam assegurar e especificar as diferenças entre as modalidades, daí haver duas áreas que possuem objetos de estudo distintos: por um lado a TAV, propriamente dita e, por outro, os Estudos da Interpretação.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Que ou quem tem como atividade escrever ou criar legendas, geralmente para cinema ou televisão. &quot;legendador&quot;, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://dicionario.priberam.org/legendador">https://dicionario.priberam.org/legendador</ext-link>. Último acesso em: 25 ago. 2019.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B19">HURTADO ALBIR (2005</xref>: 21) elenca 3 características próprias de todo conhecimento especializado: “supõe uma base ampla de conhecimentos, está organizado em estruturas complexas e é passível de ser aplicado à resolução de problemas”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>Na área da expertise reconhece-se dois tipos de conhecimentos ou saberes: De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B2">ANDERSON (1983</xref>) o conhecimento declarativo (saber o que) é de fácil verbalização, adquirido de forma instantânea, por meio da exposição e seu processamento é controlado. O conhecimento procedimental ou operacional (saber como), ao contrário do declarativo, é difícil de verbalizar, é adquirido gradativamente por meio de uma prática consciente e contínua e seu processamento é, essencialmente, automático.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Sigla para <italic>Vídeo Home System</italic> (Sistema Vídeo Caseiro). Sistema de gravação de áudio e vídeo criado pela JVC que foi lançado em 1976. A história da comunicação, 2013, <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://ahistoriadacomunicacao.wordpress.com/2013/04/01/a-historia-do-vhs/comment-page-1/">https://ahistoriadacomunicacao.wordpress.com/2013/04/01/a-historia-do-vhs/comment-page-1/</ext-link> Último acesso em: 14 set. 2019.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Equipe de <italic>legenders</italic> de séries/filmes brasileiros. (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.legendas.tv">http://www.legendas.tv</ext-link>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Entrevista dada ao O Globo. (<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://oglobo.globo.com">http://oglobo.globo.com</ext-link>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.seriesonlinehd.org">https://www.seriesonlinehd.org</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>Programa livre de computador que constrói concordâncias automaticamente. ANTHONY, L. AntConc (Version 3.5.8) [Computer Software]. Tokyo, Japan: Waseda University. 2019. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.laurenceanthony.net/software">https://www.laurenceanthony.net/software</ext-link>. Acesso em: 25 jul. 2022.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Uma <italic>stop list</italic> é um conjunto de palavras que são consideradas “irrelevantes”. Normalmente inclui artigos, preposições, conjunções. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://professor.ufabc.edu.br/~ronaldo.prati/DataMining/Mineracao-Textos.pdf">http://professor.ufabc.edu.br/~ronaldo.prati/DataMining/Mineracao-Textos.pdf</ext-link>. Último acesso em: 10 out. 2021</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>Itens lexicais são aqueles com carga semântica, se diferindo dos itens gramaticais, ou seja, sem carga semântica. Nos exemplos da <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 2</xref>, os itens gramaticais foram extraídos do corpus por meio da ferramenta <italic>stop list</italic> para que não impactassem no <italic>ranking</italic> de frequência de ocorrência, haja vista que esses itens são os que mais ocorrem na língua (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B6">BERBER SARDINHA 2004</xref>).</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
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