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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v42p1-4</article-id>
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					<subject>Editorial</subject>
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				<article-title>Apresentação ao número 42</article-title>
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						<surname>Araújo</surname>
						<given-names>Mariângela de</given-names>
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						<surname>Milton</surname>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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				<year>2023</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jul-Dec</season>
				<year>2022</year>
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			<volume>42</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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		<p>Com grande satisfação apresentamos aos leitores da <italic>TradTerm</italic> este quadragésimo segundo número, em que tivemos a participação de autores que atuam em diversos estados do Brasil (Bahia, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e também de uma autora estrangeira que atua no Senegal, cumprindo a função social de uma revista sobre Tradução e Terminologia, que tem como prioridade favorecer a comunicação e o compartilhamento do conhecimento de forma internacional e intercultural.</p>
		<p>Neste número somos agraciados com artigos muito interessantes e relevantes sobre vários assuntos em Tradução e Terminologia, tratados sob diversas perspectivas teóricas e metodológicas, o que enriquece o diálogo e as reflexões nessas áreas do conhecimento que nos são tão caras.</p>
		<p>Iniciamos o número com dois artigos que refletem sobre as traduções de uma das obras de Shakespeare para o contexto brasileiro; tais artigos evidenciam não apenas uma preocupação linguística, mas também uma legítima e necessária atenção aos aspectos socioculturais envolvidos nas traduções. </p>
		<p>Assim sendo, no primeiro artigo, intitulado “Os Trocadilhos de <italic>Hamlet</italic> em Tradução&quot;, Leonardo Augusto de Freitas Afonso analisa várias traduções brasileiras dos trocadilhos presentes na obra <italic>Hamlet</italic>, demonstrando os desafios tradutórios de preservar na língua-alvo as sutilezas da relação significado-significante da língua-fonte, de modo a apresentar no texto traduzido as intencionalidades do texto original, respeitando as características e convenções linguísticas da comunidade linguística que receberá o texto traduzido.</p>
		<p>Os estudos sobre a tradução de <italic>Hamlet</italic> para o português seguem no segundo artigo, “Shakespeare com sotaque brasileiro: <italic>Hamlet</italic> em versos de cordel”, escrito por Marcia do Amaral Peixoto Martins. Nele a autora analisa a adaptação da obra estrangeira para o contexto da literatura de cordel. Embora a pesquisadora evidencie a simplificação e as mudanças autorais advindas da adaptação e da transposição da obra a um gênero tão específico, ressalta também a preservação da trama original e o resgate do apelo popular característico das obras shakespeareanas.</p>
		<p>Na continuidade do número, temos um terceiro artigo que aborda a tradução literária e, mais uma vez, as questões socioculturais serão tratadas com a devida relevância. No artigo “Traduzindo o título da obra Black Magic (1969): ‘Makumba’, uma Recriação Matrigestora”, elaborado por Lilian Reina Peres, está contemplada a literatura negra, representada pelo poeta Amiri Baraka. Ao problematizar a escolha do título brasileiro para a obra de Baraka, a autora apresenta um estudo que reverbera a importância de a tradução contemplar a história, a cultura e a militância que alicerçam a obra a ser traduzida.</p>
		<p>Ainda no que diz respeito à Tradução, Gleiton Malta e Priscyla Gomes de Souza apresentam-nos o artigo “Legenda profissional e amadora: um estudo descritivo-contrastivo baseado na série espanhola <italic>Gran Hotel</italic>”. Nele os autores analisam, em paralelo, com o auxílio dos procedimentos metodológicos da Linguística de <italic>Corpus,</italic> legendas preparadas para a série por profissionais e por amadores. O estudo coloca em evidência a importância da tradução profissional, tanto no que se refere às normas de legendagem quanto em relação às escolhas linguísticas realizadas no processo de tradução.</p>
		<p>Contemplando os estudos de Tradução voltados à acessibilidade, temos a valiosa contribuição de Manoela Cristina Correia Carvalho da Silva, Manoela Nunes de Jesus e Elaine Alves Soares, cujo artigo, “Práticas tradutórias em TAVA: a associação de Libras, LSE, AD e audiolegendagem no vídeo de divulgação do XIV SEPESQ”, nos revela os desafios de fazer com que a comunicação inclua e dê cidadania a pessoas com deficiência visual e auditiva. O artigo descreve procedimentos metodológicos e aponta caminhos para essa inclusão, tendo como ponto de partida os trabalhos realizados para a divulgação do XIV Seminário de Pesquisa Estudantil em Letras.</p>
		<p>Além dos artigos sobre Tradução, este número da <italic>TradTerm</italic> nos convida a ler três textos que contemplam estudos sobre a Terminologia; em dois deles observamos a relação estreita entre a Terminologia e a Tradução.</p>
		<p>Iniciando pelo artigo que trata especificamente da Terminologia e dos desafios que a área nos impõe, observamos o texto resultante da pesquisa empreendida por Ana Eliza Pereira Bocorny, Rozane Rebechi e Cristiane Krause Kilian, intitulado “Extração de contextos definitórios do Corpus COVID-19 com CQL”. Nessa pesquisa as autoras utilizam-se de ferramentas da Linguística de <italic>Corpus</italic>, mais especificamente da <italic>Corpus Query Language</italic> (CQL), para encontrar padrões definitórios em um <italic>corpus</italic> em inglês sobre a covid-19. O estudo, de grande valia para estudiosos da linguagem e para especialistas em saúde, demonstra que é possível estabelecer padrões que auxiliem na busca por contextos definitórios e identifica alguns desses padrões que propiciam uma busca automática.</p>
		<p>No que se refere às intersecções entre a Tradução e a Terminologia, encontramos no número, primeiramente, o artigo “La reconceptualisation et l’adaptation d’expression en terminologie culturelle&quot;, elaborado por Abibatou Diagne. No artigo, a pesquisadora utiliza-se da teoria da Terminologia Cultural, preconizada por Diki-Kidiri (2008), para demonstrar como essa concepção teórica é adequada às pesquisas sobre as terminologias em línguas africanas. Utilizando-se das noções de reconceptualização e adaptação denominativa, revela como as comunidades africanas desenvolvem-se linguisticamente para dar respostas aos avanços tecnológicos e científicos, que muitas vezes são concebidos e denominados em outras línguas.</p>
		<p>Ainda sobre a interface entre Terminologia e Tradução, e incorporando a questão da formação de tradutores, o número se encerra com a contribuição de Leandro Pereira Barbosa, Talita Serpa e Paula Tavares Pinto. No artigo “Uso de corpora para elaboração de glossário terminológico de geologia de barragens: subsídios para o ensino de LSP nos anos iniciais de tradução”, os autores nos apresentam atividades lúdicas desenvolvidas para o ensino de Tradução, especificamente no que diz respeito à identificação e à tradução de termos simples e complexos. As práticas pedagógicas descritas são amparadas nos procedimentos metodológicos da Linguística de <italic>Corpus</italic> e nas teorias sobre o aprendizado por tarefas e os jogos de tradução.</p>
		<p>Diante de contribuições tão relevantes, finalizamos esta apresentação desejando a todos uma profícua leitura e agradecendo a todos os nossos colaboradores, sem os quais este número não existiria. Agradecemos especialmente aos autores-pesquisadores que nos confiaram os seus textos, aos avaliadores dos artigos, cujo trabalho voluntário nos permite continuar com a revista, à secretária do CITRAT, Sandra Albuquerque, e às nossas monitoras, Letícia Szuvarcfuter e Joice Meneses Santos, que muito colaboraram na publicação deste número.</p>
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