<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="editorial" dtd-version="1.1" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">tradterm</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista de Tradução e Terminologia</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">2317-9511</issn>
			<issn pub-type="epub">2317-9511</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v35i0p1-4</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Editorial</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Apresentação ao número 35</article-title>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0002-6304-1024</contrib-id>
					<name>
						<surname>Araújo</surname>
						<given-names>Mariângela de</given-names>
					</name>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0001-7507-7801</contrib-id>
					<name>
						<surname>Faleiros</surname>
						<given-names>Álvaro</given-names>
					</name>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0001-8199-5764</contrib-id>
					<name>
						<surname>Vássina</surname>
						<given-names>Elena</given-names>
					</name>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0002-1329-6336</contrib-id>
					<name>
						<surname>Milton</surname>
						<given-names>John</given-names>
					</name>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>05</day>
				<month>01</month>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<month>06</month>
				<year>2020</year>
			</pub-date>
			<volume>35</volume>
			<fpage>1</fpage>
			<lpage>4</lpage>
			<permissions>
				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<counts>
				<fig-count count="0"/>
				<table-count count="0"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="0"/>
				<page-count count="4"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<p>A TradTerm chega a seu número 35 renovando seu compromisso com a diversidade da pesquisa em tradução e terminologia. Ainda que haja uma predominância de artigos referentes à tradução, no artigo que abre o número, intitulado “Terminologia, cognição e sociedade: análise dos processos de terminologização e de neologia que caracterizam as denominações da área de Educação do Campo”, a atual Diretora de Departamento do Grupo de Formulação e Análises Curriculares no Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, Fernanda Mello Demai, traz importante contribuição para a terminologia. O artigo, que tem como área-alvo a educação no campo, a expressão atribuída a conceitos referentes tanto ao ensino quanto à aprendizagem e à educação nas regiões rurais. Nesse contexto, em que os principais atores são participantes de movimentos sociais, são discutidos aspectos da configuração semântico-pragmática e dos processos de terminologização, de neologia e de cognição que caracterizam essa área, com ênfase em subprocessos relacionados à composição sintagmática combinada com isolamentos semânticos metafóricos e/ou metonímicos e/ou de especificação de domínio. Essa reflexão se dá tendo como corpus textos legais, de divulgação, pedagógicos e acadêmicos que cobrem o período de 2000 a 2010.</p>
		<p>No segundo artigo, “Casos de polissemia e escolhas de tradução do conto O pequeno robot perdido, de Isaac Asimov”, Fernanda Libério Pereira, mestre pelo Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução da Universidade de São Paulo, e Lenita Maria Rimoli Pisetta, professora da mesma instituição, analisam a tradução de termos polissêmicos do conto de ficção científica acima mencionado, publicado no Brasil em 1958 sob o título <italic>O pequeno robot perdido</italic>. Em sua reflexão, as autoras consideram a hipótese de que a polissemia é utilizada no conto como ferramenta criativa, fazendo com que os jogos polissêmicos adquiram importância no próprio enredo, motivo pelo qual devem ser considerados como um elemento altamente significante na tradução. Com o intuito contextualizar a análise, as autoras discutem a conceituação de polissemia, assim como os desafios enfrentados durante a tradução. No artigo, comenta-se ainda a relação das obras de Asimov com a investigação da competência comunicativa e do desenvolvimento cognitivo de humanos e robôs. Este é o pano de fundo que permite compreender possíveis motivações para as escolhas tradutórias empregadas na versão brasileira do conto, e avaliar se o texto foi capaz de reproduzir a multiplicidade semântica explorada na obra original.</p>
		<p>Em “Características da linguagem da tradução e o termo ‘segurança’ na linguagem da aviação”, o doutorando em Letras Estrangeiras e Tradução pela Universidade de São Paulo, Carlos Eduardo Piazentine Costa analisa possíveis traços típicos da tradução do termo “segurança” em português e de suas traduções para o inglês como “safety” e “security”. Os sentidos e usos são pensados especificamente no que concerne a linguagem da aviação. O quadro teórico-metodológico é baseado na linguística de corpus. A compilação do corpus paralelo de estudo utilizado provém de duas revistas científicas da área da aviação - <italic>Aviation in Focus</italic> e <italic>Conexão Sipaer</italic>. O autor observou que as traduções apresentaram características de explicitação, de simplificação e de normalização; com reduções, omissões, explicações e adequações no texto de chegada. A compreensão dos termos estudados no artigo certamente vai auxiliar no esclarecimento de imprecisões e de ambiguidades na busca de seus equivalentes em inglês.</p>
		<p>Partindo do princípio de que os jogos de palavra podem ser considerados uma das principais expressões da retórica da agudeza (<italic>wit</italic>) na obra de William Shakespeare, Daniel Padilha Pacheco da Costa, professor da Universidade Federal de Uberlândia, e Tiago Marques Luiz, professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, comparam as nove traduções brasileiras da tragédia <italic>Romeu e Julieta</italic>. Concentrando-se no interlúdio cômico que conclui o quarto ato, onde ocorre discussão entre o bobo da corte e os três músicos, o artigo discute os potenciais e limites das soluções semânticas, formais e estilísticas encontradas por cada um dos tradutores brasileiros para recriar os jogos de palavra daquele interlúdio.</p>
		<p>Em “Estudo comparativo sobre a evolução semântica dos termos <italic>mariage</italic> e <italic>casamento</italic> nas legislações francesa e brasileira do século XVI ao XIX”, de autoria de Beatriz Curti-Contessoto doutoranda na UNESP de São José do Rio Preto e Lidia Almeida Barros, professora titular aposentada pela mesma instituição, voltamos à terminologia. Partindo de pressupostos teóricos e metodológicos da Terminologia, mais especificamente da Terminologia Diacrônica, e em estudos das áreas do Direito da França e do Brasil, e de História da França e do Brasil, as autoras objetivam verificar a transformação semântico-conceitual dos termos <italic>mariage</italic> e <italic>casamento</italic> no domínio do Direito a partir do momento em que ocorreu a primeira regulamentação sobre os casamentos oficiais na França (1563) e no Brasil (1827) até o aparecimento inédito do casamento civil e laico nas legislações francesa e brasileira em 1791 e 1890, respectivamente. Essa evolução é relacionada no artigo a aspectos socioculturais e históricos de cada país contribuindo para a ampliação do conhecimento linguístico e cultural sobre o assunto.</p>
		<p>O artigo seguinte também aborda aspectos socioculturais, mas à luz dos estudos da tradução. Mateus Roman Pamboukian, doutorando em Letras pela Universidade de São Paulo (LETRA/FFLCH), em “O uso do socioleto literário em três traduções de <italic>Great Expectations</italic>”, aborda precisamente o uso do socioleto nesse romance de Charles Dickens, escrito em 1861. As soluções encontradas por três diferentes tradutores do romance - Armando de Morais, Charles Bernard-Derosne e Paulo Henriques Britto - são comparadas, a partir de uma discussão sobre os conceitos de socioleto literário e <italic>eye dialect</italic>, permitindo ao leitor entrar em contato com o complexo emaranhado que se enreda em torno dos socioletos e de sua sempre delicada tradução.</p>
		<p>Em “Tradução Poética e Representatividade LGBTQIA: Elizabeth Bishop por Paulo Henriques Britto”, Alexandre Carlos da Cruz, Bacharel pela Universidade Nove de Julho em Tradução e Interpretação, reflete sobre tal representatividade na poesia traduzida no Brasil. Para isso, o autor escolheu duas traduções feitas por Paulo Henriques Britto para dois poemas com teor homoafetivo da poeta norte-americana Elizabeth Bishop. O estudo fundamenta-se em aspectos biográficos da poeta norte-americana e no contexto histórico e social em que se insere a obra da poeta. Em seguida, é feita análise de conteúdo apoiada no conceito de correspondência do próprio Paulo Henriques Britto, assim como nos estudos de Myriam Díaz-Diocaretz sobre o papel do(a) tradutor(a) diante de discursos poéticos lésbicos e/ou feministas. Desse modo, o artigo se coloca como instrumento de reflexão sobre a representatividade LGBTQIA dentro da sociedade.</p>
		<p>No artigo que encerra este número, “A estilística de Machado de Assis em <italic>Oliver Twist</italic> e <italic>Miss Dollar</italic>”, Danielle Franco Brunismann, Mestranda em Letras na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e Mirian Ruffini, docente na mesma instituição, analisam duas publicações da primeira tradução de <italic>Oliver Twist</italic> para o português brasileiro, traduzida pelos escritores brasileiros Machado de Assis e Ricardo Lísias. Por meio da identificação da estilística de Machado de Assis tradutor e por meio do conto “Miss Dollar”, abrem-se possibilidades de entendimento dos projetos escriturais e tradutórios em questão.</p>
		<p>Complementarmente aos artigos, encontra-se a resenha de Rui Alexandre Grácio a respeito do livro <italic>Retórica e Discurso - fronteiras e interfaces: das origens aos desdobramentos atuais</italic>, publicado pela Pontes Editores em 2019. Trata-se de extenso volume organizado por Elizabete Enz Hubert e Emilson José Bento e dedicado à professora Lineide do Lago Salvador Mosca. Além de ser referência nos estudos retórico-argumentativos, como ilustram as 29 contribuições que formam as três secções em que está dividido o livro, a professora Lineide do Lago Salvador Mosca, a quem somos eternamente gratos, foi editora da TradTerm de 2005 a 2017, contribuindo de forma fundamental com o crescimento da revista, que vem sendo publicada de forma ininterrupta, todos os anos, desde sua criação em 1994.</p>
	</body>
</article>