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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v38p20-21</article-id>
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					<subject>Editorial</subject>
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				<article-title>Que Mil Flores Desabrochem!</article-title>
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				<year>2022</year>
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		<p>É possível delimitar o que é uma adaptação?</p>
		<p>Se seguirmos Linda Hutcheon, encontraremos limites muito amplos para designar o que é uma Adaptação: “uma revisitação estendida, deliberada e anunciada a uma obra de arte específica”. Isso pode incluir uma ampla gama de obras, incluindo traduções literárias e transcrições de música orquestral para piano a condensações e simplificações de livros, spin-offs, revisões e estudos críticos de obras literárias ou fílmicas. As possibilidades para a adaptação também incluem expansões como <italic>prequels</italic> e <italic>sequels</italic>; fanzines e ficção slash; e alusões breves, trechos de música, e exposições de museu (<xref ref-type="bibr" rid="B1">HUTCHEON 2013</xref>: 171-2).</p>
		<p>Em seus primeiros anos, mais ou menos até 2000, os Estudos da Adaptação estavam muito ligados à adaptação cinematográfica, especialmente de romances; porém, as barreiras caíram. Outras artes como a ópera, o balé, o teatro, as peças de rádio, a pintura, as HQ, e os videogames começaram a ser estudadas, e, com a explosão das mídias os Estudos da Adaptação encampam novas formas como vlogs, mashups, remixes, reboots, amostragens, remodelações e transformações. Essas formas participativas abrem novos horizontes e resultam em &quot;uma mudança de modos de adaptação hermenêutica para performativa&quot;, ou melhor, &quot;apropriação&quot; com o artefato literário e cultural sendo transformado de um objeto de contemplação em algo com o que o sujeito pode brincar (<xref ref-type="bibr" rid="B3">VOIGTS-VIRCHOW 2017</xref>: 308-318).</p>
		<p>Apesar da dificuldade de estabelecer limites e definir o que é e não é adaptação e certa frustração e desnorteamento na parte do pesquisador e estudante, a disciplina dos Estudos em Adaptação está viva e excitante para Thomas Leitch, que enfatiza &quot;um florescimento [efflorescence] igualmente notável de erudição provocativa”. <xref ref-type="bibr" rid="B2">Leitch (2012</xref>: 103) acredita que a questão dos limites deve ser adiada, como tais limitações prenderia e colocariam restrições em “um campo que pode florescer com mais sucesso quando mil flores desabrocharem”.</p>
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			<title>Referências</title>
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				<mixed-citation>HUTCHEON, L.; O’FLYNN, S. A Theory of Adaptation. London and New York: Routledge. 2013.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>HUTCHEON</surname>
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					<source>A Theory of Adaptation</source>
					<publisher-loc>London and New York</publisher-loc>
					<publisher-name>Routledge</publisher-name>
					<year>2013</year>
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			<ref id="B2">
				<mixed-citation>LEITCH, T. “Adaptation and Intertextuality, or, What isn’translation an Adaptation, and What Does it Matter?”, In: CARTMELL, D. (ed.) A Companion to Literature, Film and Adaptation. Oxford: Blackwell.2012, p. 87-104 233-269.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>LEITCH</surname>
							<given-names>T.</given-names>
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					<chapter-title>Adaptation and Intertextuality, or, What isn’translation an Adaptation, and What Does it Matter?</chapter-title>
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							<surname>CARTMELL</surname>
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					<source>A Companion to Literature, Film and Adaptation</source>
					<publisher-loc>Oxford</publisher-loc>
					<publisher-name>Blackwell</publisher-name>
					<year>2012</year>
					<fpage>87</fpage>
					<lpage>104 233-269</lpage>
				</element-citation>
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				<mixed-citation>VOIGTS, E. “Memes and Recombinant Appropriation: Remix, Mashup, Parody” In: LEITCH, T. (ed.) The Oxford Handbook of Adaptation Studies, New York: Oxford University Press, 2017, p. 308-327.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
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							<surname>VOIGTS</surname>
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					<chapter-title>Memes and Recombinant Appropriation: Remix, Mashup, Parody</chapter-title>
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					<year>2017</year>
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