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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v28i0p121-128</article-id>
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					<subject>Articles</subject>
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				<article-title>Aspectos da tradução de Diário de um homem supérfluo</article-title>
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					<trans-title>Aspects of the translation of Diary of a superfluous man</trans-title>
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						<given-names>Samuel Junqueira</given-names>
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					<institution content-type="original">Mestre do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura Russa da Universidade de São Paulo. E-mail: samjunqueira@gmail.com.</institution>
					<institution content-type="orgdiv1">Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura Russa</institution>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Neste artigo serão abordados os problemas encontrados e as soluções adotadas durante o processo de tradução da novela <italic>Diário de um homem supérfluo</italic>, de Ivan Turguêniev. Estilo do narrador de primeira pessoa, modo como ele procura transcrever a fala das personagens com quem interage, formas de tratamento e expressões idiomáticas presentes no texto são alguns dos aspectos aqui analisados.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>In this article we shall discuss the problems found and the solutions adopted during the translation process of the novella <italic>Diary of a superfluous man</italic>, by Ivan Turgenev. Narrator's style in first person, strategies for transcribing the speech of characters with whom he interacts, manners of address and idiomatic expressions present in the text are some of the aspects analyzed here.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Ivan Turguêniev</kwd>
				<kwd>Diário de um homem supérfluo</kwd>
				<kwd>tradução</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Ivan Turgenev</kwd>
				<kwd>Diary of a superfluous man</kwd>
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		<p>Não são poucos os estudiosos que deixam em segundo plano a questão sócio-histórica da literatura de Turguêniev para privilegiar o seu lado estético. Trata-se de um equívoco, pois poucos escritores russos souberam retratar a sociedade de sua época com tamanha maestria quanto o autor de <italic>Pais e filhos</italic>. No entanto, é inegável o caráter poético de muitos de seus textos, principalmente quando se propõe a retratar a natureza. Sons imitativos do mundo natural, como um riacho que escorre, o vento remexendo a folhagem e o gorjear dos pássaros, são elementos constantemente presentes na chamada “linguagem turguenieviana”, constituindo um imenso desafio para o tradutor, pois, como coloca Edmund <xref ref-type="bibr" rid="B6">Wilson (1991</xref>: 254), “(…) os problemas de traduzir Turguêniev são, em certa medida, os problemas de traduzir poesia”. Dessa forma, todos os cuidados foram tomados para reproduzir os efeitos integrais da novela e não prejudicar o tom característico da narrativa.</p>
		<p>Antes de abordar os aspectos tradutológicos, faz-se necessário um pequeno resumo da novela para que os comentários sejam minimamente compreendidos: Tchulkatúrin, um homem de trinta anos de idade, filho de um proprietário arruinado por dívidas de jogo, vive seus últimos dias, enfermo e solitário, na propriedade que lhe restou. Enquanto espera a morte, inicia um diário, em que se propõe a explicar a si mesmo o sentido de sua existência. Relata sua infância infeliz, as dificuldades que tivera no relacionamento com a mãe e a veneração pelo pai. Mas o ponto mais alto da narrativa se dá quando passa a descrever uma viagem que fizera a negócios à cidadezinha interiorana de O… Lá, ele conhece Liza (17 anos), filha do proprietário mais influente da região, Kirilla Ojoguin. Ele se apaixona por ela, mas Liza apresenta ainda um comportamento de criança, é uma verdadeira moleca. Durante um passeio por um bosque, encantada com a beleza do local, Liza sofre uma metamorfose, de menina transforma-se em mulher. Tchulkatúrin nota mudanças nas feições de seu rosto, em seu comportamento e na forma como ela passa a se dirigir a ele. Se antes ela procurava a todo o momento sua companhia, agora passa a evitar o protagonista. Nesse ínterim, surge na cidade a figura do príncipe petersburguês N*, por quem Liza se apaixona de imediato. O príncipe encanta a todos na cidade, e passa a ser visto como um futuro noivo de Liza. Quando, entretanto, um noivado parecia inevitável, ele simplesmente retorna à capital, deixando Liza praticamente a ver navios. Os habitantes da cidade, indignados com o modo como o príncipe partira, voltam sua ferocidade para a família Ojoguin. Para evitar a desonra de ter sido ludibriada publicamente, Liza se casa com um amigo da família, Bizmiónkov, funcionário de baixo escalão da cidade.</p>
		<p><italic>Diário</italic> é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Tchulkatúrin, que poucas vezes transmite a palavra de outras personagens. Sua linguagem é a que predomina em todo o texto. Sua fala - ou escrita, já que se trata de um diário - possui uma entonação firme, dura, frequentemente sarcástica e irônica, principalmente quando faz descrições das características de algum interlocutor. A todo instante, ele procura ridicularizar alguma personagem, quando não a si mesmo. Manter tal inflexão na tradução é algo essencial para a própria compreensão do texto, e foi nossa preocupação reproduzi-la à risca.</p>
		<p>Tchulkatúrin pertence a uma família de proprietários rurais, foi educado por preceptores estrangeiros, frequentou a universidade, enfim, teve acesso a uma educação privilegiada, o que se reflete em sua escrita - de um estilo formal, embora não rebuscado, possuindo uma fluidez natural. De outra forma apresenta-se sua fala quando em diálogo com algum interlocutor. Em tais ocasiões, ele procura controlar as palavras, o que produz certa artificialidade em sua linguagem. Já as falas da aia Teriéntievna e do cocheiro mostram-se bastante coloquiais, sendo que as do último apresentam um tom mais grosseiro. Quanto à das demais personagens, a de Liza merece um pequeno comentário. Antes da experiência de seu passeio pelo bosque, suas expressões possuíam um tom mais infantil, ingênuo, refletindo sua própria personalidade, como se verifica no seguinte diálogo entre ela e Tchulkatúrin:</p>
		<disp-quote>
			<p>“É o dom-fafe do papai... O senhor gosta de dom-fafes?” - “Prefiro pintassilgos” - respondi, não sem algum esforço. “Também gosto de pintassilgos; mas olhe para ele, é tão bonzinho. Veja, ele não tem medo. (O que me surpreendeu foi que eu não estava com medo).</p>
		</disp-quote>
		<disp-quote>
			<p>Pode chegar perto. Ele se chama Popka”. Aproximei-me e me abaixei. “Não é verdade que ele é encantador?”</p>
		</disp-quote>
		<p>Já após a transformação que nela ocorrera, percebe-se uma tonalidade mais enfática, contundente, como se observa em seu diálogo final com a personagem Bizmiónkov, detalhes estes que procuramos deixar nítidos na tradução.</p>
		<p>Um dos problemas que o tradutor da língua russa enfrenta é a transposição, para a língua de chegada, da carga semântica dos pronomes pessoais “Ты” e “Вы”. O pronome “Ты”, segunda pessoa do singular, pode denotar tanto uma relação de proximidade/intimidade entre os interlocutores quanto uma posição de inferioridade do receptor. Já o pronome “Вы”, segunda pessoa do plural, é empregado pelo falante para se dirigir a um interlocutor de modo formal, por reconhecer nele uma posição hierarquicamente superior. Nas interações que ocorrem em <italic>Diário</italic>, todas as personagens tratam-se reciprocamente por “Вы”, mesmo quando presenciamos uma certa proximidade entre elas, como nos diálogos entre Tchulkatúrin e o capitão Koloberdiáiev e entre Liza e Bizmiónkov. Em tais casos, procuramos fazer uso do pronome de tratamento “senhor(a)”, acreditando que ele seja o mais adequado nessas interações. Apenas na fala em que um dos proprietários rurais se dirige ao seu amigo Serguêi Serguêitch optamos por “você”. Nesse caso, a personagem faz uso de uma corruptela do patronímico Serguêievitch, o que indica uma proximidade entre os dois amigos, e que passa despercebida ao leitor brasileiro. O pronome de tratamento “você” recupera essa característica da interação, o que não ocorreria caso traduzíssemos “Вы” por “senhor”.</p>
		<p>Já o pronome “Ты” aparece com pouca frequência na novela. Exceções são os trechos em que Tchulkatúrin dirige a palavra a Teriéntievna e faz declamações à natureza. No primeiro caso optamos por “você” (já que “Ti” é empregado para se dirigir a alguém de um nível inferior do falante)<italic>,</italic> e no segundo, por se tratar de uma fala que contém uma entonação poética, acreditamos que “tu” seria a escolha mais adequada.</p>
		<p>Para alguns léxicos não foi possível encontrar no português um equivalente que apresentasse a mesma carga semântica do original, problema sempre a ser enfrentado em qualquer tradução:</p>
		<disp-quote>
			<p>O que sucede é que não existe entre uma língua e outra coincidência exata entre o que poderíamos chamar de “faixas semânticas”. Trata-se de algo a que todo tradutor experimentado dedica muita atenção e que é fundamental para uma tradução adequada. Enfim, uma das regras não escritas de uma boa tradução. (<xref ref-type="bibr" rid="B1">SCHNAIDERMAN 2011</xref>: 26)</p>
		</disp-quote>
		<p>O termo “дрожки”, por exemplo, denota um tipo específico de carruagem, sem correspondente em nossa língua, o mesmo ocorrendo com os vocábulos “бублик”, “оршад”, “бурлак”, “кнут”. Em tais casos, optamos pela transliteração, acompanhada de uma nota explicativa. Também foram empregadas notas em traduções que não cobriam de modo satisfatório o termo original, caso do verbo “приложиться”<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> e do substantivo “стряпчий”<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>.</p>
		<p>Um exemplo do modo como procuramos manter tanto o significado do original quanto o efeito proposto encontra-se na solução que adotamos para a passagem em que o proprietário ridiculariza o amigo pelos erros ortográficos que comete, citando como exemplo o vocábulo “probka” (“cortiça”, “carvalho”, “sobreiro”), pronunciado por Serguêi Serguêitch como “brobka”. A troca da consoante labial “p” pela “b” provoca certa comicidade na pronúncia e tal efeito procuramos reproduzir na tradução, optando pelo vocábulo “sobreiro” e sua pronúncia como “sopreiro”. Tal solução mantém o valor semântico do vocábulo “probka”, havendo apenas um caminho inverso do observado no original: não a troca do “p” pelo “b”, mas o inverso.</p>
		<p>Também para manutenção do efeito proposto, procuramos adequar para o português as expressões idiomáticas presentes no texto. A máxima “nu como o falcão” (“гол как сóкол”), por exemplo, não diz nada ao leitor brasileiro. A opção foi buscar uma expressão que trouxesse em si a mesma carga de significados do original, e “sem eira nem beira”, que nos é bastante familiar, cumpre essa função, além de manter uma rima, como no original. Traduzir literalmente a expressão “вертéлся, как бéлка в колесé” (“girava como um esquilo numa roda”) também causaria um estranhamento na leitura. Seu equivalente “andava em círculos” traduz perfeitamente a ideia contida no original. Pelo mesmo motivo, “мýха на сóлнце” (“mosca no sol”) foi traduzido como “pinto no lixo”, “рыба о лëд” (“peixe no gelo”) como “peixe fora d'água” e “распевáя (...) как соловьëм” (“cantando (...) como um rouxinol”) ficou “falando (...) pelos cotovelos”.</p>
		<p>Foi necessário cometer algumas transgressões em relação ao texto original quanto à pontuação. Na língua russa empregam-se, por exemplo, muitos travessões no interior das sentenças em casos que, na língua portuguesa, causariam estranhamento. Da mesma forma, dois pontos aparecem em locais que, no português, não se mostram adequados; a vírgula é colocada onde ficaria melhor ponto e vírgula etc. Até onde foi possível, procuramos manter a mesma pontuação do original, mas em algumas ocasiões foi preciso adaptar essas situações ao nosso idioma.</p>
		<p>Para a realização do cotejo, fizemos uso das seguintes versões:</p>
		<p>- Espanhol: “Diario de un hombre superfluo”. Prólogo, traducción y notas de Agata Orzeszek. Oviedo: KRK Ediciones, <xref ref-type="bibr" rid="B4">2005</xref>;</p>
		<p>- Inglês: “The diary of a superfluous man”. Translated by Constance Garnett. London: William Heinemann, <xref ref-type="bibr" rid="B3">1894, 1899</xref>. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.eldritchpress.org/ist/dsm.htm">http://www.eldritchpress.org/ist/dsm.htm</ext-link>&gt;. Acesso em: 20 jun. 2014;</p>
		<p>- Italiano: “Diario di un uomo supérfluo”. Traduzione di Alessandro Niero. Roma: Edizioni Voland, <xref ref-type="bibr" rid="B2">2010</xref>.</p>
		<p>Preocupamo-nos também com a escolha da versão do texto original. A edição empregada recaiu sobre a que integra a <italic>Polnoie sobranie sotchineni i pisem v tridtsati tomakh</italic> (“Coleção completa de obras e cartas em trinta volumes”), de Turguêniev, editada pela Izdatelstvo Naúka (Moscou), de <xref ref-type="bibr" rid="B5">1980</xref>, por considerarmo-la de grande confiabilidade. <italic>Diário de um homem supérfluo</italic> encontra-se no quarto volume da Coleção.</p>
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			<title>Referências bibliográficas</title>
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				<mixed-citation>SCHNAIDERMAN, B. Tradução, ato desmedido. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>TURGENEV, I. Diario di un uomo superfluo. Traduzione di Alessandro Niero. Roma: Edizioni Voland, 2010.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>______. The diary of a superfluous man. Translated by Constance Garnett. London: William Heinemann, 1894, 1899. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.eldritchpress.org/ist/dsm.htm">http://www.eldritchpress.org/ist/dsm.htm</ext-link>&gt;. Acesso em: 20 jun 2014.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>______. Diario de un hombre superfluo. Prólogo, traducción y notas de Agata Orzeszek. Oviedo: KRK Ediciones, 2005.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>WILSON, E. “A gota vivificante”. In: Onze ensaios: literatura, política, história. Tradução de José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p. 220-265</mixed-citation>
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				<p>Traduzido como “beijar”.</p>
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				<p>Traduzido como “fiscal judiciário”.</p>
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