<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="book-review" dtd-version="1.1" specific-use="sps-1.9" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
	<front>
		<journal-meta>
			<journal-id journal-id-type="publisher-id">tradterm</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista de Tradução e Terminologia</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">2317-9511</issn>
			<issn pub-type="epub">2317-9511</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
			</publisher>
		</journal-meta>
		<article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v28i0p388-395</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Book Review</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Traduzir o Brasil literário: história e crítica, de Marie-Hélène Catherine Torres</article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Traduzir o Brasil literário: história e crítica, by Marie-Hélène Catherine Torres</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Simoni</surname>
						<given-names>Karine</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<name>
						<surname>Pappen</surname>
						<given-names>Paulo Henrique</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="original">Pós-graduanda em Estudos da Tradução/PGET pela Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: kasimoni@gmail.com.</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">PGET</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina</institution>
				<email>kasimoni@gmail.com</email>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>2</label>
				<institution content-type="original">Mestrando em Estudos da Tradução/PGET pela Universidade Federal de Santa Catarina.</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">PGET</institution>
				<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina</institution>
			</aff>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>23</day>
				<month>06</month>
				<year>2023</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<month>12</month>
				<year>2016</year>
			</pub-date>
			<volume>28</volume>
			<fpage>388</fpage>
			<lpage>395</lpage>
			<product product-type="book">
				<person-group person-group-type="author">
					<name>
						<surname>TORRES</surname>
						<given-names>Marie-Hélène Catherine</given-names>
					</name>
				</person-group>. <source>Traduzir o Brasil literário: história e crítica. V. 2</source>. Supervisão de tradução de <person-group person-group-type="translator">
					<name>
						<surname>Sousa</surname>
						<given-names>Germana Henriques Pereira de</given-names>
					</name>
				</person-group>; Tradução de <person-group person-group-type="translator">
					<name>
						<surname>Marini</surname>
						<given-names>Clarissa Prado</given-names>
					</name>
					<name>
						<surname>Fernandes</surname>
						<given-names>Sônia</given-names>
					</name>
					<name>
						<surname>Souza</surname>
						<given-names>Aída Carla Rangel de</given-names>
					</name>
				</person-group>. <publisher-loc>Tubarão</publisher-loc>: <publisher-name>Copiart</publisher-name>. <comment>Florianópolis: PGET/UFSC</comment>, <year>2014</year>. <size units="pages">397</size> pg.</product>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>16</day>
					<month>08</month>
					<year>2016</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>12</day>
					<month>11</month>
					<year>2016</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<counts>
				<fig-count count="0"/>
				<table-count count="0"/>
				<equation-count count="0"/>
				<ref-count count="3"/>
				<page-count count="8"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<p>Em artigo publicado em <xref ref-type="bibr" rid="B1">2006, Marco Lucchesi</xref> define a tradução como “a arte de naufragar com dignidade e nobreza - e sobreviver ao mar profundo, aos sabores e dissabores corsários”, de modo que “de sua navegação depende boa parte dos ventos do processo cultural, dos que promovem passagens, diálogos e tesouros, que antes haviam de estar irremediavelmente perdidos” (2006: 207). <italic>Traduzir o Brasil literário: história e crítica</italic>, escrito por Marie-Hélène Catherine Torres, professora da Universidade Federal de Santa Catarina, e publicado em <xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>, retrata experiências do encontro entre línguas e culturas, capaz de gerar as passagens, diálogos e tesouros dos quais nos fala Lucchesi.</p>
		<p>Traduzido do francês ao português por Clarissa Prado Marini, Sônia Fernandes e Aída Carla Rangel de Souza (supervisora da tradução: Germana Henriques Pereira), o exaustivo trabalho de Marie-Hélène segue a vereda conceitual de <italic>Traduzir o Brasil literário: paratextos e discursos de acompanhamento</italic>, publicado em <xref ref-type="bibr" rid="B3">2011</xref>, no qual se analisou as informações presentes nas capas internas e externas das traduções francesas de romances brasileiros de autores como José de Alencar, Machado de Assis e Guimarães Rosa, bem como se estudou a ocorrência e o papel dos paratextos nessas narrativas, a fim de se verificar se “os textos traduzidos apresentam-se ou são percebidos na cultura de chegada como sendo a tradução (...) de romances, que lhe são logicamente anteriores” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 18).</p>
		<p>Em <italic>Traduzir o Brasil literário: história e crítica</italic>, a autora alarga o tema do primeiro volume ao estabelecer o objetivo de “descrever e analisar as impressões culturais da literatura brasileira traduzida para o francês no sistema literário e cultural francês” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 10), não apenas para encontrar respostas para os modelos e estratégias que nortearam as traduções de romancistas brasileiros na França, como também para compreender “os mecanismos complexos do funcionamento dos sistemas culturais e interculturais” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 13). Com efeito, tanto pelos teóricos utilizados - Lambert, Hermans, Venuti, Toury e Casanova, para citar alguns -, como pela metodologia empregada, pode-se inferir que a decisão de ampliar a possibilidade de análise mostra a preocupação em conceber o fenômeno das traduções no tempo a partir de um panorama sistêmico e dinâmico, no qual se entrelaçam inevitavelmente valores políticos, culturais e literários.</p>
		<p>Dentre as questões que Marie-Hélène procura responder com seu estudo, destaca-se a seguinte: “por que a literatura brasileira, independente e autônoma, não é amplamente traduzida?” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 11), e a partir disso as hipóteses são construídas. Tal pergunta advém de um desconforto com relação ao estatuto e à posição “menores” que a literatura brasileira tem se comparada com culturas literárias hegemônicas, especialmente a francesa. Efetivamente: essa discussão é substancial para a análise da própria natureza dos estudos da tradução e tem reverberado na crítica, nas teorias e na historiografia da tradução, como bem mostram os posicionamentos da autora diante dos modelos teóricos escolhidos, como os estudos descritivos de Toury e Lambert, além da tradução antropofágica de Haroldo de Campos e de Oswald de Andrade. Essas perspectivas ajudam a problematizar o fato de que, no Brasil, a tradição literária reconhece e reverencia a tradição literária francesa, enquanto na França o Brasil literário permanece praticamente desconhecido, o que não deixa de ser curioso, uma vez que “[a] França é (...) pioneira em matéria de traduções brasileiras com relação à Inglaterra, países que representam as duas línguas/culturas que dominavam o espaço literário internacional no século XIX” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">TORRES 2014</xref>: 18).</p>
		<p>Com uma criteriosa pesquisa em arquivos franceses e brasileiros, e utilizando, além das obras, também bibliotecas e sites, em quatro capítulos a autora reconstitui a trajetória dos romances urbanos e regionalistas brasileiros traduzidos e publicados na França a partir de 1896, ano que assinala a primeira tradução para o francês de um romance brasileiro (<italic>Inocência</italic>, de Visconde de Taunay), até a literatura popular e <italic>best-sellers</italic>, com as traduções de Jorge Amado e Paulo Coelho na década de 1990.</p>
		<p>No primeiro capítulo, “Literatura brasileira: historiografia e cânone”, Marie- Hélène revisa contribuições teóricas acerca da história e da constituição da literatura brasileira, mostrando a corrente regionalista e a corrente urbana que caracterizam essa literatura. Como não se pode falar de literatura nem de tradução sem falar em língua, a autora busca identificar como se comportam linguisticamente os escritores brasileiros, e conclui que eles “(...) criaram uma nova língua no seio da língua portuguesa”, o que reflete e reforça a própria língua falada no Brasil, que “(...) afastou-se da língua matriz desde o início da colonização” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 51). Essa discussão serve para analisar em que medida as traduções francesas manifestam, ou não, as características da língua brasileira - essa “língua portuguesa bastarda” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">TORRES 2014</xref>: 131).</p>
		<p>O capítulo 2, “O romance urbano<italic>”,</italic> apresenta e discute aspectos das traduções francesas de <italic>Dom Casmurro</italic>, <italic>Quincas Borba</italic> e <italic>Memórias Póstumas de Brás Cubas</italic>, de Machado de Assis, e, sem a pretensão de esgotar as possibilidades de análise, mostra algumas tendências dos tradutores que optaram, por exemplo, pela naturalização dos nomes, por explicações de trechos nos quais o autor elegeu a ambiguidade e pela dissolução dos registros de linguagem, estratégias estas que contribuíram para que o estrangeiro fosse minimizado ou até mesmo anulado. Marie-Hélène também compara diferentes estratégias dos tradutores ao traduzirem vocábulos e expressões que indicam elementos culturais desconhecidos e/ou exóticos à cultura francesa, como a criação de neologismos e o uso de itálico e notas explicativas para casos de vocábulos ou expressões que supostamente pudessem comprometer o entendimento do texto por parte dos leitores franceses. É o caso do trecho “Fez-se cor de pitanga”, traduzida por “Elle devint rouge comme une pitangue”, à qual se acrescenta a nota “Nous dirions: ‘comme une pivoine’” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 80-81). Conclui-se então que “os tradutores tentam, geralmente, encontrar um caminho optando simultaneamente por uma naturalização ou por uma exotização de sua tradução” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">TORRES 2014</xref>: 90), e que “o grau de antropofagia dos tradutores é mais etnocêntrico que aberto à outra cultura, o <italic>outro</italic> brasileiro”. (<xref ref-type="bibr" rid="B2">TORRES 2014</xref>: 113) </p>
		<p>O capítulo 3, “Resistência à inovação da língua nos romances regionalistas”, trata inicialmente dos romances indianistas, de modo particular do <italic>Guarani</italic> e de <italic>Iracema</italic>, de José de Alencar. Merece destaque, além do amplo uso de exemplos para mostrar como esses romances foram traduzidos e publicados na França, a intrínseca relação entre a análise literária e mesmo linguística das obras estudadas, necessárias para ajudar a compreender a inserção das obras no sistema literário francês e as escolhas dos tradutores. Marie-Hélène destaca que as traduções dos romances indianistas apresentam estratégias como supressões e ou junções de parágrafos, que na visão da autora podem ser vistas como traduções/adaptações. É o caso, por exemplo, da supressão de trechos que aludem ao contato físico e amoroso entre Iracema e Martin, censurados por um dos tradutores (<xref ref-type="bibr" rid="B2">TORRES 2014</xref>: 159-161). A conclusão a respeito das traduções dos romances indianistas é muito semelhante às observadas nas traduções dos romances urbanos:</p>
		<disp-quote>
			<p>(...) o grau de antropofagia dos tradutores concerne particularmente tudo aquilo que concerne à especificidade brasileira: história, língua, fauna, flora. E, de uma certa maneira, os tradutores tendem a neutralizar a essência brasileira, aquilo que seria muito brasileiro, reduzindo a estranheza no texto em francês. (<xref ref-type="bibr" rid="B2">TORRES 2014</xref>: 142)</p>
		</disp-quote>
		<p>Já em relação à tradução de <italic>Os sertões</italic>, de Euclides da Cunha, também analisado, a principal observação da autora diz respeito à antropofagia inovadora dos tradutores que fazem largo uso de palavras brasileiras na tradução. A consequente utilização de notas explicativas e glossários acabaram por tornar o texto exotizado em excesso e de difícil leitura.</p>
		<p>Vale notar também que Marie-Hélène (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 191) observa diferenças entre o registro linguístico de Euclides da Cunha e o registro dos tradutores, e conclui: “não há uma homogeneidade de registro nos diálogos do sertanejo traduzido para o francês, por vezes muito orais (...), por vezes muito literais ou escritos”. A última parte do capítulo 3 é dedicada ao estudo das traduções de <italic>Grande sertão</italic>: <italic>veredas</italic>, de Guimarães Rosa, para o francês. Descobrir como os dois tradutores da obra lidam com a oralidade, com o discurso erudito, com os neologismos, com as expressões particulares, com os elementos da cultura do sertanejo e com o ritmo do romance é o objetivo da autora, que após mostrar dezenas de exemplos chega à seguinte conclusão: “(...) os tradutores não criam necessariamente onde o autor brasileiro criou ou inventou. Eles o fazem, nos parece, por intuição, onde convém melhor, talvez levando em conta leitores franceses” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 223), e “As traduções francesas de Grande Sertão: Veredas não são o que Haroldo de Campos chama de traduções “transcriativas”. A audácia criativa dos tradutores é freada pelos limites impostos pela língua francesa (...)” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 243).</p>
		<p>Por fim, o capítulo 4, “As traduções-termômetro”, focaliza textos considerados <italic>best-sellers</italic> ou de literatura popular, como as obras de Jorge Amado e Paulo Coelho. O interesse pelo estudo desses textos adveio da constatação de que Jorge Amado foi “o escritor brasileiro mais traduzido, retraduzido e reeditado em francês” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">2014</xref>: 248), talvez por ele ter se tornado conhecido na França após viver exilado naquele país entre 1949 e 1965. Fazendo uso das considerações de Venuti sobre a tradução de <italic>best</italic>-<italic>sellers</italic>, Marie-Hélène explica de forma clara e exaustiva como se deu a inserção desses textos na cultura francesa, explorando temas como o interesse comercial/lucrativo da editoria, a invisibilidade do tradutor e a transparência da tradução, as diferenças entre a forma de inserir/apresentar as traduções de obras consagradas pela crítica brasileira e a tradução das obras da chamada literatura popular e de <italic>best</italic>- <italic>seller</italic>. Uma das conclusões mais importantes está no fato de que, enquanto as traduções de José de Alencar, Machado de Assis, Euclides da Cunha e Guimarães Rosa são geralmente acompanhadas de prefácios, notas e glossários, a literatura de Jorge Amado e os <italic>best</italic>-<italic>sellers</italic> de Paulo Coelho não apresentam qualquer texto de acompanhamento, uma vez que, provavelmente, as obras canônicas são reservadas a um público mais restrito e, portanto, mais exigente e atento.</p>
		<p>Os quatro capítulos permitem compreender como alguns romances brasileiros foram recebidos na França, servindo assim para alimentar a trama de interdependência cultural entre os dois países envolvidos. Nota-se nessa monumental pesquisa, além da realização plena do objetivo estabelecido, a correlação entre a análise literária propriamente dita, a teoria da literatura e da tradução. Resta dizer que aos quatro capítulos de análise são acrescidos um prefácio, as considerações finais em forma de ensaio intitulado “O Brasil no mapa mundial das literaturas”, a vasta bibliografia usada na pesquisa e um anexo, dividido em quatro partes: na primeira tem-se acesso aos quase 200 títulos das traduções de romances brasileiros em francês no século XX; na segunda parte estão compilados, em ordem alfabética, os nomes dos autores e autoras brasileiros/as cujas obras foram traduzidas para o francês; na terceira consta o perfil dos/as tradutores/as com informações a respeito das atividades que desempenham e das obras que traduziram; por fim, a quarta parte apresenta duas tabelas comparativas: a primeira mostra as notas dos tradutores em <italic>Os sertões</italic>, enquanto a segunda oferece uma comparação entre os títulos de capítulos da trilogia de Machado de Assis.</p>
		<p>Embora seja uma obra densa em relação ao volume de informações e à riqueza das análises, o texto é de fácil leitura e é altamente recomendável a todos/as os/as que estão trilhando os caminhos dos estudos da tradução, e ainda aos/às que se interessam pelos estudos literários. Assiste-se hoje a um crescimento considerável de pesquisas no campo dos estudos da tradução no Brasil, em especial sobre o tema da recepção das obras estrangeiras no país e vice-versa. Nesse sentido, a pesquisa de Marie-Hélène contribui para somar um importante registro da história da tradução, sim, mas, sobretudo, propõe uma forma de olhar para a influência que um dado sistema literário tem em outra cultura.</p>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências bibliográficas</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>LUCCHESI, Marco. A memória de Ulisses. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LUCCHESI</surname>
							<given-names>Marco</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A memória de Ulisses</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Civilização Brasileira</publisher-name>
					<year>2006</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>TORRES, Marie-Hélène Catherine. Traduzir o Brasil literário: história e crítica. Volume 2. Supervisão de tradução de Germana Henriques Pereira de Sousa; Tradução de Clarissa Prado Marini, Sônia Fernandes e Aída Carla Rangel de Souza. Tubarão: Copiart; Florianópolis: PGET/UFSC, 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>TORRES</surname>
							<given-names>Marie-Hélène Catherine</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Traduzir o Brasil literário: história e crítica</source>
					<volume>2</volume>
					<person-group person-group-type="translator">
						<name>
							<surname>Sousa</surname>
							<given-names>Germana Henriques Pereira de</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<person-group person-group-type="translator">
						<name>
							<surname>Marini</surname>
							<given-names>Clarissa Prado</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Fernandes</surname>
							<given-names>Sônia</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Souza</surname>
							<given-names>Aída Carla Rangel de</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<publisher-loc>Tubarão</publisher-loc>
					<publisher-name>Copiart</publisher-name>
					<comment>Florianópolis: PGET/UFSC</comment>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>_______. Traduzir o Brasil literário. Paratextos e discurso de acompanhamento. Volume 1. Tradução de Marlova Aseff e Eleonora Castelli. Tubarão: Copiart, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>TORRES</surname>
							<given-names>Marie-Hélène Catherine</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Traduzir o Brasil literário. Paratextos e discurso de acompanhamento</source>
					<volume>1</volume>
					<person-group person-group-type="translator">
						<name>
							<surname>Aseff</surname>
							<given-names>Marlova</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>Castelli</surname>
							<given-names>Eleonora</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<publisher-loc>Tubarão</publisher-loc>
					<publisher-name>Copiart</publisher-name>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>