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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
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					<subject>Book Review</subject>
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				<article-title>Resenha - Traduzindo de um cenário a outro: reflexões sobre teorias e práticas de tradução</article-title>
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					<institution content-type="orgdiv1">Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina</institution>
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					<institution content-type="original">Mestrando do Programa de Pós-graduação em Estudos da Tradução na Universidade Federal de Santa Catarina (PGET-UFSC). Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). E-mail: willianhenry_@hotmail.com.</institution>
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		<p><italic>De um cenario a outro: os bastidores de um laboratório de tradução</italic> é um livro que foi criado a partir de reflexões sobre os procedimentos tradutórios adotados em um laboratório de tradução, por estudantes de graduação de Letras: Espanhol, sob a orientação de professores tradutores com experiência na tradução dos mais diversos gêneros textuais. O livro está dividido em capítulos que perpassam as relações e os movimentos existentes em um laboratório didático de tradução, “ultrapassando a breve exploração de uma teoria e o registro dos procedimentos adotados na elaboração de suas traduções, de seus comentários e de suas anotações” (p. 12); adquirindo, assim, um caráter didático, que auxiliará não só na formação de tradutores, como também na formação de professores de língua estrangeira.</p>
		<p>O laboratório de tradução (espanhol-português) parte da perspectiva de que o ato tradutório é algo que transcende a simples aplicação da intuição do tradutor, sendo necessária uma preparação específica para tal fim, a qual foi apresentada por meio de uma atividade preparada especificamente para o laboratório, mostrando que “para traduzir com fundamento científico, é preciso passar por uma etapa de constituição de saberes específicos que desvelem como os processos tradutórios se caracterizam, favorecendo a aquisição de estratégias próprias para a produção de cada tradução.” (p. 12)</p>
		<p>Desse modo, partindo das considerações de <xref ref-type="bibr" rid="B5">Hurtado Albir (1999</xref>) sobre a tradução de textos literários e suas diferentes finalidades, considerando o destinatário da tradução, seu <italic>status</italic> textual e o tipo de encargo tradutório, o laboratório optou por trabalhar com a tradução subsidiária ou complementar do tipo tradução didática, tendo em vista que a prática tradutória ocorreu dentro de sala de aula e possuiu objetivos didáticos.</p>
		<p>Sendo assim, ancorados pela Teoria Funcionalista da Tradução de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Reiss e Vermeer (1996</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B6">Nord (2012</xref>), o laboratório exigiu de seus integrantes que “cada texto meta resultante desses processos translativos deveria prestar-se para ser incorporado a um material pedagógico.” (p. 13) Além do mais, visando uma tomada mais consciente de decisões tradutórias, o laboratório apoiou-se nos resultados de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alves (2010</xref>) sobre a formação de tradutores, o qual concluiu, de maneira resumida, que o conhecimento das diferentes etapas cognitivas do processo tradutório, um maior grau de conscientização do tradutor, uma monitoração mais consciente do processo tradutório e uma consciência tradutória mais delimitada, acabam por resultar em uma tradução de melhor qualidade.</p>
		<p>No primeiro capítulo, <italic>Conduzindo ao cenário alguns pontos de vista em torno da tradução, da leitura e da reescrita</italic>, inicialmente, os autores fazem um panorama acerca de aspectos teóricos relativos à tradução. Desde o século XVI, com os princípios tradutórios considerados por Dolet (1509-1546); passando pelo século XVII, em que havia uma tendência na tradução que exaltava os estilos linguísticos perpetuados na Antiguidade; atravessando o século XVIII, com o Iluminismo, cujas perspectivas tradutórias vigentes tinham como foco a compreensão do leitor da versão traduzida; chegando ao século XIX, em que os ideais da tradução visavam o conhecimento de novas culturas a partir da leitura de textos traduzidos; por fim, adentrando o século XX, quando Holmes, na década de setenta, buscou a constituição da disciplina de Estudos da Tradução, a qual, aos poucos, encontrou seu lugar dentro dos Estudos da Linguagem.</p>
		<p>Continuando a cronologia, no século XXI, ocorre uma diversificação dos paradigmas da tradução, principalmente no que concerne ao conceito de equivalência tradutória. Destarte, há a conscientização de que “os sentidos emulados nos textos traduzidos nunca serão os mesmos evocados nos textos originais” (p. 21), extinguindo-se assim a ideia da tradução perfeita, pois cada tradução “sempre é fruto de uma das possíveis leituras de um texto, realizada por um leitor que pode estar mais ou menos implicado no processo de produção de sentidos do texto que lê, e ao mesmo tempo, mais ou menos implicado no processo de tradução desse texto” (p. 21).</p>
		<p>Dessa forma, são abordadas as concepções de leitura e de escrita que embasaram o fazer tradutório dos tradutores em formação. Com isso, os autores apontam que um elemento fundamental para a tradução é a leitura do texto de partida. A leitura faz-se essencial tanto na língua materna quanto na língua estrangeira, uma vez que “é um processo interpretativo da linguagem escrita, para compreender bem um texto, também é preciso contextualizar e colocar num cenário o que está sendo lido” (p. 23). Além do mais, ao se tratar de leitura em língua estrangeira, discute-se a necessidade de o leitor se transportar para o contexto e para a cultura da língua a que está se remetendo, visando uma tradução que seja coerente partindo do texto base.</p>
		<p>No capítulo subsequente, <italic>Conduzindo ao cenário onze conceitos da Teoria Funcionalista da Tradução</italic>, encontra-se uma breve discussão acerca da Teoria Funcionalista da Tradução. Partindo da concepção de que “a função comunicativa é o fundamento sobre o qual sustentar todo e qualquer processo translativo” (p. 31), a teoria vem sendo bem recebida por estudiosos da Tradução, pois contribui com a diminuição da problemática que surge ao tratar-se da fidelidade da tradução para com o texto de chegada, já que tal teoria proporciona maior autonomia para que o tradutor busque solucionar carências na interpretação do texto por parte dos destinatários/receptores do texto traduzido, não a partir de sua intuição, mas a partir da função comunicativa predefinida para cada processo tradutório.</p>
		<p>Com base nessa rápida explicação sobre a base da teoria de tradução utilizada no laboratório, os autores analisam onze conceitos imprescindíveis da Teoria Funcionalista da Tradução, visando que o leitor se familiarize com a terminologia utilizada por <xref ref-type="bibr" rid="B7">Reiss e Vermeer (1996</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B6">Nord (2012</xref>). Os conceitos descritos são listados a seguir: (1) texto base; (2) texto meta/tradução; (3) autor/produtor do texto base; (4) emissor/redator/iniciador do texto base; (5) sumário/encargo de tradução; (6) leitor natural/incidental; (7) destinatário/receptor do texto base/leitor-tradutor; (8) destinatário/receptor do texto meta; (9) autor/produtor do texto meta/tradutor; (10) lealdade; (11) <italic>skopos</italic> (escopo). Após a definição desses conceitos, os autores abordam que tal estratégia buscou subsidiar a prática tradutória que ocorreu posteriormente no laboratório, unindo o estudo da teoria e sua efetivação na prática de tradução.</p>
		<p>Diante desse cenário, o capítulo três, <italic>Conduzindo ao cenário algumas questões referentes à Tradução e à Paratradução</italic>, coloca em discussão as relações existentes entre os paratextos, articulados por <xref ref-type="bibr" rid="B4">Genette (1987</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">2009</xref>) e a paratradução problematizada por <xref ref-type="bibr" rid="B8">Yuste Frías (2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">2014</xref>). Dessa forma, é importante estabelecer que a paratradução está intrinsecamente relacionada aos paratextos e às suas funções na tradução. Sendo assim, além de exemplificar os tipos de paratextos existentes, os autores realizam neste capítulo uma análise paratextual dos textos base para a tradução dos alunos, e mostram a relevância da paratradução, e de uma leitura crítica e atenta dos paratextos, para que a tradução seja capaz de conduzir “à leitura e à recepção do texto traduzido na cultura de chegada” (p. 47). A partir de toda a base teórica levantada nos três primeiros capítulos da obra, o quarto capítulo <italic>Conduzindo um texto dialogado (conversação) de um cenário a outro</italic>, mostra o passo a passo utilizado na tradução de um texto dialogado. Para isso, elucida e analisa a atividade que foi desenvolvida no laboratório de tradução por parte da equipe de tradutores em formação. Na análise, os autores exemplificam e discutem a necessidade de se elencar os “aspectos extratextuais do texto objeto de tradução” (p. 58), bem como “alguns aspectos intratextuais do texto objeto da tradução” (p. 61), para que assim seja possível discutir a tradução do texto em questão, ou, nas palavras dos autores “levar o texto de um cenário a outro” (p. 66). Sendo assim, ao ser esmiuçado como levaram um texto dialogado de um cenário a outro, os autores separam a análise em unidades de tradução, enumeradas de 1 a 12, uma estratégia didática que propicia ao leitor do capítulo uma melhor compreensão do texto, pois cada unidade de tradução diz respeito a uma peculiaridade/dificuldade que foi encontrada pelos tradutores no decorrer de suas traduções e que, possivelmente faz parte do cotidiano da grande maioria dos tradutores nos dias atuais. Além disso, é o momento em que são postas as escolhas e as reflexões realizadas pelo grupo e que foram pautadas nas teorias de tradução estudadas anteriormente, justificadas para esse fim.</p>
		<p>Concluindo o capítulo, são abordadas as principais dificuldades encontradas na tradução do texto dialogado, as quais versaram principalmente sobre a tradução de expressões idiomáticas e sobre a preocupação em manter, na tradução, o tom informal e descontraído presentes no original. No mais, os tradutores encontraram obstáculos para incluir aspectos históricos e culturais presentes no texto base, visando a contextualização desses aspectos para a tradução ao português brasileiro, o que foi discutido no decorrer das análises.</p>
		<p>No próximo capítulo, <italic>Conduzindo um texto narrativo (conto) de um cenário a outro</italic>, os autores analisam a tradução de um texto do tipo narrativo realizada no laboratório. Inicialmente são explorados os pormenores que constituem o gênero conto, sua estrutura, os tipos de discurso que o compõem e as demais características intrínsecas à constituição desse gênero (tempo, espaço, narrador e personagens). Diante disso, foi realizada uma interpretação da narrativa, abordando minuciosamente o enredo do conto, a fim de que se inicie o processo de análise das unidades de tradução.</p>
		<p>Neste capítulo foram analisadas 21 unidades de tradução que versavam, principalmente, sobre as escolhas dos tradutores com relação à tradução de falsos amigos semânticos e de expressões idiomáticas que faziam parte do conto analisado. Visando uma escolha mais coerente com relação ao emprego dos termos no texto meta, os integrantes do laboratório de tradução utilizaram três dicionários de falsos amigos português x espanhol, a fim de contrastar os verbetes pesquisados, elencando as opções apresentadas em ambos os dicionários e qual destas opções era a mais coerente mediante o contexto empregado no texto base.</p>
		<p>Durante a pesquisa, notou-se que os verbetes, e, por conseguinte, os dicionários, não corresponderam 100% entre si. Também é importante destacar que tais dicionários, em alguns casos, e não de maneira ordenada, não apresentavam o verbete desejado. Outras vezes, somente um dos dicionários apresentava uma definição, o que dificultava a análise dos participantes do laboratório para com o significado do termo apresentado.</p>
		<p>Além do mais, cabe aqui apontar que durante a pesquisa, muitos dicionários <italic>on-line,</italic> monolíngues e bilíngues, e <italic>sites</italic> da internet foram consultados a fim de elucidar essa problemática da tradução. Por isso, é importante ressaltar aqui a importância da utilização de obras lexicográficas, em suas mais variadas formas, em especial às de falsos amigos, como uma medida necessária no ato tradutório. Com efeito, tal comentário se reforça ao trazer à tona a informação de que “fazendo um cálculo aproximado, pode-se afirmar que, no conjunto, os dicionários de falsos amigos trouxeram informação suficiente para quase 70% das ocorrências” (p. 141).</p>
		<p>Chegando ao último capítulo, <italic>Conduzindo um texto argumentativo (debate público) de um cenário a outro: agora o tradutor é você!</italic>, o livro passa a ter um caráter ainda mais didático para com o leitor ao apresentar uma atividade de tradução, que pode ser realizada em suas páginas, e depois ser comparada com a tradução realizada no laboratório que está exposta nas páginas seguintes.</p>
		<p>Antes de mais nada, é importante tratar do texto oferecido para tradução e que também é analisado no capítulo, o debate público. Os autores trazem referências para discutir o gênero debate, apresentando suas características essenciais. Contudo, o debate público abordado, é um texto literário, poético, com sonoridade e rimas e, por isso, merece atenção especial dos tradutores para com a finalidade da tradução e a função comunicativa resguardada a esse gênero textual.</p>
		<p>Desse modo, os autores destacam dois elementos fundamentais para a tradução de textos poéticos, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bergmann e Lisboa (2008</xref>): “1. a precisão de preservar a forma de apresentação do poema; [...] 2. a necessidade de manter sempre que possível, a sonoridade, matéria do jogo poético por excelência” (p. 163), ressaltando que o exercício de tradução que segue esta descrição é uma oportunidade para que o leitor coloque tais estratégias em ação.</p>
		<p>Após o exercício de tradução, os autores apresentam uma tradução comentada do debate público e situam a relevância de se manter, no caso de um texto poético, os aspectos referentes à rima e ao ritmo no texto meta. Dessa forma, separado em 11 unidades de tradução, para fins de análise, vêm sendo justificada as escolhas tradutórias que foram pautadas nas características do gênero textual em questão e na função comunicativa do texto, a partir dos pressupostos da Teoria Funcionalista da Tradução.</p>
		<p>Concluindo o capítulo, os autores mencionam que a tradução comentada oferecida é somente uma sugestão, a qual objetiva que o leitor, após concluir sua própria tradução, seja capaz de analisar e refletir sobre suas escolhas tradutórias a partir de uma tradução que teve como ponto de partida o mesmo texto base. Sendo assim, é justificado que não há tradução perfeita, fazendo com que o leitor do texto conclua que não existe somente uma maneira de se traduzir um mesmo texto, e que tal fato decorre das infinitas possibilidades lexicais que constituem as línguas.</p>
		<p><italic>De um cenário a outro: os bastidores de um laboratório de tradução</italic> visa ampliar o número de obras dedicadas aos Estudos da Tradução no Brasil. Os textos são considerações e reflexões sobre os processos tradutórios dos mais diferentes gêneros textuais no par linguístico português-espanhol, pautados pela Teoria Funcionalista da Tradução. Além do mais, a partir da execução de todas as atividades tradutórias descritas anteriormente no laboratório de tradução, é possível observar a aplicabilidade desse tipo de trabalho como um recurso metodológico que pode ser utilizado em sala de aula, unindo teoria e prática, influenciando positivamente o processo de formação de tradutores, de professores de línguas estrangeiras e, até mesmo, de alunos de línguas.</p>
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			<title>Referências</title>
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				<mixed-citation>ALVES, F. Unidades de tradução: o que são e como operá-las. In: PAGANO, A.; MAGALHÃES, C.; ALVES, F. (Org.). Traduzir com autonomia: estratégias para o tradutor em formação. São Paulo: Contexto, 2010. p.113-128.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>BERGMAN, J. C. F.; LISBOA, M. F. A. Teoria e prática de tradução. Curitiba: Ibpex, 2008.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>GENETTE, G. Paratextos editoriais. Trad. Álvaro Faleiros. Cotia: Ateliê, 2009.</mixed-citation>
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