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				<journal-title>Revista de Tradução e Terminologia</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Revista de Tradução e Terminologia</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">2317-9511</issn>
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				<publisher-name>Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.2317-9511.v37i0p430-459</article-id>
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					<subject>Articles</subject>
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				<article-title>Sobre a busca por equivalentes funcionais em um <italic>corpus</italic> comparável português-inglês de críticas gastronômicas</article-title>
				<article-title xml:lang="en">On the search for functional equivalents in a comparable Portuguese-English corpus of restaurant reviews</article-title>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0002-1878-7548</contrib-id>
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						<surname>Rebechi</surname>
						<given-names>Rozane R.</given-names>
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						<surname>Schabbach</surname>
						<given-names>Giulia Rotava</given-names>
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						<surname>Freitag</surname>
						<given-names>Patrícia Helena</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff3"><sup>***</sup></xref>
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				<label>*</label>
				<institution content-type="orgdiv1">Instituto de Letras</institution>
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				<institution content-type="original">Docente do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: rozane.rebechi@ufrgs.br.</institution>
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				<label>**</label>
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				<label>***</label>
				<institution content-type="orgdiv1">Programa de Pós-Graduação em Letras</institution>
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				<institution content-type="original">Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: patriciafreitag@gmail.com.</institution>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>O objetivo deste artigo é apresentar a metodologia adotada na busca de equivalentes para os termos e fraseologias que compõem um glossário bilíngue português-inglês de críticas gastronômicas. As traduções de textos culinários muitas vezes revelam apagamento de elementos culturais e perda de convencionalidade, possivelmente devido à escassez de obras de referência na área. Para auxiliar tradutores e redatores a produzirem textos que levem em conta a naturalidade e as diferenças entre línguas e culturas, compilamos um <italic>corpus</italic> comparável português brasileiro-inglês estadunidense de críticas gastronômicas e fizemos um levantamento de termos funcionalmente equivalentes. Apoiamo-nos nos pressupostos da Linguística de <italic>Corpus</italic> e da Teoria Funcionalista da Tradução. As análises quantitativa e qualitativa mostraram que, em diferentes graus nos dois idiomas, esse gênero textual faz uso expressivo de linguagem metafórica e idiomática na descrição de serviços, ambientes e pratos.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This paper aims to present the methodology used to search for functional equivalents of terms and clusters comprising a Portuguese-English glossary of restaurant reviews. The translation of culinary texts frequently disregards cultural markers and conventionalities, perhaps due to the scarcity of reference works in this field. In order to help translators and writers take into consideration fluency and the differences in languages and cultures, we compiled a comparable corpus of restaurant reviews and retrieved terms which are functionally equivalent in both languages. Corpus linguistics and the Functionalist Approach to Translation underlie our study. From the quantitative and the qualitative analyses, we learned that this textual genre makes significant use of metaphoric and idiomatic language in the descriptions of service, ambience and food, although to different degrees in the two languages.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Crítica gastronômica</kwd>
				<kwd>Terminologia</kwd>
				<kwd>Tradução</kwd>
				<kwd>Linguística de <italic>Corpus</italic></kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Restaurant review</kwd>
				<kwd>Terminology</kwd>
				<kwd>Translation</kwd>
				<kwd>Corpus Linguistics</kwd>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>1. Introdução</title>
			<p>A culinária é um tema recorrente em blogs, livros, revistas e programas de TV, mas não desfruta de semelhante <italic>status</italic> no ambiente acadêmico. Afinal, o tema foi por muito tempo considerado inferior se comparado à literatura e a outras artes (<xref ref-type="bibr" rid="B10">CAPATTI, MONTANARI 1999</xref>). Contudo, esse quadro está passando por mudanças consideráveis nas últimas décadas, o que pode ser comprovado por pesquisas como as de <xref ref-type="bibr" rid="B16">Gerhardt et al. (2013</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B18">Jurafsky (2014</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B38">Tigner e Carruth (2017</xref>), que abordam a culinária pelo viés científico.</p>
			<p>Com a globalização, as pessoas passaram a ter acesso a conteúdos criados em todo o mundo e, por isso, espera-se que textos culinários - críticas gastronômicas, receitas, cardápios etc. - também sejam constantemente traduzidos de uma língua para outra. Diante dessa demanda, não surpreende o aumento do interesse em analisar o tema do ponto de vista da tradução e da terminologia bilíngue (<xref ref-type="bibr" rid="B36">TEIXEIRA 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">REBECHI 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">REBECHI, MOURA 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">TEMMERMAN, DUBOIS 2017</xref>).</p>
			<p>Com fins tradutórios, e por meio de uma metodologia empírica respaldada pela Linguística de <italic>Corpus</italic> (LC) (<xref ref-type="bibr" rid="B22">MCENERY, HARDIE 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">BOWKER, PEARSON 2002</xref>), este artigo visa descrever a compilação, o processamento e a análise de um <italic>corpus</italic> comparável composto por críticas gastronômicas escritas originalmente em português brasileiro e em inglês estadunidense, tendo, como produto final, um glossário de livre acesso que auxilie tradutores e redatores da área na produção de textos culinários convencionais (<xref ref-type="bibr" rid="B25">NORD 2012</xref>), especialmente críticas e resenhas gastronômicas e cardápios, que fluam com naturalidade na língua inglesa, respeitando-se as especificidades do gênero na língua de chegada. Nesse glossário, o verbete é composto essencialmente de entrada em português e um ou mais equivalentes em inglês, seguidos de exemplo de uso autêntico extraído do <italic>corpus</italic>. Quando julgado necessário, incluímos definições e comentários que ajudem o consulente no tratamento das diferenças culturais.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2. Crítica gastronômica como gênero textual</title>
			<p>O estudo de gêneros textuais não é recente. Impulsionadas por <xref ref-type="bibr" rid="B34">Swales (1990</xref>), pesquisas sobre o texto acadêmico permeiam trabalhos como os de <xref ref-type="bibr" rid="B5">Biber et al. (2004</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B6">Biber e Barbieri (2007)</xref>, apenas para citar alguns autores que se utilizam de ferramentas de <italic>corpus</italic> em suas análises. Observa-se, portanto, certa predileção pelo estudo de gêneros de maior prestígio. Em relação aos textos dedicados à síntese e avaliação de obras ou produtos, percebemos certo movimento em relação à resenha de livros e artigos científicos, talvez como consequência do vínculo direto com o mundo do conhecimento e das pesquisas. Trabalhos como o de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Ruiz e Faria (2012</xref>), que trata da intertextualidade observada no gênero acadêmico, e o de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Junqueira (2013</xref>), que examina padrões retóricos interculturais em resenhas de livros de Linguística Aplicada escritos em inglês e em português brasileiro, demonstram interesse em questões de linguagem e cultura presentes em textos científicos. Já em relação à análise de críticas gastronômicas e de softwares, por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B8">Blank (2007</xref>) afirma que a escassa literatura tende a se limitar ao impacto das avaliações nas vendas de produtos e serviços. Com foco nas avaliações de softwares e restaurantes, o autor inova ao propor uma análise textual com viés sociológico, e, portanto, suas observações permeiam diversas etapas de nossa pesquisa.</p>
			<p>Definidas por <xref ref-type="bibr" rid="B8">Blank (2007</xref>: 7) como “[…] resumos e avaliações públicas que ajudam os leitores a escolher, compreender ou apreciar produtos ou espetáculos”<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>, <xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>, as críticas não só sintetizam as características de determinada mercadoria ou serviço, mas também avaliam se as expectativas do público são atingidas. Em outras palavras, segundo esse autor, a resenha crítica responde a duas perguntas: “O que é?” e “É bom?” (<xref ref-type="bibr" rid="B8">BLANK 2007</xref>: 7). Naturalmente, a observação do crítico não pressupõe consenso, já que determinada mercadoria ou serviço pode ser positivamente avaliada por um, e criticada por outro. Além disso, “[a]s críticas são produzidas por instituições com memórias institucionais e conjuntos de procedimentos operacionais padrão”<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B8">BLANK 2007</xref>), e esse processo de produção também pode interferir no conteúdo de textos desse gênero. Ainda assim, a influência da crítica sobre o público é grande ao ponto de alçar um estabelecimento ou produto à fama ou destruir sua imagem, atuando, portanto, sobre o lucro e a reputação das empresas.</p>
			<p>No que tange à gastronomia, a influência do crítico foi imortalizada em diversos filmes. <italic>Ratatouille</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B7">BIRD 2007</xref>), por exemplo, narra a história do ratinho cozinheiro Rémy, que recebe aparições de Auguste Gusteau, chef que teria morrido após receber uma dura crítica de Anton Ego. Infelizmente, esse drama não se restringe à ficção. Críticas negativas, ou o receio delas, têm impacto na vida real, como no caso do perfeccionista Bernard Loiseau, que se suicidou após receber avaliações negativas do seu estrelado restaurante francês <italic>La Côte d’Or</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ADLER 2003</xref>). Mas, para exercer tamanha influência, o crítico precisa ter credibilidade.</p>
			<p>Diante da infinidade de meios que divulgam opiniões de usuários, sendo o site <italic>TripAdvisor</italic> o maior repositório de <italic>feedback</italic> sobre restaurantes, hotéis e outros conteúdos relacionados ao turismo, poderíamos questionar o que ainda leva os periódicos a publicar avaliações desses estabelecimentos. <xref ref-type="bibr" rid="B8">Blank (2007</xref>) explica que esse gênero textual atrai a atenção daqueles que não confiam no julgamento de amigos, vendedores ou anúncios na hora de escolher entre diferentes ofertas de produtos e serviços, e que buscam avaliações objetivas e convincentes, escritas por especialistas da área em questão.</p>
			<p>Apesar de os críticos especializados usarem estilos próprios nos textos que redigem, além de respeitarem as normas das publicações para as quais escrevem - sendo o limite de palavras apenas uma delas -, alguns traços permeiam seus relatos, que se caracterizam por apresentar ao leitor “[...] as complexidades e nuances do produto sob avaliação”<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B8">BLANK 2007</xref>: 30). No que tange às críticas gastronômicas, os avaliadores focam basicamente três aspectos: alimento (comida e bebida), ambiente e serviço (<xref ref-type="bibr" rid="B33">SCHIRA 2015</xref>). Além de explicitar sua impressão em relação a esses elementos, o especialista apresenta argumentos que justificam seu parecer. Portanto, às perguntas “O que é?” e “É bom?”, poderíamos acrescentar uma terceira: “Por quê?”. E essas perguntas podem ser respondidas de formas bastante distintas em cada língua e cultura, resultando inclusive em grande diferença na extensão dos textos, como veremos na seção 4.1 deste artigo.</p>
			<p>Um olhar mais atento às críticas gastronômicas em português e em inglês revelou diferenças que extrapolam questões terminológicas nas duas línguas. Primeiro, evidenciou-se maior variedade lexical em língua inglesa do que em português na avaliação dos elementos que permeiam a crítica. Segundo, o uso de metáforas e idiomatismos, recurso frequentemente observado nesse gênero textual, também se mostrou mais recorrente nos textos em inglês, os quais empregam um estilo semelhante ao da crônica (<xref ref-type="bibr" rid="B27">PUDLOWSKI 2012</xref>), conforme ilustrado pelo excerto abaixo, extraído de uma crítica publicada no jornal <italic>The New York Times</italic><xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> de um restaurante chinês que serve <italic>dim sum</italic>:</p>
			<disp-quote>
				<p><italic>Every day hundreds of [little piggies] are wheeled around a dining room that would dwarf some nations’ airports. It’s a wonder that any make it, unsnatched, to the far side, but somehow the dim-sum cart ladies manage it, like Jesus multiplying the loaves and fishes…</italic><xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B23">NAGLE 2019</xref>)</p>
			</disp-quote>
			<p>Apesar de guardarem características prototípicas do gênero textual ao qual pertencem, as críticas gastronômicas em línguas e culturas distintas revelam diferenças que devem ser levadas em consideração na tradução.</p>
			<p>Como expomos nesta seção, a crítica, e mais especificamente a crítica gastronômica, é um gênero textual usado para fins culturais e sociais específicos. Devido a essa especificidade, esses textos naturalmente abarcam um conjunto de termos e fraseologias único, o que justifica a elaboração e manutenção de obras terminológicas de referência. Na próxima seção, apresentamos considerações teóricas que guiaram a elaboração do nosso glossário.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3. Tradução funcional de textos gastronômicos: terminologia em contexto</title>
			<p>No par de línguas português-inglês, materiais especializados abrangentes e confiáveis na área da culinária ainda são escassos. Agravada pelo fato de ser constantemente relegada a amadores, a tarefa de traduzir e redigir textos gastronômicos em língua inglesa revela falta de padronização na escolha dos equivalentes de referências culturais, ausência de naturalidade, definições inconsistentes, descaracterização de elementos culturais e até mesmo erros grosseiros, que, obviamente, prejudicam a compreensão do leitor (<xref ref-type="bibr" rid="B28">REBECHI 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">REBECHI, TAGNIN 2020</xref>). Como qualquer ato tradutório, a tradução de textos especializados vai muito além da questão da transposição de códigos de uma língua para outra, e envolve diversas variáveis, que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Azenha (1999</xref>: 22), “[...] estão intimamente ligadas a uma realidade histórico-cultural e são condicionadas por normas sociais e de uso linguístico, sujeitas a constantes alterações nas diferentes comunidades, em diferentes momentos de tempo”.</p>
			<p>Ainda que constantemente atualizados e providos de exemplos contextualizados, dicionários de língua geral, assim como glossários especializados, não conseguem atender à grande quantidade de novos conceitos que a globalização, impulsionada pela internet, transporta de uma língua e cultura para outra. Por ser rica em marcadores culturais, a culinária apresenta muitos desafios para o tradutor. E muito além da <italic>fidelidade</italic> à equivalência, o tradutor deve almejar a <italic>lealdade</italic> à função do texto de chegada e, consequentemente, ao seu público-alvo (<xref ref-type="bibr" rid="B26">NORD 2006</xref>).</p>
			<p>Naturalmente, há outras questões relativas à publicação da tradução que independem dos equivalentes sugeridos pela obra de referência. Por exemplo, a limitação de espaço e a adequação ao público-alvo do periódico também terão impacto no texto. Contudo, um glossário que objetive auxiliar o tradutor na produção de um texto que funcione na língua de chegada de forma tão adequada quanto o texto de partida funcionou com seu público-alvo (<xref ref-type="bibr" rid="B25">NORD 2012</xref>) deve considerar as convencionalidades do gênero textual nas diferentes línguas e culturas (<xref ref-type="bibr" rid="B35">TAGNIN 2013</xref>).</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B39">Tognini-Bonelli (2001)</xref>, para alcançar a equivalência, o primeiro passo é identificar unidades de significado funcionalmente completas na língua de origem e, em seguida, encontrar o padrão convencional que transmite o mesmo significado, ou o mais próximo possível, na língua de chegada. Como mencionamos na introdução, nosso glossário visa apresentar termos e fraseologias em português e seus equivalentes funcionais em inglês. Vale ressaltar que, não desconsiderando as diversas composições e nomeações de combinações frequentes de palavras - colocações, n-gramas, <italic>clusters</italic>, <italic>lexical bundles</italic> etc. -, nesta pesquisa, adotamos o termo <italic>fraseologia</italic> para designar coocorrências de palavras características das críticas gastronômicas com o intuito de simplificar a consulta à obra terminográfica. Para elaborar tal glossário, consideramos as questões sobre fidelidade, lealdade e convencionalidade, descritas nos parágrafos anteriores, e apoiamo-nos em uma análise pragmática, subjacente à LC. Na próxima seção, explicamos como a LC orientou o procedimento de levantamento de termos e fraseologias e de busca por equivalentes funcionais.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title><bold>4. Compilação e processamento semiautomático do <italic>corpus</italic> de estudo</bold></title>
			<p>A fim de levantarmos os termos e as fraseologias características das críticas gastronômicas em português, assim como seus equivalentes funcionais em língua inglesa, recorremos aos pressupostos da LC. Definida por McEnery e Hardie (2012: 1) como “[...] área que enfoca um conjunto de procedimentos ou métodos para o estudo da língua [...]”,<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref> a LC envolve a compilação e exploração de conjuntos de textos (<italic>corpora</italic>) coletados segundo critérios bem definidos e armazenados de forma que sejam processáveis por computador (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BERBER SARDINHA 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">BOWKER, PEARSON 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">TAGNIN 2013</xref>; entre outros). Uma metodologia baseada em LC possibilita a pesquisa em textos autênticos da área de interesse, a análise de grandes quantidades de dados, o levantamento automático de candidatos a termos e seus colocados, assim como combinações recorrentes (<italic>clusters</italic>), além de facilitar a busca por equivalentes convencionais em diferentes áreas de especialidade. Todos esses dados, levantados com a ajuda de uma ferramenta computacional, são posteriormente validados (ou não) pelo pesquisador, ou seja, pressupõe-se uma análise semiautomática.</p>
			<sec>
				<title><bold>4.1 O <italic>corpus</italic> de estudo: coleta</bold></title>
				<p>Em relação a textos que fornecem informações sobre restaurantes e estabelecimentos afins, podemos distinguir dois tipos: aqueles que se limitam aos dados factuais, como tipo de comida servida, horário de funcionamento, faixa de preço, localização, forma de pagamento etc. - conhecidos no meio jornalístico como <italic>resenhas</italic> -, e aqueles que, além dessas informações, apresentam uma avaliação, em diferentes níveis de detalhamento, com foco na comida, no ambiente e no serviço - denominados resenhas críticas ou críticas gastronômicas. Nesta pesquisa, utilizaremos a denominação crítica gastronômica, a fim de evitar confusão entre os termos.</p>
				<p>Normalmente encontrados em revistas e jornais, impressos ou on-line, as críticas, quando avaliam restaurantes e estabelecimentos afins, compreendem o relato da experiência vivida pelo crítico gastronômico, que apresenta argumentos para justificar sua impressão e, muitas vezes, atribui uma nota ou conceito ao local. Esse gênero textual norteou a construção do <italic>corpus</italic> de estudo.</p>
				<p>Para a elaboração do glossário, foi compilado um <italic>corpus</italic> comparável português-inglês de críticas gastronômicas extraídas de jornais e revistas disponíveis on-line. Partimos da compilação das críticas em português, realizada entre outubro de 2016 e fevereiro de 2017. Durante esse período, constatamos a dificuldade de coletar textos desse gênero em português brasileiro. Inicialmente, privilegiamos as críticas publicadas em jornais e revistas de grande tiragem, escritas por críticos gastronômicos. Avaliações de usuários, como aquelas que compõem o site <italic>TripAdvisor</italic>, podem servir para pesquisas acadêmicas, conforme observado em <xref ref-type="bibr" rid="B15">Fuchs (2018</xref>), que analisou avaliações de hotéis publicadas por hóspedes nesse site. Mas, considerando a questão da credibilidade discutida acima, optamos por, ao menos a princípio, priorizar as avaliações de restaurantes assinadas por profissionais da área.</p>
				<p>Essa busca nos levou aos jornais <italic>O Globo</italic>, <italic>A Folha de São Paulo</italic>, <italic>O Estado de São Paulo</italic>, <italic>Jornal Estado de Minas</italic> e <italic>Super Notícia</italic>, além das revistas <italic>Prazeres da Mesa</italic> e <italic>Veja</italic> (Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília). Notamos, contudo, que, além de limitarem o número de acessos a não assinantes, esses periódicos nem sempre publicam críticas gastronômicas de forma regular. Ao longo do período destinado para a coleta, observamos que não seria possível chegar a um número de palavras considerado adequado para os fins da pesquisa, que almeja a identificação de padrões linguísticos. Por isso, decidimos incluir também avaliações publicadas no jornal <italic>Zero Hora</italic> e produzidas pelo <italic>Destemperados</italic>, um coletivo de 100 amantes da gastronomia que relatam suas experiências gastronômicas. Assim, para a construção do <italic>subcorpus</italic> em português rompemos com o critério previamente estabelecido - o de utilizar apenas críticas de especialistas -, e replicamos a decisão na coleta do <italic>subcorpus</italic> em inglês, a fim de mantermos o balanceamento do <italic>corpus</italic> comparável.</p>
				<p>Já a montagem do <italic>subcorpus</italic> em inglês não implicou grandes dificuldades. Vários são os jornais de grande tiragem que publicam críticas gastronômicas e permitem maior acesso a elas. Para o <italic>subcorpus</italic> em inglês, portanto, pudemos incluir críticas publicadas em jornais de diferentes regiões dos Estados Unidos - <italic>Chicago Tribune</italic>, <italic>Detroit Free Press</italic>, <italic>Dallas News</italic>, <italic>Houston Chronicle</italic>, <italic>Los Angeles Times</italic>, <italic>The Miami Herald</italic>, <italic>The Washington Post</italic> e <italic>The New York Times</italic>. E, com a finalidade de equilibrar os dois <italic>subcorpora</italic>, incluímos, também, avaliações assinadas pelo <italic>CT Bites</italic>, um grupo estadunidense que atua de modo semelhante ao brasileiro <italic>Destemperados</italic>. A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> resume o <italic>corpus</italic> de estudo:</p>
				<p>
					<table-wrap id="t1">
						<label>Tabela 1:</label>
						<caption>
							<title>Tamanho do corpus de estudo.</title>
						</caption>
						<table>
							<colgroup>
								<col span="2"/>
								<col span="2"/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="left" colspan="2"><bold>
 <italic>Subcorpus</italic> de críticas em português</bold></th>
									<th align="left" colspan="2"><bold>
 <italic>Subcorpus</italic> de críticas em inglês</bold></th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="left">Nº de textos</td>
									<td align="left">Nº palavras (<italic>tokens</italic>)</td>
									<td align="left">Nº de textos</td>
									<td align="left">Nº palavras (<italic>tokens</italic>)</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="left">834</td>
									<td align="left">334.625</td>
									<td align="left">338</td>
									<td align="left">335.053</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN1">
								<p>Fonte: Autoria nossa.</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Para atingir um número semelhante de palavras em ambos os <italic>subcorpora</italic>, o <italic>subcorpus</italic> em português demandou mais do que o dobro dos textos em inglês norte-americano. Essa diferença entre as duas línguas e culturas não está restrita ao gênero crítica gastronômica, mas corrobora as considerações de <xref ref-type="bibr" rid="B30">Rebechi e Moura (2018</xref>), que analisam obituários, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Fuchs (2018</xref>), que compara avaliações de hotéis por brasileiros e estadunidenses, e <xref ref-type="bibr" rid="B24">Navarro (2011</xref>), em sua investigação de sites de hotéis no Brasil e nos Estados Unidos.</p>
				<p>Retomando o conceito de <italic>contexting</italic> do antropólogo Edward Hall, <xref ref-type="bibr" rid="B19">Katan (1999</xref>: 177) sugere que “[...] indivíduos, grupos e culturas (e em diferentes momentos) possuem prioridades divergentes no que tange à quantidade de informação (texto) necessária a ser explicitada para que a comunicação seja bem-sucedida”.<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> É denominada <italic>high context</italic> a cultura que, durante a comunicação, apoia-se em grande medida no conhecimento compartilhado pelo grupo; já em uma cultura <italic>low context</italic>, supõe-se que o senso comum seja insuficiente para garantir a comunicação, demandando maior explicitação.</p>
				<p>Apesar de ser relativamente pequeno, se comparado a <italic>corpora</italic> de bilhões de palavras com propósitos lexicográficos, como, por exemplo, o <italic>Corpus of Contemporary American English</italic> (COCA)<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref> e o <italic>Corpus do Português</italic><xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref>, nosso <italic>corpus</italic> de estudo, devido a sua especificidade, mostrou-se adequado para a construção do glossário português-inglês de termos e fraseologias características de críticas gastronômicas. Contanto que tenham sido construídos criteriosamente, levando-se em consideração o propósito da investigação, <italic>corpora</italic> (relativamente) pequenos permitem diversas pesquisas em diferentes áreas de especialidade. <xref ref-type="bibr" rid="B21">Koester (2010</xref>) aponta como uma das vantagens de pesquisas com <italic>corpora</italic> especializados pequenos o fato de o compilador e o analista serem, em geral, a mesma pessoa; portanto, nesses casos, o grau de familiaridade com o contexto tende a ser maior, permitindo que os dados quantitativos, revelados pela ferramenta de análise textual, sejam complementados por análise manual e qualitativa. Nesta pesquisa ficou comprovada essa vantagem, uma vez que as pesquisadoras têm familiaridade com o tema, quer seja adquirida com outras pesquisas realizadas com textos culinários, quer seja como leitoras assíduas de textos do gênero em questão.</p>
				<p>Após a compilação dos <italic>subcorpara</italic>, conforme descrito nesta seção, passamos para a etapa de levantamento das entradas dos verbetes. Essa etapa é descrita na próxima seção.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.2 Levantamento das entradas do glossário</title>
				<p>Utilizando a ferramenta <italic>Sketch Engine</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B20">KILGARRIFF <italic>et al.</italic> 2014</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref>, iniciamos a análise com o levantamento das palavras-chave<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref> simples e compostas do <italic>subcorpus</italic> em português. Como <italic>corpus</italic> de referência, selecionamos o <italic>Corpus Brasileiro</italic>, de língua geral, que contém mais de 800 milhões de palavras. Ajustamos a ferramenta para que considerasse como chave palavras e combinações que ocorressem pelo menos cinco vezes, a fim de evitarmos possíveis idiossincrasias de críticos ou periódicos. Também desconsideramos palavras-chave que recorreram em apenas uma das fontes.</p>
				<p>Optamos pela lematização do <italic>corpus</italic>; assim, as palavras-chave foram apresentadas em sua forma canônica, dicionarizada: os verbos aparecem no infinitivo e os substantivos e adjetivos, no masculino singular, exceto quando a maioria das ocorrências da palavra aparece em outra forma.</p>
				<p>A partir das listas de palavras-chave levantadas automaticamente pela ferramenta <italic>Sketch Engine</italic> - 4.688 em português<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref> -, procedemos à seleção manual daquelas que se tornariam entradas do glossário. Uma vez que a obra se limita a abarcar a terminologia característica de restaurantes em geral, e não culinárias específicas, nomes próprios e de pratos, bebidas e ingredientes foram manualmente excluídos. Após essa exclusão, os termos selecionados como entradas foram categorizados levando-se em consideração as características dos três principais elementos avaliados pelos críticos gastronômicos: comida, ambiente e serviço. Incluímos, também, uma quarta categoria, denominada <italic>outros</italic>, com termos e fraseologias relacionadas a localização, preço, formas de pagamento etc., conforme mostrado no <xref ref-type="fig" rid="f1">Quadro 1</xref>:</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Quadro 1:</label>
						<caption>
							<title>Categorização dos itens avaliados nas resenhas.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf1.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Autoria nossa.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>A seleção manual das palavras-chave resultou em 1.060 termos - simples e compostos - e fraseologias. Após essa seleção, passamos para a etapa de busca por equivalentes, descrita na próxima seção.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.3 A busca por equivalência</title>
				<p>A busca por equivalentes para as entradas em português do glossário se deu no <italic>subcorpus</italic> em inglês. Para isso, submetemos esse <italic>subcorpus</italic> ao mesmo processo de análise semiautomática do <italic>subcorpus</italic> em português, mas utilizando como <italic>corpus</italic> de referência o <italic>enTenTen</italic>, disponível no <italic>Sketch Engine</italic>. Como resultado desse processamento, obtivemos uma lista de 5.372 candidatos a termos e fraseologias em inglês.</p>
				<p>A partir da análise das palavras-chave constantes na lista em inglês, buscamos completar o campo <italic>equivalente</italic> de cada entrada em português. Essa etapa mostrou-se bastante trabalhosa, uma vez que, para nos certificarmos acerca da acepção de determinada palavra ou combinação de palavras no <italic>subcorpus</italic> em inglês, foi necessário fazer o levantamento das linhas de concordância, a fim de visualizarmos a palavra em seu contexto de uso. Tomemos como exemplo a palavra-chave <italic>courtesy</italic>. A princípio, acreditamos tratar-se de palavra cognata e possível equivalente da entrada <italic>cortesia (da casa)</italic>, termo utilizado para se referir à gratuidade de produtos como café, água, pão etc., proporcionada por alguns estabelecimentos. Para comprovar ou refutar essa hipótese, procedemos com o levantamento das linhas de concordância da palavra, conforme apresentado na <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 1</xref>, abaixo:</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figura 1:</label>
						<caption>
							<title>Linhas de concordância da palavra de busca courtesy.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf2.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Autoria nossa.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>As linhas de concordância mostram que, no <italic>subcorpus</italic> em inglês, a palavra de busca <italic>courtesy</italic>, seguida da preposição <italic>of</italic>, é utilizada (i) para dar crédito ao trabalho de alguém (linhas 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 13, 14 e 15) e (ii) para se referir ao sabor que determinado ingrediente imprime a uma receita (linhas 1, 2, 5, 6 e 12). Portanto, não se mostra adequada como equivalente funcional de <italic>cortesia</italic>, mas sim das fraseologias <italic>ficar por conta de</italic> e <italic>graças a</italic>, ao menos na segunda acepção (ii) identificada. Em relação a um possível equivalente em inglês para a entrada <italic>cortesia</italic>, não foi identificada contraparte no <italic>subcorpus</italic> em inglês. Apenas uma ocorrência de <italic>free</italic> nesse <italic>subcorpus</italic> resgata o sentido de gratuidade, e se refere ao uso de <italic>wi-fi</italic>. Naturalmente, não estamos afirmando que esse conceito seja inexistente em língua inglesa, apenas observamos que os estabelecimentos estadunidenses ou não oferecem alimentos ou bebidas gratuitamente, ou tal prática pode ser desconsiderada pelos críticos em suas avaliações<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref>. Acreditamos, contudo, que, em casos assim, além de propor um equivalente para o termo, já que esse diferencial pode ser relevante, por exemplo, para um turista estrangeiro em visita ao Brasil, devemos também informar sobre essa diferença cultural em forma de <italic>comentário</italic> para que o consulente decida se acrescenta a informação ou não, de acordo com a função do texto e o público-alvo que pretende atingir. Por isso, nesse e em outros casos de divergência cultural, incluímos um comentário sobre uso após o exemplo.</p>
				<p>Durante esse processo de busca por equivalentes, percebemos que foi necessário usar diferentes estratégias de tradução para garantir a equivalência funcional. Nas próximas subseções, detalharemos o processo de identificação de equivalentes que compõem o glossário.</p>
				<sec>
					<title>4.3.1 Tradução literal</title>
					<p>Entendida como a tradução mais próxima do texto de partida, mas prevendo rearranjos morfossintáticos (<xref ref-type="bibr" rid="B11">CHESTERMAN 1997</xref>), nesta pesquisa, entendemos a tradução literal como tradução <italic>prima facie</italic>, ou seja, estratégia tradutória que, sem comprometer a convencionalidade do texto de chegada, se aproxima da estrutura do texto de partida. A estratégia de tradução <italic>prima facie</italic> é bastante utilizada e funciona bem quando existe de fato uma tradução <italic>padrão</italic> ou saliente. Geralmente refere-se àquele equivalente que aparece em primeiro lugar nos dicionários bilíngues. Por isso a utilizamos para a recuperação em português de diversos termos e fraseologias, como <italic>almoço</italic> → <italic>lunch</italic>, <italic>enfeitado com</italic> → <italic>adorned with</italic> etc. No entanto, essa estratégia pode não funcionar quando um termo na língua de partida tem duas ou mais possibilidades de tradução de saliência similar, mas que guardam características distintas.</p>
					<p>Tomemos como exemplo o termo <italic>acompanhamento</italic>. A análise das linhas de concordância mostrou que, em português, a palavra pode se referir (i) ao alimento que acompanha o item principal do prato - por exemplo, as batatas servidas com o peixe; (ii) a outro prato que pode complementar o principal, mas que é pedido separadamente - uma porção de fritas para complementar o filé; e (iii) a pequenas porções (em geral em forma de molhos) que condimentam o elemento principal - vinagrete, mostarda, catchup etc. A análise do <italic>subcorpus</italic> em inglês revelou três possíveis equivalentes para esse termo, respectivamente, <italic>accompaniment</italic>, <italic>side dish</italic> e <italic>accoutrement</italic>. Dessa forma, abrimos três diferentes entradas para <italic>acompanhamento</italic>, cada uma com seu respectivo equivalente, além de uma explicação sobre as características do termo, de forma que o tradutor possa escolher qual melhor se aplica ao contexto em questão.</p>
					<p>Para manter a convencionalidade do gênero, nem sempre a tradução <italic>prima facie</italic> se mostra conveniente. Além disso, palavras cognatas podem ter significados distintos em duas línguas, ou não se adéquam aos textos do mesmo gênero nessas duas línguas. Vejamos um exemplo: entre as palavras-chave em português identificamos <italic>escoltar</italic>, verbo definido em dicionários de língua geral como “acompanhar oferecendo proteção (contra perigos)” e “Manter-se junto de, parado ou se movimentando; ACOMPANHAR” (<xref ref-type="bibr" rid="B2">AULETE DIGITAL 2019</xref>). No <italic>subcorpus</italic> em inglês, recorre o verbo cognato <italic>escort</italic>. A análise das linhas de concordância mostrou que, em críticas gastronômicas, esses termos não são usados com a mesma acepção nas duas línguas. <italic>Escort</italic> se refere ao ato de indicar a mesa ao cliente, já <italic>escoltar</italic> é utilizado para se referir ao(s) acompanhamento(s) do item principal do prato - “(carne) escoltada por (doze tipos de molhos)”, “(carpaccio) escoltado por (salada de rúcula)” etc., recuperado em inglês por <italic>served alongside</italic>, <italic>accessorized with</italic> e <italic>accompanied by/with</italic>.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>4.3.2 Tradução por transposição</title>
					<p>Definida como qualquer mudança de classe de palavra durante a tradução (<xref ref-type="bibr" rid="B11">CHESTERMAN 1997</xref>), a transposição ocorre porque as línguas têm modos de dizer diferentes; por exemplo, nem sempre um adjetivo na língua de partida poderá ser recuperado por um adjetivo na língua de chegada. Encontramos em nosso <italic>corpus</italic> termos e fraseologias em português cujos equivalentes funcionais são formados por estruturas gramaticais diferentes em inglês. Essas diferenças podem ocorrer porque uma das línguas não prevê determinada estrutura gramatical ou porque a estrutura gramatical usada em uma das línguas não é convencional na outra para aquele uso específico. Vejamos um exemplo: entre as palavras-chave em português observamos o sintagma <italic>puxado no (alho/azeite etc.)</italic> para se referir à presença marcante - e bem-vinda - do condimento ao elemento principal da receita. Semelhante estrutura não foi identificada em língua inglesa, que resgata o mesmo sentido com o acréscimo do sufixo <italic>-y</italic> ao substantivo, transformando-o em adjetivo - <italic>garlicky</italic>, <italic>oily</italic>, <italic>gingery</italic> etc.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>4.3.3 Tradução por idiomaticidade</title>
					<p>Durante a análise das palavras-chave nos dois <italic>subcorpora</italic>, identificamos recorrência de palavras sendo usadas em sentido figurado, na forma de metáforas e idiomatismos. Apresentar um detalhamento das diferenças e semelhanças entre os dois conceitos fugiria ao escopo deste artigo. Aliás, muitos pesquisadores têm se debruçado sobre essa tarefa, sem, contudo, conseguir estabelecer com propriedade seus limites e suas intersecções (ver, entre outros, <xref ref-type="bibr" rid="B12">CSERÉP 2008</xref>). Aqui, entendemos expressões idiomáticas e metafóricas como o uso de palavras e sintagmas apartadas de seu sentido literal que, motivadas por questões culturais, históricas, etimológicas etc., <italic>perdem</italic> a associação com seus referentes originais e <italic>ganham</italic> novo sentido de acordo com o contexto de uso (<xref ref-type="bibr" rid="B35">TAGNIN 2013</xref>). Sendo assim, essas expressões raramente conseguem recuperar o sentido em que foram utilizadas no texto de partida por meio de tradução literal, uma vez que línguas e culturas diferentes fazem analogias distintas entre o sentido literal e o figurado das palavras. Por exemplo, ao afirmar que determinado prato é o <italic>carro-chefe</italic> do estabelecimento, o crítico, conscientemente ou não, faz menção ao principal carro alegórico do desfile de uma escola de samba para se referir ao prato ou ingrediente emblemático do restaurante. O carnaval, contudo, não corresponde a uma expressão cultural tipicamente estadunidense a ponto de servir como analogia para recuperar esse sentido de importância, ao menos no que tange à linguagem da crítica gastronômica. Observamos, por meio da lista de palavras-chave em inglês, que a acepção equivalente é recuperada com expressões que remetem às artes cênicas, como <italic>x takes center stage</italic> e <italic>x is the star of the show</italic>.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>4.3.4 Tradução por paráfrase</title>
					<p>A estratégia da paráfrase é definida por <xref ref-type="bibr" rid="B11">Chesterman (1997</xref>) como resultado de uma tradução que prioriza o sentido pragmático, não os componentes semânticos das palavras. Por exemplo, muitas vezes um idiomatismo na língua de partida não pode ser recuperado por um idiomatismo na língua de chegada, ou vice-versa. A análise das palavras-chave nos dois idiomas apontou para um uso mais expressivo de linguagem figurada em inglês, possibilitando inclusive que fraseologias menos idiomáticas na língua de partida sejam recuperadas por idiomatismos em inglês, muito bem-vindos nesse gênero textual. É o caso, por exemplo, da expressão <italic>acertar em cheio</italic>, utilizada, entre outras, para elogiar o desempenho do cozinheiro. A análise dos termos compostos em inglês revelou que a expressão <italic>to knock * out (of) the (ball)park</italic>, que remete a um lance bem-sucedido no beisebol, recupera a mesma ideia de forma mais idiomática, e foi utilizada como proposta tradutória no glossário.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>4.3.5 Tradução por implicitação/explicitação</title>
					<p>Observamos que alguns conceitos, apesar de existentes nas duas línguas e culturas, não foram utilizados na mesma proporção nos dois <italic>subcorpora</italic>. Para exemplificar, vejamos o termo <italic>ar-condicionado</italic>, que ocorre 181 vezes no <italic>subcorpus</italic> em português, enquanto sua contraparte em inglês, <italic>air-conditioning</italic>, ocorre apenas duas vezes. Com base em nosso conhecimento sobre os Estados Unidos, um país rico e desenvolvido, é sensato supor que a baixa frequência do termo não signifique a inexistência dessa comodidade aos clientes, mas sim que lhes oferecer um ambiente climatizado é pressuposto nesses estabelecimentos. Em relação ao Brasil, sabemos por experiência que é comum encontrar estabelecimentos sem ar-condicionado. Possivelmente por isso os críticos julguem relevante mencionar o item nas suas avaliações, já que é um ponto positivo e que agrega valor. Para garantir que os usuários do glossário possam decidir entre deixar essa informação implícita ou explícita, dependendo da recepção esperada para o texto de chegada, o verbete, além do equivalente, inclui um comentário apontando a diferença entre as duas culturas.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>4.3.6 Tradução por empréstimo</title>
					<p>Alguns conceitos são tão culturalmente específicos que não encontram equivalência na língua e na cultura de chegada. A fim de preservar o <italic>estranhamento</italic> (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B40">VENUTI 2005</xref>) do marcador cultural, propomos transferi-lo diretamente, pois a adaptação por algum elemento semelhante poderia acarretar a perda dos traços distintivos do termo original. É o caso de <italic>barzinho</italic>, estabelecimento tipicamente brasileiro, com ambiente descontraído, muitas vezes com música ao vivo, onde são servidos bebidas e pratos simples. Apesar de, obviamente, não haver ocorrência desse tipo de estabelecimento no <italic>subcorpus</italic> em inglês, apresentamos o empréstimo como sugestão de equivalência, seguido de uma definição (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B31">REBECHI &amp; TAGNIN 2020</xref>), que pode ou não ser utilizada pelo tradutor ou redator, dependendo da função do texto em inglês.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>4.3.7 Tradução por filtro cultural</title>
					<p>
						<xref ref-type="bibr" rid="B11">Chesterman (1997</xref>) afirma que a tradução por filtro cultural, também chamada domesticação ou naturalização, consiste em traduzir itens da língua de partida adaptando-os à cultura e à função na língua de chegada. A análise manual das duas listas revelou práticas culturais que não permeiam as duas línguas e culturas, mas que possuem alguns traços semelhantes. Nesses casos, sugerimos a naturalização como equivalente funcional, mas alertamos o consulente para as diferenças entre os dois conceitos, em forma de comentário. Observamos, por exemplo, alta frequência do termo <italic>atividades para crianças</italic> e <italic>family-friendly</italic>, nos <italic>subcorpora</italic> em português e em inglês, respectivamente. Trata-se de duas práticas distintas - no Brasil, é um diferencial do estabelecimento reservar uma área para recreação, muitas vezes sob a supervisão de um monitor que entretém as crianças enquanto os pais aproveitam a refeição. Em um país com uma cultura tradicionalmente tão litigiosa quanto os Estados Unidos, é fácil entender por que um estabelecimento não assumiria a responsabilidade por possíveis contratempos. Lá, contudo, é costume indicar que crianças são bem-vindas, até mesmo como forma de alertar os clientes que estejam buscando um lugar tranquilo, por exemplo.</p>
					<p>Tratamos, acima, das principais estratégias tradutórias adotadas na tentativa de fornecer ao consulente a melhor forma de resgatar conceitos característicos de críticas gastronômicas brasileiras em língua inglesa por meio de uma metodologia apoiada na autenticidade dos textos nos dois idiomas. Mostramos, também, que a tradução funcional nem sempre se dá pelo resgate de termo por termo ou fraseologia por fraseologia, uma vez que as línguas diferem gramatical e morfologicamente. Conforme afirma <xref ref-type="bibr" rid="B13">Firth (1957</xref>: 11), as palavras andam juntas, formando colocações. Seguindo essa premissa, preocupamo-nos com a melhor forma de apresentar equivalentes e exemplos de uso de forma a conduzir o consulente a usá-los de forma convencional na língua de chegada. A seguir, apresentamos a estrutura do glossário, com ênfase no campo <italic>equivalente</italic>.</p>
				</sec>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>5. O glossário</title>
			<p>Com vistas a construir uma obra terminográfica que auxilie tradutores e redatores na produção de textos da área da gastronomia, especialmente críticas e cardápios, utilizamos o software <italic>TshwaneLex</italic><xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref> (TLex), que consiste em um conjunto de aplicativos para construção e gerenciamento de materiais terminográficos e lexicográficos e que permite a exportação do arquivo finalizado para várias formatações, entre elas HTML, RTF e XML. Para servir aos propósitos da pesquisa aqui descrita, customizamos a ferramenta para que os verbetes tivessem como elementos essenciais entrada, categoria gramatical, equivalente, exemplo de uso e fonte de extração do exemplo (em forma de URL), e, como elementos eventuais, definição, comentário e remissiva. Em seguida, detalhamos os elementos fundamentais ao tradutor.</p>
			<sec>
				<title>5.1 Entradas do glossário</title>
				<p>As entradas, selecionadas a partir das listas de palavras-chave geradas automaticamente, estão dispostas em ordem alfabética. Consistem em termos simples e compostos, além de colocações recorrentes com o termo, sempre privilegiando a forma como o termo aparece com maior frequência nos textos autênticos. Por exemplo, apresentamos as entradas <italic>acompanhar</italic> e <italic>acompanhado de/por [(ser/vir)]</italic>. Em apresentação à obra, o usuário será informado que (i) a barra separando palavras indica que mais de uma estrutura é possível; (ii) os parênteses expressam o uso eventual de determinada palavra; e (iii) os colchetes representam a inversão da ordem entre o elemento gramatical - verbo auxiliar, preposição, artigo etc. - e o termo. Assim, apenas palavras de conteúdo - verbo principal, substantivo e adjetivo - iniciam as entradas, como forma de facilitar a consulta.</p>
				<p>É importante ressaltar que uma entrada pode apresentar mais de um equivalente, e que esses podem consistir em sinônimos ou em diferentes estruturas de um mesmo lema, contanto que sejam recorrentes no <italic>subcorpus</italic> em inglês. Observamos, por exemplo, que a combinação <italic>afogado(a) em</italic>, utilizada para mencionar uso excessivo de algum elemento na receita, pode ser resgatado em inglês por <italic>soaked in</italic>, <italic>saturated with</italic> e <italic>smothered in</italic>, ou pela estrutura <italic>*-soaked</italic>, como em <italic>wine-soaked clam</italic>. Nesses casos, ambas as estruturas são fornecidas ao consulente, como no <xref ref-type="fig" rid="f3">Exemplo 1</xref>, abaixo, que apresenta os equivalentes mais recorrentes no <italic>subcorpus</italic> em inglês em ordem decrescente:</p>
				<p>
					<fig id="f3">
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf3.jpg"/>
					</fig>
				</p>
				<p>O asterisco utilizado em <italic>*-soaked</italic> representa a possibilidade de preenchimento com diferentes substantivos para formar uma expressão hifenizada, muito comum em língua inglesa, como em <italic>pork-filled spring roll</italic> e <italic>caramel-topped puddings</italic>. Um glossário que apresente simplesmente os equivalentes dicionarizados dos lemas <italic>afogar</italic>, <italic>rechear</italic> e <italic>cobrir</italic>, por exemplo, certamente não contribuiria para garantir a convencionalidade desse gênero textual em língua inglesa.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>5.2 Exemplo(s) de uso</title>
				<p>O uso de exemplos como ferramenta de auxílio à tradução foi testado e aprovado no estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B14">Frankenberg-Garcia (2015)</xref>, com a aplicação de tarefas tradutórias a grupos que tinham acesso a exemplos e grupos que não contavam com esse subsídio. Uma vez que partimos de textos autênticos para a coleta dos termos do nosso glossário, consideramos importante também fornecer ao consulente a contextualização desses elementos a fim de auxiliá-los na redação em língua inglesa. A partir das linhas de concordância com os equivalentes selecionados em inglês, buscamos exemplos ilustrativos que complementassem a interpretação do significado e ajudassem o consulente a usar o termo ou fraseologia na língua estrangeira. Vejamos o <xref ref-type="fig" rid="f4">Exemplo 2</xref>:</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf4.jpg"/>
					</fig>
				</p>
				<p>Ao apresentar a oposição entre as possíveis preferências alimentares dos clientes, o contexto ajuda a explicar que todos serão atendidos e ficarão satisfeitos. Caso o consulente necessite ver a frase em contexto completo, poderá seguir o link para o texto na íntegra, caso ainda esteja ativo.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>5.3 Definição</title>
				<p>Redigidas em língua inglesa, as definições têm o propósito de funcionar como um aposto explicativo (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B31">REBECHI &amp; TAGNIN 2020</xref>) para elementos culturais brasileiros que não possuem equivalentes consagrados na língua estrangeira. Com esse item, pretendemos oferecer ao consulente a possibilidade de incluir, caso julgue adequado, uma explicação sobre o referente cultural no texto em inglês, considerando sua função. O <xref ref-type="fig" rid="f5">Exemplo 3</xref> ilustra essa estratégia no verbete <italic>barzinho</italic>, indicando que o consulente pode ver também (v.t.) a remissiva <italic>bar</italic>, caso deseje distinguir entre os termos:</p>
				<p>
					<fig id="f5">
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf5.jpg"/>
					</fig>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>5.4 Comentário</title>
				<p>Esse elemento é acrescentado em português para explicar diferenças entre as duas línguas-culturas, possibilitando que o tradutor ou redator tome decisões sobre a necessidade de resgate na língua de chegada. Além do caso do ar-condicionado, citado anteriormente, <italic>couvert</italic> também se mostrou recorrente apenas no <italic>subcorpus</italic> em português. Portanto, para essa entrada propomos que o equivalente se dê por empréstimo, e incluímos um comentário, conforme <xref ref-type="fig" rid="f6">exemplo</xref> abaixo:</p>
				<p>
					<fig id="f6">
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf6.jpg"/>
					</fig>
				</p>
				<p>Além dos elementos detalhados acima, o glossário conta com sistema de remissivas para conduzir o consulente a outras entradas que complementam as informações do termo - no formato ‘ver também’ - e sinônimos - ‘mesmo que’.</p>
				<p>O glossário, denominado <italic>Dicionário Gastronômico</italic><xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref>, encontra-se em fase de testes para publicação em formato eletrônico e estará disponível em breve para acesso livre pelo endereço <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://ufrgs.br/dicionariogastronomico/glossary">ufrgs.br/dicionariogastronomico/glossary</ext-link>. A <xref ref-type="fig" rid="f7">Figura 2</xref> ilustra o verbete <italic>vontade de [ficar com]</italic> no site:</p>
				<p>
					<fig id="f7">
						<label>Figura 2:</label>
						<caption>
							<title>Visualização de entrada do glossário no site.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="2317-9511-tradterm-37-02-430-gf7.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Autoria nossa.</attrib>
					</fig>
				</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>6. Considerações finais</title>
			<p>Criamos nosso glossário com o objetivo de auxiliar o consulente na tarefa de traduzir ou redigir críticas gastronômicas e cardápios em ambas as línguas. A Linguística de <italic>Corpus</italic>, ao longo da pesquisa, provou-se essencial para a construção do glossário, já que possibilita a extração de termos e fraseologias recorrentes no gênero textual crítica gastronômica e a identificação de equivalentes funcionais na língua de chegada, permitindo que o tradutor ou redator garanta a convencionalidade no texto de partida.</p>
			<p>Nossa busca por equivalentes evidenciou as diferenças que existem entre as duas línguas e culturas com as quais trabalhamos, pois nem todos os termos e combinações de palavras que extraímos dos <italic>subcorpora</italic> tinham equivalentes em sua contraparte. Na maioria das vezes, isso resultava, claramente, das diferenças culturais entre o Brasil e os EUA.</p>
			<p>Esperamos, com as traduções propostas, oferecer alternativas convencionais para a redação de textos gastronômicos em língua estrangeira ou para traduzi-los de forma funcional.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<sec sec-type="additional-information">
        <fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p> No original: “[...] public summaries and evaluations that assist readers to be more knowledgeable in their choice, understanding, or appreciation of products or performances.”</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>É de nossa autoria a tradução de citações neste artigo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>No original: <italic>“Reviews are produced by institutions with institutional memories and sets of standard operating procedures.”</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>No original: “[...] the complexities and nuances of the product under review”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.nytimes.com/2016/10/05/dining/dim-sum-joy-luck-palace-chinatown.html">https://www.nytimes.com/2016/10/05/dining/dim-sum-joy-luck-palace-chinatown.html</ext-link>. Acesso: 15 abr. 2019.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Em tradução livre: “Todos os dias, centenas de porquinhos são levados por um salão tão grande que deixaria muitos aeroportos no chinelo. Parece milagre que algum deles consiga chegar ao outro lado sem ser surrupiado, mas as moças dos carrinhos dão um jeito, como Jesus multiplicando pães e peixes.”</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>No original: “[...] area which focuses upon a set of procedures, or methods, for studying language [...]”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>No original: “[…] individuals, groups, and cultures (and at different times) have differing priorities with regard to how much information (text) needs to be made explicit for communication to take place.”</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.english-corpora.org/coca/">https://www.english-corpora.org/coca/</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.corpusdoportugues.org/">https://www.corpusdoportugues.org/</ext-link>
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>A ferramenta pode ser acessada gratuitamente por 30 dias e adquirida no site <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.sketchengine.eu/">https://www.sketchengine.eu/</ext-link>. Acesso em: 09 abr. 2019.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Palavras ou combinações de palavras que ocorrem estatisticamente com maior frequência no <italic>corpus</italic> de estudo do que no <italic>corpus</italic> de referência.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Ressaltamos que a diferença no número de palavras-chave nos dois <italic>subcorpora</italic> não significa que haja maior variedade lexical em português. A lematização automática por meio do etiquetador <italic>TreeTagger</italic> mostrou-se menos eficiente na língua portuguesa, falhando, por exemplo, no agrupamento de verbos em diferentes conjugações.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>Sabemos por experiência que, dependendo da categoria do estabelecimento estadunidense, é comum o oferecimento de água (da torneira) e café gratuitamente.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Disponível para aquisição em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://tshwanedje.com/">http://tshwanedje.com/</ext-link>. Acesso em: 07 fev. 2020.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>Optamos por nomear a obra terminográfica <italic>dicionário</italic> por julgarmos que este tem mais apelo entre os possíveis consulentes.</p>
			</fn>
		</fn-group>
        </sec>
        <ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ADLER, JERRY. A review to die for? Newsweek. 09/03/2003. Web. 2 abr. 2019. &lt;
						<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.newsweek.com/review-die-132553">https://www.newsweek.com/review-die-132553</ext-link>
					&gt;</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
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							<surname>ADLER</surname>
							<given-names>JERRY</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A review to die for?</article-title>
					<source>Newsweek</source>
					<day>09</day>
					<month>03</month>
					<year>2003</year>
					<annotation>Web</annotation>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2019-04-02">2 abr. 2019</date-in-citation>
						<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www.newsweek.com/review-die-132553">https://www.newsweek.com/review-die-132553</ext-link>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>AULETE DIGITAL</collab>
					</person-group>
					<source>Dicionário</source>
					<annotation>Web</annotation>
					<day>26</day>
					<month>04</month>
					<year>2019</year>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.aulete.com.br/escoltar">http://www.aulete.com.br/escoltar</ext-link>
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					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>AZENHA</surname>
							<given-names>JOÃO</given-names>
							<suffix>JR.</suffix>
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					<source>Tradução técnica e condicionantes culturais: primeiros passos para um estudo integrado</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Humanitas</publisher-name>
					<year>1999</year>
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					<person-group person-group-type="author">
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							<surname>BERBER SARDINHA</surname>
							<given-names>TONY</given-names>
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					</person-group>
					<source>Lingüística de corpus</source>
					<publisher-loc>Barueri</publisher-loc>
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							<surname>BIBER</surname>
							<given-names>DOUGLAS</given-names>
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							<surname>CONRAD</surname>
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					</person-group>
					<article-title>If you look at…: Lexical bundles in university teaching and textbooks</article-title>
					<source>Applied linguistics</source>
					<volume>25</volume>
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							<surname>BIBER</surname>
							<given-names>DOUGLAS</given-names>
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							<given-names>FEDERICA</given-names>
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					<article-title>Lexical bundles in university spoken and written registers</article-title>
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							<surname>BIRD</surname>
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					<publisher-name>Walt Disney Pictures/Pixar Animation Studios</publisher-name>
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							<surname>CAPATTI</surname>
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							<surname>CHESTERMAN</surname>
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					<chapter-title>Idioms and metaphors</chapter-title>
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					<source>When grammar minds language and literature: Festschrift for Prof. Béla Korponay on the Occasion of His 80th Birthday</source>
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							<surname>FIRTH</surname>
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					<chapter-title>A synopsis of linguistic theory, 1930-1955</chapter-title>
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							<surname>Firth</surname>
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							<surname>FRANKENBERG-GARCIA</surname>
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				<element-citation publication-type="thesis">
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							<surname>FUCHS</surname>
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							<surname>GERHARDT</surname>
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