The canon and its margins: bibliographic repertoires in social science teaching in Brazil

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2026.247367

Keywords:

Social theory, curricula, higher education, Social Sciences, canon

Abstract

This article presents the findings of a study that examined the curricula of undergraduate (bachelor’s and licentiate) programs in Social Sciences situated in public higher education institutions in Brazil. It focused on the bibliographic repertoires of mandatory curricular components of social theory in Anthropology and Sociology, paying particular attention to the continuities and inflections in the authorship indicated in the courses’ pedagogical projects. By considering the literature as a constitutive dimension of education, the text investigates to what extent curricula reiterate, reconfigure, or challenge disciplinary canons, in light of the effects of the democratization of higher education and recent critiques of its historical foundations.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Andressa de Oliveira Feitosa, Secretaria de Educação do Distrito Federal

    Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB). Professora temporária da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

  • Aristeu Portela Júnior, Federal Rural University of Pernambuco

    Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

  • Beatriz Arantes Rodrigues, Federal University of Goiás

    Bacharelanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás.

  • Bruna Triana, Federal University of Goiás

    Doutora em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP). Professora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (FCS/UFG).

  • Camila Mainardi, Federal University of Goiás

    Doutora em Antropologia pela Universidade de São Paulo. Professora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (FCS/UFG).

  • Fabiana Jardim, Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação

    Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE/USP).

  • Hortência Sabrine Vinhas Teles, Federal University of Bahia

    Bacharela em Ciências Sociais e Mestranda em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

  • Lucas Amaral de Oliveira, Federal University of Bahia

    Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

  • Mariana Toledo Ferreira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

    Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).

  • Maura Amanajás, Federal University of Para

    Bacharelanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

  • Patrícia da Silva Santos, Federal University of Para

    Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Professora da Universidade Federal do Pará (UFPA).

  • Stefan Klein, University of Brasília

    Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (SOL/UnB).

References

ABRUTYN, Seth. (2013), “Teaching Sociological Theory for a New Century: Contending with the Time Crunch”. The American Sociologist, 44 (2): 132-154. https://doi.org/10.1007/s12108-013-9181-x

ALATAS, Syed Hussein. (1972), “The Captive Mind in Development Studies: Some Neglected Problems and the Need for an Autonomous Social Science Tradition in Asia”. International Social Science Journal, XXIV (1): 9-25.

ALATAS, Syed Farid & SINHA, Vineeta. (2023), A teoria social para além do cânone. Rio de Janeiro, Funilaria.

ALCÂNTARA, Fernanda Henrique Cupertino. (2022), “O nascimento da observação social sistemática com Harriet Martineau”. Teoria e Cultura, 17 (1): 176-190.

ALEXANDER, Jeffrey C. ([1987]1999), “A importância dos clássicos”. In: GIDDENS, Anthony & TURNER, Jonathan H. (org.). Teoria social hoje. São Paulo, Unesp, pp. 23-89.

BANIWA, Gersem. (2019), “Antropologia colonial no caminho da antropologia indígena”. Novos Olhares Sociais, 2 (1): 22-40.

BASQUES, Messias. (2022), “Vozes negras na antropologia: breve história de um projeto antirracista”. Novos Debates, 8 (2): e8208. https://doi.org/10.48006/2358-0097/V8N2.E8208

BORGES, Antonádia & BERNARDINO-COSTA, Joaze. (2022), “Dessenhorizar a universidade: 10 anos da lei 12.711, ação afirmativa e outras experiências”. Mana, 28 (3): e2830400. https://doi.org/10.1590/1678-49442022v28n3a0400

BRASIL JR., Antonio; JACKSON, Luiz Carlos & PAIVA, Marcelo. (2020), “O pequeno grande mundo do Pensamento Social no Brasil”. BIB – Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, 91: 1-38.

BRINGEL, Breno & DOMINGUES, José Maurício. (2015), “Teoria social, extroversão e autonomia: impasses e horizontes da sociologia (semi)periférica contemporânea”. Caderno CRH, 28 (73): 59-76. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-49792015000100005

BURAWOY, Michael. (2021), “Why is classical theory classical? Theorizing the canon and canonizing Du Bois”. Journal of Classical Sociology, 21 (3-4): 245-259. https://doi.org/10.1177/1468795X211036955

CARVALHO, Layla Pedreira & KLEIN, Stefan. (2023), “Contribuições para o ensino de teoria e história da sociologia: reflexões sobre o presente e propostas desde o Brasil”. Revista Brasileira de Sociologia, 11 (27): 103-132. https://doi.org/10.20336/rbs.913

COLLINS, Patricia Hill. (2016), “Du Bois’s contested legacy”. Ethnic and Racial Studies, 39 (8): 1398-1406. https://doi.org/10.1080/01419870.2016.1153693

CONNELL, Raewyn W. (1997), “Why is classical theory classical?”. American Journal of Sociology, 102 (6): 1511-1557. http://www.jstor.org/stable/10.1086/231125

CONNELL, Raewyn W. (2012), “A iminente revolução na teoria social”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 27 (80): 9-20. https://doi.org/10.1590/S0102-69092012000300001

CONNELL, Raewyn W. (2019), “Canons and colonies: the global trajectory of sociology”. Estudos Históricos, 32 (67): 349-367. http://dx.doi.org/10.1590/S2178-14942019000200002

CORRÊA, Mariza. (1997), “O espartilho de minha avó: linhagens femininas na antropologia”. Horizontes Antropológicos, 3 (7): 70-96. https://doi.org/10.1590/S0104-71831997000300006

CRUZ, Felipe Sotto Maior. (2017), “Indígenas antropólogos e o espetáculo da alteridade”. Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, 11 (2): 93-108.

DUFOIX, Stéphane. (2022), “A larger grain of sense. Making early non-Western sociological thought visible”. Sociedade e Estado, 37 (3): 861-884. https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202237030005

GILROY, Paul. (2001), Atlântico negro: modernidade e dupla consciência. Rio de Janeiro, Editora 34.

GUERREIRO RAMOS, Alberto. ([1954] 1995), Introdução crítica à sociologia brasileira. Rio de Janeiro, UFRJ.

HAMLIN, Cynthia L.; WEISS, Raquel A. & BRITO, Simone M. (2022), “Por uma sociologia polifônica: introduzindo vozes femininas no cânone sociológico”. Sociologias, 24 (61): 26-59. http://doi.org/10.1590/18070337-125407-PT

HOUNTONDJI, Paulin. (1990), “Scientific Dependence in Africa Today”. Research in African Literatures, 21 (3): 5-15.

MAIA, João Marcelo Ehlert. (2025), “Por que precisamos de uma história não eurocêntrica da sociologia”. Revista Brasileira de Sociologia, 13: e-rbs.1127. https://doi.org/10.20336/rbs.1127

MBEMBE, Achille. (2015), “Decolonizing Knowledge and the Question of the Archive”. Texto de apresentação em seminário público. Mimeo. Disponível em http://wiser.wits.ac.za/system/files/Achille%20Mbembe%20-%20Decolonizing%20Knowledge%20and%20the%20Question%20of%20the%20Archive.pdf. Acesso em: 01º de dezembro de 2025.

MELCHER, Cody R. (2024), “Black Lives Matter and the Changing Sociological Canon: An Analysis of Syllabi from 2012 to 2023”. Teaching Sociology, 52 (4): 377-384. https://doi.org/10.1177/0092055X241262768

MOOSAVI, Leon. (2023), “Turning the Decolonial Gaze towards Ourselves: Decolonising the Curriculum and ‘Decolonial Reflexivity’ in Sociology and Social Theory”. Sociology, 57 (1): 137-156.

MORRIS, Aldon. (2015), The scholar denied: W.E.B. Du Bois and the birth of modern sociology. Oakland, University of California Press.

NYACK, Zwanga. (2021), “Esboços de racialização: o cânone na antropologia (social) feita no Brasil e construção de sua historiografia intelectual”. Novos Debates, 7 (2): e7219. https://doi.org/10.48006/2358-0097-7219

PEIRANO, Mariza. (1991), “Os antropólogos e suas linhagens”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 16 (6): 43-50.

PEREIRA, Luena Nascimento N. (2020), “Alteridade e raça entre África e Brasil”. Revista de Antropologia, 63 (2): e170727. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2020.170727

PERRUSO, Marco Antonio. (2020), “Classificações do pensamento brasileiro em perspectiva sociológica”. Lua Nova, 111: 211-248.

ROSA, Marcelo C. (2022), “Por uma ética da ontoformatividade: reflexões e proposições sobre a relação ontológica entre teoria e pesquisa na sociologia contemporânea do Sul Global”. Sociedade e Estado, 37 (3): 885-906. https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202237030006

SANABRIA, Guillermo V. & DUARTE, Luis Fernando D. (2019), “O ensino de Antropologia e a formação de antropólogos no Brasil hoje: de tema primordial a campo (possível) de pesquisa (antropológica)”. BIB – Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, 90: 1-32.

Published

2026-09-01

Issue

Section

Articles

How to Cite

Feitosa, A. de O., Portela Júnior, A., Rodrigues, B. A., Triana, B., Mainardi, C., Jardim, F., Teles, H. S. V., Oliveira, L. A. de, Ferreira, M. T., Amanajás, M., Santos, P. da S., & Klein, S. (2026). The canon and its margins: bibliographic repertoires in social science teaching in Brazil. Tempo Social, 38(2), 1-26. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2026.247367