Contenção e modernização periférica
DOI:
https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2026.246501Palavras-chave:
contenção, modernização periférica, racionalidade institucional, formalização estética, desigualdade estruturalResumo
Este artigo investiga a modernização brasileira, ao examinar a tensão paradoxal entre a expansão formal da cidadania e a persistência de desigualdades estruturais. A partir de uma leitura articulada de Antonio Candido, Florestan Fernandes e Roberto Schwarz, argumenta-se que a incorporação periférica da modernidade se deu por meio da "contenção" — um padrão histórico de assimilação seletiva das demandas igualitárias que preserva as hierarquias de poder. O conceito de contenção é proposto como categoria analítica central para compreender essa dinâmica. Metodologicamente, o estudo combina a crítica dialética com o contextualismo linguístico da Escola de Cambridge para analisar os conceitos-chave como intervenções no debate intelectual.
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