Habitar o comum: a poética urbana em Lefebvre e na Teoria do Comum
DOI:
https://doi.org/10.11606/2175-974x.virus.v30.239784Palavras-chave:
Direito à cidade, Comuns urbanos, Habitar, Práxis, PoiesisResumo
Este artigo resulta de uma pesquisa que busca identificar as convergências entre o Direito à Cidade, formulado por Henri Lefebvre, e a teoria do Comum, desenvolvida por autores como David Harvey, Michael Hardt, Antonio Negri, Christian Laval e Pierre Dardot. A partir da distinção entre habitat, entendido como a configuração técnico-morfológica do espaço urbano, frequentemente associada à propriedade privada, e habitar, visto como uma prática política e poética coletiva, o artigo articula essas teorias para refletir criticamente sobre suas implicações na produção das cidades. Adota-se um método teórico-comparativo, de caráter crítico-interpretativo, voltado a identificar ressonâncias e dissonâncias conceituais entre os autores mobilizados. O objetivo é reconceituar o habitar como prática poética do comum, compreendendo o comum – “terceiro nível” que tensiona o público e o privado – enquanto fundamento do direito à cidade e princípio de um urbano possível-impossível, expresso em práticas coletivas e criativas (práxis e poiesis). Em diálogo com o tema da chamada, os resultados apontam que habitar o comum constitui um horizonte multilateral de emancipação, capaz de desafiar as estruturas institucionais preexistentes e de promover formas insurgentes de autogestão e de coprodução do espaço urbano.
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