Infâncias na cidade: tensões, direitos e práticas de inclusão
DOI:
https://doi.org/10.11606/2175-974x.virus.v30.239934Palavras-chave:
Brincar, Direito à cidade, Infância, Planejamento urbano, TerritórioResumo
Este ensaio teórico-crítico tem como objetivo refletir sobre o reconhecimento das infâncias na produção da cidade e sobre seu papel ativo na transformação dos espaços urbanos. Fundamentado na Psicologia Social Crítica e em autores como Milton Santos e Francesco Tonucci, argumenta-se que o direito à cidade deve contemplar a participação presente das crianças e não apenas sua projeção futura. Metodologicamente, o ensaio inspira-se em Walter Benjamin, compondo uma montagem teórico-crítica como forma de articular fragmentos selecionados a partir da leitura crítica da literatura. Discute-se a invisibilidade das infâncias no planejamento urbano; o brincar como prática contra-hegemônica; e caminhos para cidades mais inclusivas às crianças. São apresentadas três frentes de atuação que ampliam o protagonismo infantil: o urbanismo tático, exemplificado pelo programa Mais Vida nos Morros, em Recife/PE; os orçamentos participativos, destacando experiências que integram crianças aos processos decisórios; e a extensão universitária, articulando saberes acadêmicos e comunitários. Conclui-se que garantir o direito das crianças à cidade implica romper com abordagens hegemônicas que as silenciaram, promover políticas públicas inclusivas e reconhecer as crianças como agentes legítimos na transformação social. Este ensaio insere-se no debate sobre práxis, interlocuções e confrontações ao articular experiências, saberes e agentes diversos na produção do espaço urbano.
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Números do Financiamento 001
