A arquiteta tecendo a cidade: a praxis de Lina Bo Bardi no SESC Pompeia
Palabras clave:
Cidade, Arquitetura Modernista, Filosofia da Práxis, Espaço Público, Construções Vernaculares, Lina Bo BardiResumen
Se você segurar uma pedra,
segure em sua mão,
se você sentir o peso
não será tarde para você entender. (Caetano Veloso)
Hoje entendemos as cidades como espaços heterogêneos constantemente reconfigurados por múltiplos atores, tais como urbanistas, cidadãos com suas práticas diárias, e agentes culturais. Em nível micro, o mesmo pode ser dito sobre elementos específicos da cidade: monumentos, edifícios, quarteirões e casas. Este artigo está inserido nessa conversação sobre os modos como a cidade é tecida por analisar a relação entre diferentes fatores e atores no trabalho da arquiteta italiana naturalizada brasileira Lina Bo Bardi. Em particular, estou focada em seu projeto para o Centro de Recreação SESC Pompeia (1977-86), seus escritos sobre arquitetura e seus laços com o pensamento político de Antonio Gramsci, com o intuito de examinar como seu interesse em casas populares italianas e brasileiras moldou tanto sua prática como arquiteta, quanto a entrada dos elementos vernaculares na arquitetura brasileira. Nesse contexto, acredito que sua atenção às formas vernaculares transnacionais contribuiu para criar um estilo pessoal e também para moldar o papel do arquiteto como protagonista da mudança social.
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