Cinema no Ho Chi Minh: a prática fílmica como engajamento territorial
DOI:
https://doi.org/10.11606/2175-974x.virus.v20.229013Palabras clave:
Cinema, Engajamento territorial, Conhecimento espacial, Mobilização coletivaResumen
Este artigo busca, a partir de uma experiência de realização audiovisual, discutir em que medida o cinema pode servir como ferramenta de compreensão e engajamento territorial. Tomando como ponto de partida uma oficina de cinema realizada com os jovens e crianças do Assentamento Ho Chi Minh, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Minas Gerais, buscamos elencar algumas escolhas e caminhos metodológicos que contribuíram para a emergência de momentos colaborativos e de maior autonomia dos participantes durante o processo. Mais do que uma análise do curta metragem realizado, nos interessa contribuir para o debate sobre a questão do método, analisando como o processo de produção fílmica, desde a construção do roteiro até o momento da estreia, se configurou como um método relevante de leitura espacial e de engajamento coletivo, a partir da autonomia e da mobilização dos jovens em relação a seu contexto socioespacial.
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