O retrato além do cânone europeu: reinvenções na arte latino-caribenha
DOI:
https://doi.org/10.11606/2175-974x.virus.v30.239968Palabras clave:
Alteridade, Arte latino-americana, Autorretrato, Multilateralidade, Poéticas decoloniaisResumen
No contexto da arte contemporânea latino-americana e caribenha, o retrato e o autorretrato tornam-se espaços de confronto entre identidade e alteridade, nos quais artistas reescrevem histórias visuais e disputam regimes de representação herdados do colonialismo. Este artigo analisa as estratégias de Ana Mendieta, Firelei Báez, Leasho Johnson, Éder Oliveira e Chiachio & Giannone, articulando descrição visual e interpretação crítica a partir de abordagens decoloniais. Ao observar como essas obras negociam memória, corpo e território, o estudo evidencia modos de produção de subjetividades que ativam interlocuções entre diferentes cosmologias, histórias e visualidades. Em diálogo com o tema Diálogos multilaterais: práxis, interlocuções e confrontações, argumenta-se que as práticas analisadas instauram lugares de disputa simbólica, nas quais diferenças culturais se articulam por meio de tensões, fricções e reinvenções estéticas. A metodologia combina análise formal e contextual, destacando como essas produções subvertem o paradigma eurocêntrico do retrato e propõem visualidades que confrontam estruturas de poder, ampliando o campo de investigação sobre identidade e representação na arte contemporânea. Os resultados apontam que essas práticas autorrepresentativas constituem dispositivos críticos capazes de tensionar códigos eurocêntricos de representação e propor novos modelos visuais para imaginar identidades e histórias no contexto latino-americano e caribenho.
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