Narrativas à margem: deslocar epistemes para uma metodologia do comum
Palavras-chave:
Planejamento urbano, Colonialidade, Comum, Narrativa, CartografiaResumo
A conjuntura de instabilidade política, econômica e social que assola o ocidente na contemporaneidade nos convoca a discutir os pressupostos epistemológicos que agenciam a problemática urbana em sua colonialidade, apontando para a necessária ruptura de um regime de autorização discursiva que invisibiliza as narrativas situadas à margem da produção urbana hegemônica. Rever tais pressupostos implica desnaturalizar o modus operandi do planejamento urbano ocidental, fazendo emergir modos de subjetivação que escapam à normatividade imposta pelo sistema patriarcal e neoliberal, e abrir caminho às práticas urbanas que recuperam o comum (DARDOT, LAVAL, 2017) como racionalidade alternativa ao capitalismo e como composição complexa das diferenças. A partir do reconhecimento da narrativa como epistemologia da experiência, a metodologia busca cartografar as narrativas historicamente apagadas e excluídas da cidade, a fim de atualizar e ampliar os limites dos métodos de pesquisa nos estudos urbanos, tendo em vista a complexidade da cidade contemporânea. A espiral da mimese de Ricoeur (1994) nos possibilita agenciar as derivas e intervenções urbanas como experiência narrada para entrever as singularidades que compõem a heterogeneidade do comum, e fazer emergir argumentos outros sobre a cidade vivida, capazes de deslocar a colonialidade do saber que ainda impera na disciplina urbanística.
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