Corpos dançantes, arquiteturas do axé: rituais de lavagem em Penedo-AL
DOI:
https://doi.org/10.11606/2175-974x.virus.v30.239950Palavras-chave:
Arquitetura do axé, Corpo-pesquisador, Religiosidades afro-brasileiras, Lavagem, PenedoResumo
Este artigo propõe pensar a cidade como corpo ritualizado, a partir da experiência imersiva na lavagem das escadarias da igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e do Beco da Preguiça, em Penedo-AL. Com uma metodologia sensível e performativa, guiada pelo corpo em travessia, busca-se compreender as formas pelas quais os saberes ancestrais das religiões de matriz africana, inscritos em cantos, danças, cheiros e águas, reconfiguram a paisagem da cidade, mais conhecida pelo seu patrimônio de origem colonial. A paisagem urbana aqui não é moldura, é matéria viva feita de axé, memórias e presenças. Festas como a lavagem, não apenas celebram a ancestralidade, mas produzem outras formas de ver e analisar cidades. Elas, atualizam vínculos, territorialidades e modos de habitar. O artigo tensiona noções hegemônicas de tempo, memória e patrimônio, propondo apresentar uma arquitetura do axé, que se soma a casas e ruas e que é feita de rastros, gira, escuta e corpo. Ao incorporar epistemologias das encruzilhadas e da circularidade, desenha-se uma cidade que insiste em existir como festa, gesto e reencantamento.
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