Demarcação de telas: o audiovisual indígena do Coletivo Beture
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-677X.rum.2025.244436Palavras-chave:
audiovisual indígena, estigma, resistênciaResumo
Este trabalho analisa a produção audiovisual publicada na rede social Instagram do Coletivo Beture de comunicadores Mebêngôkre/Kayapó do sul do Pará. O objetivo é compreender como, através da imagem técnica (Flusser, 1985), foi estabelecida uma resposta à violência institucional, simbólica e política do governo Jair Bolsonaro (2019-2022). Com a crítica da representação (Shohat e Stam, 2006), o trabalho observa que, além da preservação da memória e exaltação cultural, os comunicadores criaram uma complexa rede de resistência pela autonomia enunciativa. O método usado foi a Análise de Conteúdo (Bardin, 2011). O título, “demarcação de telas”, é de Ailton Krenak, que debate o audiovisual como campo de disputa.
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