A PRIMEIRA DEEPFAKE ELEITORAL NO BRASIL: ANÁLISE DOS MODOS DE ENDEREÇAMENTO DO SIMULACRO DO “JORNAL NACIONAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2176-1507.v33i1p9-21

Palavras-chave:

Deepfake. , Desinformação, Telejornalismo, Eleições 2022., Jornal Nacional

Resumo

Este artigo analisa a primeira deepfake eleitoral amplamente documentada no Brasil, veiculada durante a campanha presidencial de 2022. A peça, disseminada em redes sociais e aplicativos de mensagens, simulava a apresentação de uma pesquisa do Ipec no Jornal Nacional, atribuindo à apresentadora Renata Vasconcellos resultados falsos que invertiam a ordem real das intenções de voto. Com base na metodologia de análise de produtos midiáticos de Gomes (2012), que integra dimensões técnico-formal, narrativa e discursiva, identificam-se os recursos estéticos, gráficos e performáticos mobilizados para conferir verossimilhança e autoridade ao conteúdo manipulado. A apropriação do formato e do modo de endereçamento do telejornal cria um simulacro convincente, reforçado por sincronização labial, manipulação vocal e fidelidade à identidade visual, operando como dispositivo estratégico de desinformação e revelando riscos à integridade do debate público e do processo democrático.

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Biografia do Autor

  • Adriano Charles Cruz, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Professor do Departamento de Comunicação e do Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia da UFRN.

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Publicado

02-03-2026

Como Citar

CRUZ, Adriano Charles. A PRIMEIRA DEEPFAKE ELEITORAL NO BRASIL: ANÁLISE DOS MODOS DE ENDEREÇAMENTO DO SIMULACRO DO “JORNAL NACIONAL. Revista Alterjor, São Paulo, Brasil, v. 33, n. 1, p. 9–21, 2026. DOI: 10.11606/issn.2176-1507.v33i1p9-21. Disponível em: https://revistas.usp.br/alterjor/article/view/240102. Acesso em: 3 mar. 2026.