A ponte como dispositivo urbano e simbólico: A experiência artística de Paulo Bruscky no centro do Recife
DOI :
https://doi.org/10.11606/1982-02672026v34e29Mots-clés :
Paulo Bruscky, Internacional Situacionista, Recife, PonteRésumé
A cidade tem sido retratada e interpretada por diversas expressões artísticas ao longo do tempo, com especial ênfase em determinados períodos históricos, como os movimentos de vanguarda no início do século XX e as neovanguardas entre as décadas de 1950 e 1970, quando o espaço urbano se tornou um dos principais focos de experimentação estética e crítica social. Inserido nesse contexto ampliado de atenção à cidade, o artista pernambucano Paulo Bruscky, nascido em 1949, emergiu utilizando o espaço urbano do Recife como inspiração e suporte para sua produção. Estabelecendo diálogos com a arte nacional e internacional, suas obras oferecem novas perspectivas sobre a experiência urbana, como se observa na ação Arte/Pare (1973), realizada sobre a Ponte da Boa Vista, no centro do Recife. A partir da análise dessa obra, o artigo propõe refletir sobre como a ação artística de Bruscky pode ser compreendida como uma tática de investigação e intervenção na cidade, aproximando-se do conceito de “situação criada”, proposto pela Internacional Situacionista, que visava transformar o cotidiano por meio de experiências críticas e disruptivas no espaço urbano.
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