Viver das e viver nas memórias: a vida nos Museus Orgânicos do Ceará, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.11606/1982-02672026v34e46Palabras clave:
Museus Orgânicos, Fundação Casa Grande, Tecnologias Sociais/SocioterritoriaisResumen
Os Museus têm passado por transformações significativas e podem ser compreendidos como inovações e tecnologias sociais e socioterritoriais, na medida em que se propõem a contribuir para melhorar as condições de vida nos territórios. É o caso dos 26 Museus Orgânicos (MOs) no Ceará, criados pela Fundação Casa Grande (FCG) em parceira com o Sesc-CE. Este artigo, fruto de pesquisa de pós-doutorado, reflete sobre papeis desempenhados por estes museus a partir de entrevistas realizadas com responsáveis pelos Museus. Trata-se de pesquisa qualitativa, interpretativa e descritiva, com observação direta intensiva in loco e revisão da literatura. Os dados foram analisados e interpretados conforme Bardin (2011). Os principais papeis dos MOs, elencados pelos entrevistados e percebidos em campo nos Museus visitados, são: Reconhecimento, memória e transmissão de saberes e tradições; Dignidade, segurança e melhorias estruturais no território; Museu como empreendimento social, para gerar renda, trabalho e ajudar no desenvolvimento socioterritorial; e Museu para interagir e se emocionar.
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