Viver das e viver nas memórias: a vida nos Museus Orgânicos do Ceará, Brasil

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/1982-02672026v34e46

Palabras clave:

Museus Orgânicos, Fundação Casa Grande, Tecnologias Sociais/Socioterritoriais

Resumen

Os Museus têm passado por transformações significativas e podem ser compreendidos como inovações e tecnologias sociais e socioterritoriais, na medida em que se propõem a contribuir para melhorar as condições de vida nos territórios. É o caso dos 26 Museus Orgânicos (MOs) no Ceará, criados pela Fundação Casa Grande (FCG) em parceira com o Sesc-CE. Este artigo, fruto de pesquisa de pós-doutorado, reflete sobre papeis desempenhados por estes museus a partir de entrevistas realizadas com responsáveis pelos Museus. Trata-se de pesquisa qualitativa, interpretativa e descritiva, com observação direta intensiva in loco e revisão da literatura. Os dados foram analisados e interpretados conforme Bardin (2011). Os principais papeis dos MOs, elencados pelos entrevistados e percebidos em campo nos Museus visitados, são: Reconhecimento, memória e transmissão de saberes e tradições; Dignidade, segurança e melhorias estruturais no território; Museu como empreendimento social, para gerar renda, trabalho e ajudar no desenvolvimento socioterritorial; e Museu para interagir e se emocionar.

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Biografía del autor/a

  • Andrea Rabinovici, Universidade Federal de São Paulo

    Cientista social com ênfase em antropologia (IFCH-Unicamp), Especialista em Turismo Ambiental (SENAC-SP), Mestra em Ciência Ambiental (Procam-USP) e Doutora em Ambiente e Sociedade (NEPAM-Unicamp). Realizou estágios pós-doutorais no Programa de Pós-Graduação de Memória Social (UNIRIO) e na Cátedra Olavo Setubal no Instituto de Estudos Avançados da USP. Na Unifesp é professora titular do Departamento de Ciências Ambientais e do Programa de Pós-Graduação em Análise Ambiental Integrada e é Coordenadora da Cátedra Sustentabilidade.

  • Adriana Russi, Universidade Federal Fluminense

    Pós-doutora em Museologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, vem investigando as interfaces entre museus, coleções e povos indígenas. Doutora em Memória Social pela UNIRIO, artista plástica formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP com mestrado em Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É docente da Universidade Federal Fluminense – UFF no Departamento de Artes e Estudos Culturais, campus Rio das Ostras. Líder do grupo de pesquisa do CNPq Etnoeducação, Cultura e Patrimônio. Docente do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO. Membro do ICME – ICOM (UNESCO). Integra a rede de pesquisadores do Projeto Artes do Txama Txama, realizado pelo IEPE em parceria com a AIKATUK e com financiamento do edital PNPI do IPHAN. Coordenadora do projeto da ABA denominado Mapeamento das coleções etnográficas no Brasil. Representante da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) no Comitê Gestor do Instituto Brasileiro de Museus.

Referencias

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Publicado

2026-09-29

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Número

Sección

Museos

Cómo citar

RABINOVICI, Andrea; RUSSI, Adriana. Viver das e viver nas memórias: a vida nos Museus Orgânicos do Ceará, Brasil. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 34, p. 1–32, 2026. DOI: 10.11606/1982-02672026v34e46. Disponível em: https://revistas.usp.br/anaismp/article/view/243303. Acesso em: 23 oct. 2026.