Onde rios se encontram: paisagens de Maurícia e Nova Amsterdam
DOI:
https://doi.org/10.11606/1982-02672025v33e41Palabras clave:
Nova York, Fontes visuais, Urbanização, Paisagem, RecifeResumen
No século XVII, a Companhia das Índias Ocidentais (WIC), da República das Sete Províncias, atuais Países Baixos, fundou alguns assentamentos ultramarinos que vieram a se tornar grandes cidades. Entre eles, estão o Recife (Cidade Maurícia entre 1637 e 1654) e Nova York (Nova Amsterdam entre 1624 e 1661). Apesar de diversas semelhanças, como a presença da WIC como empreendedora, a função colonizatória e a importância da comunidade judaica, elas ainda não foram aproximadas em suas semelhanças e contrastes visuais e formais. Ao considerar o conceito de paisagem, levando em consideração a História Social das Sete Províncias e de suas colônias do Novo Mundo, propomos uma aproximação baseada na análise e discussão de iconografias, nossas fontes principais. Mapas, pinturas e gravuras são lidos a partir dos elementos que apresentam (ou deixam de apresentar), da ordenação compositiva e do olhar dos artistas viajantes. Ao problematizar as representações, discutimos a construção desses núcleos segundo os critérios culturais e subjetivos que os deram origem, evidenciando as conexões entre as duas cidades em uma narrativa histórica única.
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