Compondo o gênero
trajetórias de cantoras-compositoras no Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v8i1p176-188Resumo
Este artigo relata, a partir de entrevistas e de observação participante, trajetórias de cantoras-compositoras na cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de analisar como as relações de gênero interferem na vida dessas artistas. Discutiremos como a crescente criação de coletivos e eventos musicais protagonizados por mulheres podem transformar as desigualdades do atual cenário profissional da área. A valorização da história de vida e das narrativas individuais se torna uma importante fonte de conhecimento para a área da musicologia, ressaltando trajetórias pouco reconhecidas na história da música.
Palavras-chave: Canção, Memória individual, Pesquisa em musicologia, Relações de gênero.
Downloads
Referências
ALVES-MAZZOTTI, A.J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas Ciências Sociais Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
BOURDIEU, P. A dominação masculina. 2ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
FREIRE, V.L.B.; PORTELA, A.C.H. Mulheres compositoras: da invisibilidade à projeção internacional. In: NOGUEIRA, I.P.; FONSECA, S.C. (Org.). Estudos de gênero, corpo e música: abordagens metodológicas. ANPPON – Pesquisa e música no Brasil. v. 3, 2013. p. 279-302.
HINE, C. Por uma etnografia para a internet: transformações e novos desafios. Revista MATRIZes. Entrevista por Bruno Campanella. v. 9., n. 2, jul./dez. 2015. p. 167-173.
LACERDA, L.D. Memórias compostas: narrativas de cantoras-compositoras no Rio de Janeiro. 2017. 100f. Dissertação (Mestrado em Música) – Centro de Letras e Artes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017a.
LACERDA, L.D. Trajetórias silenciadas: a contribuição de Eunice Katunda para o repertório violonístico. In: 1º Simpósio Internacional de Violão. O Violão na América Latina: tendências, desafios, perspectivas, Belo Horizonte, 2017. 2017b.
MARQUES, J. Canção interrompida – as compositoras brasileiras dos anos 30/40. Revista Gênero. Niterói, v.3, n.1, p. 41-47, 2º semestre, 2002.
MOREIRA, N.R. A presença das compositoras no samba carioca: um estudo da trajetória de Teresa Cristina. 2013. Tese (Doutorado em Sociologia) - Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Universidade de Brasília, Brasília.
MUSSULINI, D. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. 2016. Mensagem recebida via Messenger. Em 25 fev. 2016.
POLLAK, M. A gestão do indizível. WebMosaica: Revista do Instituto Cultural Judaico Marc Chagall. v. 2, n. 1, p. 9-49. 2010.
SANTANA, C.P. Enlaçando falas de mulheres: entrevistas com mulheres compositoras. In: III Seminário Internacional Enlaçando Sexualidades. Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2013.
TABORDA, M. Violão e identidade nacional. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
ULHÔA, M. Nova história, velhos sons: notas para ouvir e pensar a música brasileira popular. Revista Debates. Cadernos do Programa de Pós-graduação em Música do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, Rio de Janeiro, n. 1, ago. 1997, p. 80 - 101.
VELHO, G. Observando o familiar. In: NUNES, E. (Org.). A aventura sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. p. 123-132.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2018 Revista Aspas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
O autor se compromete a sempre que publicar material referente ao artigo publicado na Revista Aspas mencionar a referida publicação da seguinte forma:
"Este artigo foi publicado originalmente pela Revista Aspas em seu volume (inserir o volume), número (inserir o número) no ano de (inserir o ano) e pode ser acessado em: http://revistas.usp.br/aspas de acordo com a Licença Creative Commons CC-BY 4.0.
