Pode-se traduzir um monstro? Diálogos imagéticos sobre o mais-que-humano
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v16i1p9-25Palavras-chave:
Evolucionismo, Linguagem, Monstruosidades, PoesiaResumo
Pode-se traduzir um monstro? Com esse questionamento iniciamos este breve ensaio, na esperança não de respondê-lo, mas imaginá-lo. Ao reivindicar seu direito a ser um monstro, a poeta trans sudaca Susy Shock parece questionar um ideal de humanidade promulgado pelo humanismo e pelos ideais da antropologia evolucionista, que estabelece a figura do Humano como suprassumo da civilização. Traduzir um monstro, então, não seria possível. Se a língua humana almeja a totalidade – traduzir tudo –, línguas monstruosas, ou mais-que-humanas, podem ser traduzíveis?
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