Não douramos a pílula, contaminamos os espaços: um diálogo com Dance With Me, de Élle de Bernardini
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v16i1p126-147Palavras-chave:
Performance-arte, Trans*, Interdisciplinaridade, EspacialidadesResumo
Este ensaio dialoga com a performance Dance With Me, de Élle de Bernardini, a partir da noção de “mecanismos de aceitação e rejeição” elaborada pela própria artista. Ao investigar como a obra negocia sua inserção em instituições artísticas, argumento que a performance opera como agente múltipla, mobilizando criticamente estratégias de passabilidade e de branquitude, bem como dinâmicas de transplay, para tensionar as condições de hospitalidade institucional. Nesse movimento, a obra intervém na partilha do sensível, não apenas por meio da redistribuição de identidades, mas também da redistribuição da violência. O ensaio integra um diálogo maior com outras obras da artista, que, por sua vez, integra uma pesquisa mais ampla sobre práticas artísticas de pessoas trans* brasileiras, a partir da década de 2010, que perturbam normas de espacialidade e contaminam seus espaços.
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