O nome como travessia: queerizar a linguagem em cena

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v16i1p69-86

Palavras-chave:

Queerizar a linguagem, Improvisação, Nomear, Regimes de poder, Performatividade

Resumo

Este artigo investiga a prática de queerizar a linguagem como operação estética e política na cena contemporânea. Partindo da noção do nome como tecnologia histórica de separação e hierarquização, propõe-se deslocá-lo para o campo da travessia, onde significante e significado deixam de coincidir de modo estável. Em uma abordagem teórico-prática, articulando reflexão conceitual e experimentação artística, analisam-se táticas como improvisação, repetição e détournement. Argumenta-se que a cena pode operar como laboratório de instabilidade semântica, no qual o corpo tensiona e reinscreve regimes de inteligibilidade.

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Biografia do Autor

  • Alice Pacheco Nogueira, Universidade de São Paulo

    É diretore, dramaturgue, performer e pesquisadore. Doutorande em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP), investiga as relações entre linguagem, vulnerabilidade, perspectivas queer e criação nas artes performativas. É mestre em Artes Cênicas pela USP e em Angewandte Theaterwissenschaft pela Justus-Liebig-Universität Gießen (Alemanha). Sua produção artística transita entre Brasil e Alemanha e inclui trabalhos como The Name of the Piece, apresentado no Künstler*innenhaus Mousonturm, em Frankfurt am Main, e If I Were to Place You Entirely into a Poem, realizado em Berlim. Sua prática artística desenvolve processos de criação em que improvisação, escrita e composição dramatúrgica se atravessam, tratando a linguagem como matéria performativa e explorando zonas de indistinção entre teatro, dança e performance

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Publicado

2026-08-14

Como Citar

Nogueira, A. P. (2026). O nome como travessia: queerizar a linguagem em cena. Revista Aspas, 16(1), 69-86. https://doi.org/10.11606/issn.2238-3999.v16i1p69-86