Perfil hematológico de gambás (Didelphis aurita e Didelphis albiventris)de vida livre do estado de São Paulo, Brasil

Autores

  • Stephany Rocha Ribeiro Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia https://orcid.org/0009-0001-4978-0015
  • Flora Nogueira Matos Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” https://orcid.org/0000-0001-8855-9092
  • Paula Sader Teixeira Universidade Anhanguera
  • Ticiana Zwarg Divisão da Fauna Silvestre, Prefeitura de São Paulo
  • Luana Rivas Divisão da Fauna Silvestre, Prefeitura de São Paulo
  • Ligia Souza Lima Silveira da Mota Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia
  • Rodrigo Hidalgo Friciello Teixeira Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia , Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2026.233003

Palavras-chave:

Hemograma, Didelphidae, Laboratório clínico, Marsupial, Vida selvagem

Resumo

Apesar de gambás serem frequentemente resgatados em ambientes urbanos e periurbanos, a interpretação dos exames laboratoriais é dificultada devido a carência de estudos que forneçam valores de referência para parâmetros hematológicos nessas espécies. O objetivo deste estudo foi estabelecer o perfil hematológico de gambás de vida livre no estado de São Paulo. Foram colhidas amostras de sangue de 52 indivíduos de duas espécies: 32 gambás-de-orelha branca (Didelphis albiventris) e 20 gambás-de-orelha-preta (Didelphis aurita) para avaliação do hemograma completo. Estes animais foram resgatados por duas instituições, uma de Sorocaba e outra da cidade de São Paulo. Das amostras de D. albiventris, os valores médios e desvios-padrão obtidos foram: eritrócitos (x106/µL) 3,68 ± 0,50, hemoglobina (g/dL) 8,85 ± 2,07, hematócrito (%) 29,65 ± 5,66, VCM (fL) 83,81 ± 7,65, HCM (pg) 25,33 ± 2,79, CHCM (%) 29,40 ± 1,77, leucócitos totais (x103/µL) 12.523 ± 4.282, neutrófilos segmentados /µL) 5.962 ± 2.954, linfócitos (/µL) 5.944 ± 1.753, eosinófilos /µL) 427 ± 378, monócitos (/µL) 273 ± 193. Para D. aurita, os valores médios foram: eritrócitos (x103/µL) 4,27 ± 1,11, hemoglobina (g/dL) 11,32 ± 2,83, hematócrito (%) 37,88 ± 7,07, VCM (fL) 92,38 ± 19,29, HCM (pg) 26,47 ± 5,53, CHCM (%) 29,16 ± 3,94, eritroblastos (/100 leu) 0,24 ± 0,55, leucócitos totais (/µL) 9.883 ± 5.333, neutrófilos segmentados ( µL) 5.677 ± 3.378, linfócitos (/µL) 2.421 ± 1.337, eosinófilos (/µL) 972 ± 806, monócitos (/µL) 229 ± 186 e basófilos (/µL) 35,56 ± 53,95. Diferentes regiões geográficas, condições climáticas e alimentação dos animais, além da presença de parasitas, são variáveis que podem influenciar nos valores do eritrograma e do leucograma. Os valores hematológicos encontrados neste estudo podem ajudar os médicos veterinários na medicina de gambás, pois contribuem para aumentar a informação disponível sobre esta espécie de marsupial.

 

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Publicado

2026-07-07

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1.
Ribeiro SR, Matos FN, Teixeira PS, Zwarg T, Rivas L, Souza Lima Silveira da Mota L, et al. Perfil hematológico de gambás (Didelphis aurita e Didelphis albiventris)de vida livre do estado de São Paulo, Brasil. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. [Internet]. 7º de julho de 2026 [citado 3º de agosto de 2026];63:e233003. Disponível em: https://revistas.usp.br/bjvras/article/view/233003