Mãe e filho em campo: costurando uma experiência etnográfica

Autores

  • José Rolfran Tavares Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Francisca das Chagas de Souza Tavares Escola Estadual Professor Arnaldo Arsenio de Azevedo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v33i1pe218454

Palavras-chave:

Trabalho de campo, Estratégias metodológicas, Antropologia colaborativa, Etnografia

Resumo

Esse texto é a síntese de uma conversa do autor e da coautora sobre a produção conjunta das atividades de campo durante a elaboração da dissertação de Rolfran de Souza Tavares, pois nela o autor convidou sua mãe (a coautora, Francisca de Souza Tavares) para o auxiliar. Isso ocorreu devido ele desejar fazer uma aproximação agradável e comprometida com as colaboradoras da pesquisa, mulheres que maternavam jovens negros e tiveram um de seus tutelados assassinados. Naquele estudo o interesse era compreender as noções de segurança pública delas e suas articulações para salvaguardar os filhos, imaginando que esse assunto poderia gerar grande desconforto emocional, o pesquisador inseriu uma das pessoas que considerava legitimada por elas para mediar contatos dessa natureza, sua mãe, pois as mulheres com quem trabalharam habitavam o mesmo território onde o autor e a coautora residem, já tendo interações cotidianas sobre a prática de maternagem com Francisca.

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Biografia do Autor

  • José Rolfran Tavares, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é mestre e atualmente faz doutorado em Antropologia Social pelo PPGAS-UFRN. Tem dedicado maior parte da sua formação ao debate das relações raciais, conectando esse tema com a formação do Estado brasileiro, o encarceramento em massa e o extermínio da juventude negra, focando nas desigualdades educacionais e urbanas a que esse segmento é submetido. Nós últimos cinco anos, concentrou sua atenção nas dinâmicas de insegurança pública nos bairros ao oeste de Parnamirim-RN, mais recentemente, no mesmo local, também está trabalhando com os processos de formação de família e condições de subsistência no território.

  • Francisca das Chagas de Souza Tavares, Escola Estadual Professor Arnaldo Arsenio de Azevedo

    Estudante do terceiro ano do ensino médio, modalidade de educação de jovens e adultos (EJA), na Escola Estadual Professor Arnaldo Arsenio de Azevedo. É uma agricultora aposentada que criou, junto ao companheiro, três filhos na periferia de Parnamirim-RN, cidade da região metropolitana de Natal. Foi introduzida nas atividades de pesquisa antropológica do filho mais velho, contribuindo com seus conhecimentos enquanto mulher que materna jovens negros em uma região com alto número de homicídios para pessoas com o perfil deles. Naquela oportunidade, ela também começou a aprender sobre métodos científicos, metodologias das ciências sociais e ética em campo.

Referências

Tavares, José Rolfran. 2023. Colhendo Os Cacos Dos corações No Olho Do furacão: Mães Enlutadas Sobrevivendo a Pandemia E Vivendo O Black Lives Matter. Revista Inter-Legere 6 (37):c31804. https://doi.org/10.21680/1982-1662.2023v6n37ID31804.

Tavares, José Rolfran. 2021.Território, maternagem e extermínio da juventude negra: uma etnografia nas periferias ao oeste de Parnamirim/RN. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Piedade, Vilma. 2017. Dororidade. São Paulo: Nós.

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Publicado

2024-05-31

Edição

Seção

Etnografias de bolso

Como Citar

Tavares, J. R., & Tavares, F. das C. de S. . (2024). Mãe e filho em campo: costurando uma experiência etnográfica. Cadernos De Campo (São Paulo - 1991), 33(1), e218454. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v33i1pe218454