Los secretos de los antropólogos y los antropólogos que habitan el secreto:¡Quemen mis diarios de campo!

Autores/as

  • Ana Clara Sousa Damásio dos Santos Universidade de Brasília - UnB /Doutoranda

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe244814

Palabras clave:

Secreto, Diario de campo, Antropología, Etnografía

Resumen

 En este ensayo reflexiono sobre el lugar del secreto en la práctica antropológica, entendiéndolo no como una falla metodológica ni como una excepción incómoda, sino como una dimensión constitutiva del oficio. A partir del debate sobre los diarios de campo, como la publicación póstuma de los cuadernos de Bronisław Malinowski, examino la tensión permanente entre exposición y resguardo que atraviesa la etnografía. La reflexión se profundiza mediante una investigación realizada en el seno de mi propia familia, donde los secretos familiares emergen como fuerzas activas en la producción del conocimiento, reconfigurando relaciones, narrativas y elecciones éticas.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Ana Clara Sousa Damásio dos Santos, Universidade de Brasília - UnB /Doutoranda

    Ana Clara Sousa Damásio dos Santos é Mestra em Antropologia pelo PPGAS (Programa de Pós Graduação em Antropologia Social) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Atualmente é doutoranda na Universidade de Brasília (UnB) pelo Departamento de Antropologia (DAN). É membra do SerTão, Núcleo de Ensino, Extensão e Pesquisa em Gênero e Sexualidade vinculado a Faculdade de Ciências Sociais (FCS/UFG). Também é integrante do MOBILE - Laboratório de Etnografia das Circulações e Dinâmicas Migratórias (DAN/UnB) e do Laboratório de Ensino de Sociologia Lélia Gonzalez (SOL-UnB). Atualmente é Editora Associada da Revista Novos Debates: Fórum de Antropologia. Possui interesse nos diálogos que perpassam escravidão, relações raciais, família, parentesco, migração e metodologia antropológica. Também é a criadora do podcast "Antro, como faz?", projeto que busca discutir metodologia antropológica de maneira descomplicada e acessível.

Referencias

Barreto Filho, Henyo T. 2018. “Meio século de notas e diários de campo: o ofício etnográfico e a etnologia de Cardoso de Oliveira.” Anuário Antropológico 28 (1): 389-410.

Behar, Ruth. 1996. The vulnerable observer: anthropology that breaks your heart. Boston: Beacon Press.

Bosi, Ecléa; Barbosa, João Alexandre Costa; Chauí, Marilena de Souza. 2015. Memória e sociedade: lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras.

Bourdieu, Pierre. 2011. Homo academicus. Florianópolis: Editora da UFSC.

Cardoso de Oliveira, Roberto. 2000. “O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir, escrever.” In: O trabalho do antropólogo. 2. ed. Brasília: Editora UNESP, 17-35.

Debert, Guita G. 1986. “Problemas relativos à utilização da história de vida e história oral.” In: Cardoso, Ruth (org.). A aventura antropológica: teoria e pesquisa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 141-156.

Fleischer, Soraya. 2023. Na cozinha da antropologia. São Paulo: Papéis Selvagens Edições.

Fleischer, Soraya, e Alinne Bonetti. 2010. “Etnografia arriscada: dos limites entre vicissitudes e ‘riscos’ no fazer etnográfico contemporâneo.” Teoria & Pesquisa XIX: 1–11.

Fonseca, Cláudia. 2004. Família, fofoca e honra: etnografia de relações de gênero e violência em grupos populares. Porto Alegre: Editora da UFRGS.

Haraway, Donna. 1995. “Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial.” Cadernos Pagu 5: 7-41.

Leal, João. 2016. “Diários de campo: modos de fazer, modos de usar.” In: Almeida, Sónia Vespeira de, e Rita Cachado (orgs.). Os arquivos dos antropólogos. Caldas da Rainha: Editora Palavrão, 143-154.

Machado, Igor José de Renó, e Ana Claudia Marques. 2014. “Entrevista com Janet Carsten.” Revista de Antropologia da UFSCar 6 (2): 147–159.

Malinowski, Bronislaw. 1997. Um diário no sentido estrito do termo. Rio de Janeiro: Record.

Pollak, Michael. 1989. “Memória, esquecimento, silêncio.” Estudos Históricos 2 (3).

Sahlins, Marshall. 2013. What kinship is… and is not. Chicago: The University of Chicago Press.

Weber, Florence. 2009. “A entrevista, a pesquisa e o íntimo, ou por que censurar seu diário de campo?” Horizontes Antropológicos 15 (32): 157–170.

Publicado

2026-05-04

Número

Sección

Etnografias de bolso

Cómo citar

Sousa Damásio dos Santos, A. C. (2026). Los secretos de los antropólogos y los antropólogos que habitan el secreto:¡Quemen mis diarios de campo!. Cadernos De Campo (São Paulo, 1991), 35(1), e244814. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe244814