¿Habrá fiesta con lo que queda? Un ensayo sobre catástrofes, pesimismo y mundos después del fin del mundo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe245211Palabras clave:
Pesimismo etnográfico, Etnología indígena, Fin del mundo, AntropocenoResumen
El artículo aborda la catástrofe a partir del diálogo entre el pesimismo etnográfico y las cosmologías indígenas, articulando la crítica a la modernidad colonial con los debates contemporáneos sobre el Antropoceno. Claude Lévi-Strauss y Egon Schaden se presentan como referencias centrales, pues encarnan una tradición antropológica marcada por la melancolía ante la supuesta desaparición de los pueblos indígenas; esto se contrapone a las perspectivas de pensadores indígenas y autores contemporáneos como Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Anna Tsing, Déborah Danowski y Eduardo Viveiros de Castro. En las consideraciones finales, se argumenta que el pesimismo puede funcionar como un eje epistemológico productivo, al poner de relieve que los pueblos indígenas han desarrollado formas de habitar mundos en colapso, ofreciendo así claves conceptuales para pensar mundos situados más allá del fin del mundo.
Descargas
Referencias
Almeida, Mauro William Barbosa de. 2021. Caipora e outros conflitos ontológicos. São Paulo: Ubu Editora.
Azevedo, Marta Maria. 2023. “O que o Censo 2022 vai poder mostrar sobre os povos indígenas.” Entrevista realizada por Fany Ricardo, Tatiane Klein e Tiago Moreira dos Santos. In: Ricardo, Fany; Klein, Tatiane; Santos, Tiago Moreira dos (org.). Povos indígenas no Brasil: 2017/2022. São Paulo: Instituto Socioambiental (ISA). p. 55-59.
Baniwa, Denilson. 2021. “A arte em luto”. Racismo Ambiental. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/2021/11/07/a-arte-em-luto-por-denilson-baniwa/.
Carneiro da Cunha, Manuela. 2009 [1979] “Etnicidade: da cultura residual, mas irredutível”. In: Carneiro da Cunha, Manuela. Cultura com aspas. São Paulo, Cosac Naify, pp. 235-245.
Clifford, James. 2013. Returns. Becoming Indigenous in the twenty-first century. Cambridge: Harvard University Press, Cambridge.
Danowski, Débora; Viveiros de Castro, Eduardo . 2017. Há mundo por vir? Ensaio sobre os medos e os fins. Florianópolis/São Paulo: Cultura e Barbárie e Instituto Socioambiental.
Fisher, Mark. 2020. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo?. São Paulo: Autonomia Literária.
Flitsch, Mareile. 2023. “Entre a melancolia etnográfica e o requinte gastrosófico: relendo Tristes trópicos como uma antropóloga social do século XXI”. Revista Rosa, v. 7, n. 3, 31 jul. https://revistarosa.com/7/melancolia-etnografica-e-requinte-gastrosofico.
Guajajara, Sonia; Santana, Carolina Ribeiro; Lunelli, Isabella Cristina. 2023. “”Índio integrado” e”índio aculturado”: o uso desses padrões de criminalização de lideranças indígenas pelo judiciário brasileiro”. Revista Direito e Práxis. 14 (2): 1247–81. https://doi.org/10.1590/2179-8966/2023/75104.
Krenak, Ailton. 2019. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Editora: Companhia das Letras.
Kopenawa, Davi; Albert, Bruce. 2015. A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras.
Latour, Bruno. 2013. Jamais fomos modernos. Tradução de Carlos Irineu da Costa. 3. ed. São Paul: Editora 34.
Lévi-Strauss, Claude. 1996 [1955]. Tristes Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras.
Lévi-Strauss, Claude. 1997 [1962]. O pensamento selvagem. Tradução de Tânia Pellegrini. 12a. ed. Campinas, Papirus.
Lévi-Strauss, Claude . 2013 [1973]. Antropologia estrutural dois. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo, Cosac Naify.
Lévi-Strauss, Claude . 2017 [1958] Antropologia estrutural. Tradução: Beatriz Perrone-Moisés São Paulo: Ubu Editora, 2017 432 pp.
Masseno, André. 2023. “Tristes trópicos ou as (re)encenações de um olhar”. Revista Rosa, v. 7, n. 3, 31 jul. https://revistarosa.com/7/reencenacoes-de-um-olhar.
Merquior, José Guilherme. 1991. De Praga a Paris: uma crítica do estruturalismo e do pensamento pós-estruturalista. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Mombaça, Jota. 2021. Não vão nos matar agora. Rio de Janeiro: Cobogó.
Pagliaro, Heloísa; Azevedo, Marta Maria; Santos, Ricardo Ventura. 2005. “Demografia dos Povos Indígenas no Brasil: um panorama crítico”. In: PAGLIARO, Heloísa; Azevedo, Marta Maria; Santos, Ricardo Ventura (orgs.). Demografia dos povos indígenas no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/ Associação Brasileira de Estudos Populacionais. pp. 11-23.
Pierri, Daniel Calazans. 2014. “Como acabará essa terra? Reflexões sobre a cataclismologia Guarani-Mbyá, à luz da obra de Nimuendajú”. Revista Tellus, n. 24, p. 159-188.
Ribeiro, Darcy. 1985. Os índios e a civilização. São Paulo: Círculo do Livro.
Sahlins, Marshall. 1997. “O ‘pessimismo sentimental’ e a experiência etnográfica: porque a cultura não é um ‘objeto’ em via de extinção”. Mana, v.3, n.1: 41-73.
Santos, Augusto Ventura dos. 2019. “Alternativas kaiowa e Guarani para um impasse na reflexão de Egon Schaden”. Revista de Antropologia, São Paulo, Brasil, v. 62, n. 2, p. 298-322, https://doi.org/10.11606/21790892.ra.2019.161986https://revistas.usp.br/ra/article/view/161986.
Schaden, Egon. 1974. Aspectos fundamentais da cultura Guarani. São Paulo: Editora EDUSP.
Schaden, Egon. 1969. Aculturação indígena: ensaio sobre fatores e tendências da mudança cultural de tribos indígenas em São Paulo: Pioneira.
Steward, Julian Haynes. 1949. “The native population of South America”. In: Steward, Julian Haynes (Org.). Handbook of South American Indians. Washington: Government Printing Office. v.5.
Tsing, Anna. 2015. O cogumelo no fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. São Paulo: N-1 Edições.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Cadernos de Campo (São Paulo, 1991)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autorizo a Cadernos de Campo a publicar el trabajo de mi autoría/responsabilidad, así como me responsabilizo por el uso de imágenes, si se aceptada su publicación.
Estoy de acuerdo con esta declaración como una expresión absoluta de la verdad y confirmo el carácter inédito de la obra presentada. Asumo la plena responsabilidad del material presentado en mi nombre y en el de los eventuales coautores