Desobedecer pela Língua: a insurgência linguística em O Som do Rugido da Onça, de Micheliny Verunschk
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-9651.i31p292-318Palabras clave:
Micheliny Verunschk, Desobediência Linguística, Bilinguajamento, Hibridação, ResistênciaResumen
Neste artigo analisamos o romance O som do rugido da onça (2021), de Micheliny Verunschk, destacando as inovações linguísticas elaboradas pela autora como estratégia para desestabilizar o discurso hegemônico sobre fatos históricos do Brasil. Ao narrar o sequestro de crianças indígenas por cientistas europeus, Verunschk introduz elementos das línguas indígenas à narrativa em língua portuguesa, adotando uma perspectiva não eurocêntrica. A análise baseia-se, principalmente, nas reflexões de Gloria Anzaldúa (2009), segundo a qual a língua precisa corresponder a um modo de viver, e de Walter Mignolo (2003) com o conceito de bilinguajamento. Para ambos, a língua não se limita a um elemento de identidade coletiva atrelado a um território geográfico, sendo também um instrumento de desobediência ao projeto colonial. Assim, buscamos analisar como a obra de Verunschk, ao ficcionalizar um fato histórico sob uma perspectiva não eurocêntrica, usa a linguagem como ferramenta de desestabilização das estruturas de poder.
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Referencias
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