Apontamentos acerca dos usos da palavra “fortuna” nos Ensaios

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DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v45i2p91-101

Palavras-chave:

Fortuna, Censura, Ensaios de Montaigne, Filosofia Renascentista

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo discutir alguns importantes aspectos acerca dos usos que Montaigne faz do termo “fortuna” em seus Ensaios. O referido termo, de origem pagã, e amplamente utilizado no Renascimento, é recorrente na obra, a ponto de ter chamado a atenção dos censores da Inquisição de Roma, dos quais Montaigne se recusara a seguir as recomendações. Porém, mais do que uma mera preferência do autor, o uso da palavra fortuna parece estar vinculado a uma proposta de empreender uma investigação essencialmente laica e mundana, eximindo-se de preocupações teológicas e dogmáticas em geral. Assim, nosso intuito neste artigo será mostrar que tal escolha terminológica de Montaigne, bem como a recusa em acatar as recomendações dos censores romanos, não são atitudes gratuitas, mas, ao contrário, se baseiam em um projeto filosófico específico.

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Biografia do Autor

  • Mateus Masiero, Sem registro de afiliação

    Doutor em filosofia pela UNICAMP. Professor de ensino básico no Estado de São Paulo.

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Publicado

11-08-2026

Edição

Seção

Dossiê Estudando Montaigne - Brasil

Como Citar

Masiero, M. (2026). Apontamentos acerca dos usos da palavra “fortuna” nos Ensaios. Cadernos De Ética E Filosofia Política, 45(2), 91-101. https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v45i2p91-101