Inventando a nação: aspectos do nacionalismo literário romântico Israelense pré-independência, suas origens e contradições
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-8051.cllh.2023.216082Palavras-chave:
Nacionalismo., Romantismo, Hebraico, Prosa, PoesiaResumo
Poderia uma literatura de alguns imigrantes judeus, das mais variadas procedências e falantes nativos de uma miríade de idiomas, produzida em um local cuja soberania política e a autonomia cultural ainda não passava de um ideal, a Palestina, e escrita em uma língua arcaica e morta (ao menos na fala), eminente usada em escritos religiosos, com pouquíssimas relações com vida cotidiana deste grupo heterogêneo aspirar ao status de uma literatura nacional ou nacionalista, que exprimisse o caráter do povo e suas mais amplas aspirações? Poderia a ideologia política, a herança e as tradições históricas e religiosas, já bastante diluídas no secularismo desde a subida de Napoleão Bonaparte ao poder, elevar tal literatura, e, por conseguinte, tal língua, a este status? Partindo destes questionamentos e tomando como base as principais características da literatura romântica em geral, investigaremos os modelos de produção literária, prosa e poesia, do chamado Romantismo Israelense e suas contradições quanto aos pressupostos da estética em questão.
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