Subjetividade e trabalho docente superior: viver e trabalhar nas calhas dos rios amazônicos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.cpst.2026.219252Palabras clave:
Trabalho docente, Subjetividade, AmazôniaResumen
Viver e trabalhar no interior da Amazônia pode indicar formas distintas de subjetivação. Além das transformações do trabalho docente moldados às exigências do mercado, destacam-se as singularidades da atuação no contexto das pequenas cidades amazônicas. O objetivo da pesquisa foi analisar os modos de vida e a organização do trabalho de docentes que atuam nas pequenas cidades do estado do Amazonas. A pesquisa é de natureza qualitativa, sendo entrevistados dez docentes que atuam no interior do Amazonas. Os dados foram sistematizados por meio da Análise do Núcleo de Sentido, e utilizou-se a Psicodinâmica do Trabalho para a análise e discussão dos resultados. O estudo apontou para uma realidade em que os modos de vida estão diretamente relacionados às vivências subjetivas no trabalho. Destacaram-se, nesse sentido, as precariedades nas condições de trabalho e na infraestrutura das cidades. Embora haja a coexistência entre prazer e sofrimento, existe indícios de riscos psicossociais à saúde desse grupo de trabalhadores, intensificados, sobretudo, pela sobrecarga de trabalho, o que pode resultar em adoecimento psíquico.
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