Profissão docente no ensino superior privado
o difícil equilíbrio de quem vive na corda bamba
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v22i1p49-63Palavras-chave:
Condições de trabalho, Ensino superior, Professores universitários, Saúde do trabalhadorResumo
Este artigo tem por objetivo discutir o trabalho e a saúde de professores do ensino superior privado. Parte-se da premissa de que a precarização do trabalho é um dos principais fatores que degradam a educação e a saúde desses profissionais. Considerando a complexidade do tema, este artigo se fundamentou no materialismo histórico dialético e em estudos sobre saúde mental relacionada ao trabalho. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semidirigidas. Os resultados mostram que os docentes estão submetidos a condições precárias e intensificadas de trabalho. A preservação da idealização da atividade profissional é um facilitador da alienação que prende os docentes a uma representação do trabalho como missão, que, além de submetê-los a condições fisicamente desgastantes, também os sujeitam a pressão psicológica potencialmente adoecedora. Conclui-se que a mercantilização da educação e do ensino descaracterizam a função do educador e propiciam o desgaste, o mal-estar e o adoecimento.
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