Desvendando os sentidos do trabalho
limites, potencialidades e agenda de pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v22i2p165-184Palavras-chave:
Sentidos do Trabalho, Trabalho, Subjetividade-ObjetividadeResumo
Neste texto, objetivamos analisar os conteúdos presentes na definição de sentido(s) do trabalho que possuem maior influência no campo das ciências sociais aplicadas no Brasil. Para tanto, efetuamos uma análise imanente dos artigos mais referenciados na área, identificados por meio de um estudo bibliométrico nos portais Capes, Spell e Scielo, entre os anos de 2000 a 2017. A partir do levantamento bibliométrico, foi constatado que os estudos acerca do sentido do trabalho possuem dois autores basilares: Estelle Morin e Ricardo Antunes. Para Morin, o trabalho só adquire sentido se houver a intensificação do trabalho e ele for produtivo para o capital; para Antunes, o trabalho só tem sentido para além do capital. Por isso, é epistemologicamente incoerente dialogar os dois autores em um mesmo trabalho, pois um afirma o status quo e o outro o nega. A compreensão emanada dos textos analisados permitiu reafirmarmos a necessidade de resgatar a categoria “trabalho” em sua particularidade histórica, defendermos a postura filosófica da determinação ontoprática do pensamento e propormos reflexões sobre uma agenda de pesquisa.
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