On proper names in The Cave, by José Saramago
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i34p288-298Keywords:
Saramago, A caverna, Etymology, Classics, Classical receptionAbstract
In the novel The Cave, of José Saramago, a restricted number of characters have a first name, including two named right on the first page, Cipriano and Marçal. Both names are etymologically associated with the gods Venus and Mars. Based on a tradition that relates these gods to aggregating and disaggregating forces of the universe, it is suggested that these first names foreshadow the constituent nature of such forces in the narrative, in the profession of pottery, in the figure of the Centre, and even metalinguistically in the role of the narrator of the narrative. This assertion is supported by means of the analysis of selected episodes and the joint study of characters with first names.
Downloads
References
CINTRA, A. T. C. Manual intermitente: notas sobre a poética ficcional de José Saramago. 2008. Tese (Doutorado em Estudos Literários) – Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2008.
FEITEIRA, L. C. “Éramos nós”: uma leitura andreseniana de A caverna, de José Saramago. 2023. Dissertação (Mestrado em Literatura Portuguesa) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. DOI: 10.11606/D.8.2023.tde-30012024-184804. Acesso em: 9 abr. 2024.
FRIER, D. G. “Aqueles Que por Obras Valerosas/ Se Vão da Lei da Morte Libertando”: Names, Knowledge and Power in Portuguese Literature from the Renaissance to Saramago. Mester, v. 31, n. 1, p. 112–132, 2003.
GENETTE, G. Fronteiras da narrativa. In: BARTHES, R. et al. Análise estrutural da narrativa. Trad. Maria Zélia Barbosa. 7. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2011.
HORNBLOWER, S.; SPAWFORTH, A.; EIDINOW, E. The Oxford Classical Dictionary. 4. ed. Oxford: Oxford University Press, 2012.
LUCRÉCIO. Da natureza das coisas. Tradução (do latim), introdução e notas de Luís Manuel Gaspar Cerqueira. Lisboa: Relógio D’Água Editores, 2015.
NOVAK, M. da G. O lucreciano De rerum natura e o Hino a Vênus. Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 109–121, 1989. DOI: 10.24277/classica.v2i1.629. Disponível em: https://revista.classica.org.br/classica/article/view/629. Acesso em: 9 abr. 2024.
SANTANA AGUIAR, S.; LUCENA DE ALBERTIM, A. Tradução do “Hino à Vênus”, no proêmio do De rerum natura. Rónai – Revista de Estudos Clássicos e Tradutórios, [S. l.], v. 7, n. 2, p. 29–36, 2019. DOI: 10.34019/2318-3446.2019.v7.28171. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/ronai/article/view/28171. Acesso em: 9 abr. 2024.
SARAMAGO, J. A caverna. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SILVA, A. G. da. Novas subjetividades criadas n’A Caverna contemporânea. In: SAPPIL, 7., 2016, Niterói. Anais do VII Seminário dos Alunos dos Programas de Pós-Graduação do Instituto de Letras da UFF. Estudos de Literatura. Niterói 2016. Disponível em: http://www.anaisdosappil.uff.br/index.php/VIISAPPIL-Lit/article/view/458. Acesso em: 08 abr. 2024.
WEISS, M. Outline of the Historical and Comparative Grammar of Latin. Ann Arbor; New York: Beech Stave Press, 2009.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Alex Mazzanti Júnior

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
O(s) autor(es) declara(m) automaticamente ao enviar um texto para publicação na revista Desassossego que o trabalho é de sua(s) autoria(s), assumindo total responsabilidade perante a lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, no caso de plágio ou difamação, obrigando-se a responder pela originalidade do trabalho, inclusive por citações, transcrições, uso de nomes de pessoas e lugares, referências histórias e bibliográficas e tudo o mais que tiver sido incorporado ao seu texto, eximindo, desde já a equipe da Revista, bem como os organismos editoriais a ela vinculados de quaisquer prejuízos ou danos.
O(s) autor(s) permanece(m) sendo o(s) detentor(es) dos direitos autorais de seu(s) texto(s), mas autoriza(m) a equipe da Revista Desassossego a revisar, editar e publicar o texto, podendo esta sugerir alterações sempre que necessário.
O autor(s) declara(m) que sobre o seu texto não recai ônus de qualquer espécie, assim como a inexistência de contratos editoriais vigentes que impeçam sua publicação na Revista Desassossego, responsabilizando-se por reivindicações futuras e eventuais perdas e danos. Os originais enviados devem ser inéditos e não devem ser submetidos à outra(s) revista(s) durante o processo de avaliação.
Em casos de coautoria com respectivos orientadores e outros, faz-se necessária uma declaração do coautor autorizando a publicação do texto.
Entende-se, portanto, com o ato de submissão de qualquer material à Revista Desassossego, a plena concordância com estes termos e com as Normas para elaboração e submissão de trabalhos. O não cumprimento desses itens ou o não enquadramento às normas editoriais resultará na recusa do material.