Eça de Queirós and Jaime Batalha Reis: dialogues on a Brazil Under Construction
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2175-3180.v17i33p44-65Keywords:
Eça de Queirós, Jaime Batalha Reis, Brazil, Transcultural dialoguesAbstract
At the end of the 19th century, Brazil was emerging as a young, independent nation, striving to assert its identity and consolidate modernization projects. In this context, Portuguese intellectuals such as Eça de Queirós (1845–1900) and Jaime Batalha Reis (1847–1935) turned their attention to the country, producing analyses that combined fascination and criticism. This transatlantic dialogue reveals not only the concerns of the Generation of 1870 writers regarding the course of civilization but also their perception of Brazil as a space of possibilities and challenges. By exploring this intellectual exchange, grounded in the works A Emigração como Força Civilizadora (1893) by Eça de Queirós and O Descobrimento do Brasil Intelectual pelos Portugueses do Século XX (1924) by Jaime Batalha Reis, the present study examines how both authors engaged in the debate on Brazil’s development. Their discourse at times reaffirmed historical ties, while at other times proposed paths for modernization that diverged from the Portuguese model, highlighting the intersections between literature, diplomacy, and political thought in the 19th century. This approach aims to provide a broader understanding of Portugal-Brazil relations during a period of global transformations. Considering the social, cultural, and political concerns shared by both intellectuals, this study investigates how their ideas contributed to an intellectual revolution that crossed the Atlantic, connecting Portugal and Brazil. It underscores the uniqueness of Geração de 70, whose worldview continues to inspire debates on modernity and cultural identity.Downloads
References
CAVALCANTI, Paulo. Eça de Queirós, Agitador no Brasil. Lisboa: Livros do Brasil, s/d.
NEMÉSIO, Vitorino. Uma República das Letras para Portugal e Brasil [1943]. In: PIRES, António Machado et al. (org.) Vitorino Nemésio Vinte Anos Depois. Lisboa-Ponta Delgada: Edições Cosmos, 1998, p. 853.
PEDROSA, Inês. Tanto e Tão Morrido Mar. Única – Expresso, 24 de maio de 2003.
QUEIRÓS, Eça de. A emigração como força civilizadora [1893]. Lisboa: Perspectivas e Realidades, 1979.
QUEIRÓS, Eça de. Uma Campanha Alegre. Lisboa: Livros do Brasil, 2001.
QUENTAL, Antero de. Tesouro poético da infância [1883]. Porto: Lello & Irmão Editores, 1983.
REIS, Jaime Batalha. O descobrimento do Brasil intelectual pelos portugueses do século XX [1924]. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1988.
REIS, Jaime Batalha. Revista Inglesa (Crónicas). Lisboa: Publicações Dom Quixote-Biblioteca Nacional, 1988.
SENA, Jorge de. Estudos de Cultura e Literatura Brasileira. Lisboa: Edições 70, s/d.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Susana L. M. Antunes

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
O(s) autor(es) declara(m) automaticamente ao enviar um texto para publicação na revista Desassossego que o trabalho é de sua(s) autoria(s), assumindo total responsabilidade perante a lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, no caso de plágio ou difamação, obrigando-se a responder pela originalidade do trabalho, inclusive por citações, transcrições, uso de nomes de pessoas e lugares, referências histórias e bibliográficas e tudo o mais que tiver sido incorporado ao seu texto, eximindo, desde já a equipe da Revista, bem como os organismos editoriais a ela vinculados de quaisquer prejuízos ou danos.
O(s) autor(s) permanece(m) sendo o(s) detentor(es) dos direitos autorais de seu(s) texto(s), mas autoriza(m) a equipe da Revista Desassossego a revisar, editar e publicar o texto, podendo esta sugerir alterações sempre que necessário.
O autor(s) declara(m) que sobre o seu texto não recai ônus de qualquer espécie, assim como a inexistência de contratos editoriais vigentes que impeçam sua publicação na Revista Desassossego, responsabilizando-se por reivindicações futuras e eventuais perdas e danos. Os originais enviados devem ser inéditos e não devem ser submetidos à outra(s) revista(s) durante o processo de avaliação.
Em casos de coautoria com respectivos orientadores e outros, faz-se necessária uma declaração do coautor autorizando a publicação do texto.
Entende-se, portanto, com o ato de submissão de qualquer material à Revista Desassossego, a plena concordância com estes termos e com as Normas para elaboração e submissão de trabalhos. O não cumprimento desses itens ou o não enquadramento às normas editoriais resultará na recusa do material.