Solidões e reverências: dádiva e amizade no Zaratustra de Nietzsche

Autores

  • Jelson Oliveira Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251106

Palavras-chave:

dádiva, alegria, amizade, Nietzsche, Zaratustra

Resumo

No presente artigo analisaremos o conceito de criação como presente/dádiva a partir de Assim falou Zaratustra, de Nietzsche. Objetiva-se demonstrar que a solidão é o ato criador e que a criação, sendo ato solitário, tem como produto uma dádiva que, sendo ofertada, cria um tipo especial de vínculo que o filósofo classificará como um grande amor, cuja expressão final será a ideia de amizade como Mitfreude. Demonstraremos, por isso, como a oferta do presente implica uma vinculação com a tarefa autoafirmativa de “fidelidade à terra” e a si mesmo que inverte as antigas premissas da moral da compaixão para expressar a alegria como critério festivo que expressa a tarefa imposta pelo presente: a superação do homem e a conquista do Übermensh.

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Publicado

2026-07-12

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Oliveira, J. (2026). Solidões e reverências: dádiva e amizade no Zaratustra de Nietzsche. Discurso, 56(1), 117-134. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2026.251106