Changó, el gran putas de Manuel Zapata Olivella: a filosofia muntuana como peculiaridade americana
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2447-9748.v5i1p94-112Palavras-chave:
Manuel Zapata Olivella, muntu americano, cimarronaje, afrocentricidadeResumo
O projeto de elaboração de identidade nacional nas colônias americanas consolidou-se na idealização do índio bem como no destaque dado à natureza exótica de cada país. A fim de ressaltar o que se considerava como peculiar, a imagem do negro quando não escamoteada foi alterada negativamente nessa construção. De acordo com Stuart Hall (2006), as manifestações culturais alinharam-se ao desejo da intelectualidade crioula com o objetivo de se pensar acerca das características americanas como representação da nação. Mediante a proposital lacuna histórica e cultural, Nina Friedemann (2007) aponta que isso acarretou na invisibilidade do aporte africano na formação do continente americano. Nesse sentido, é de suma relevância conhecer outros discursos que rearticulem a recuperação do patrimônio cultural africano. Para tanto, nos problematizaremos essas questões a partir da obra Changó, el gran putas (1983), do escritor Manuel Zapata Olivella, pensando a respeito do que ele propõe como muntu americano na formação da América Latina.
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