A colonialidade do poder e a invenção da América Latina como periferia do mundo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2318-8855.v14i2p32-62Palavras-chave:
colonialidade do poder, hegemonia, modernidadeResumo
Este texto tem como objetivo final utilizar o conceito de colonialidade do poder de Aníbal Quijano para analisar configurações sociais presentes na América Latina na atualidade referentes ao colonialismo europeu. Para isso, será feito primeiramente uma análise do mundo antes do século XV, abarcando desde as civilizações na Mesopotâmia até o contexto asiático no século XIX. Com o intuito de argumentar que o preceito de superioridade empregado à Europa é ilusório, pois as bases do conhecimento e do sistema econômico moderno não são oriundas da Europa Ocidental, por terem sido usurpadas de outras regiões do mundo. Analisaremos os conceitos de eurocentrismo e novo padrão de poder mundial, relacionando-o com o conceito de modernidade como instrumento de hegemonia europeia para com as nações periféricas, a partir da formação de uma história unilateral que criou uma ideia de evolucionismo entre as nações e internamente nos Estados. Por fim, exploraremos as consequências desses arranjos para os países latino-americanos, como apagamento cultural e políticas de embranquecimento. Este trabalho baseia-se em uma revisão bibliográfica, utilizando obras acadêmicas que abordam a colonialidade do poder, a modernidade e o eurocentrismo, a fim de fundamentar a análise proposta.
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