Revisão crítica de Humberto Mauro (1927 – 1933): oposições, continuidades e contradições entre campo e cidade, tradição e modernidade
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2318-8855.v14i1p721-753Palavras-chave:
Cidade e campo, História do cinema brasileiro, Humberto Mauro, modernidade e tradição, revisão críticaResumo
Este artigo realiza uma revisão crítica dos filmes Thesouro Perdido (1927), Braza Dormida (1928), Sangue Mineiro (1929) e Ganga Bruta (1933), todos de Humberto Mauro, com enfoque nas representações do campo e da cidade, da modernidade e da tradição, e nas contradições e mistificações ideológicas das obras. A partir da análise fílmica e do suporte dos autores que sistematizaram as principais linhas de força interpretativas da obra do cineasta, buscamos contrapor a especificidade das formas contraditórias com que cada filme mostra o choque e as continuidades entre moderno e tradicional nas suas representações do interior mineiro e da metrópole Rio de Janeiro. Assim, enfatizamos a rede de contradições ideológicas e estéticas ambivalentes e peculiares que permeiam essa fase inicial da obra maureana, principalmente em Ganga Bruta.
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Referências
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