Coronéis e malandros: a consolidação do poder e a aceitação do jogo do bicho no Rio de Janeiro pós-redemocratização
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2318-8855.v15i1p184-226Palavras-chave:
contravenção, coronelismo urbano, jogo do bicho, poder paralelo, Rio de JaneiroResumo
O presente artigo analisa a consolidação do jogo do bicho como poder extra-estatal no Brasil, mas principalmente na cidade do Rio de Janeiro, utilizando como fonte um relatório catalogado em 1994 sob a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. A pesquisa tem como objetivo analisar como os “bicheiros” adaptaram o coronelismo para o ambiente urbano, utilizando-se do assistencialismo e do financiamento do Carnaval e do futebol carioca. Ademais, o artigo tem como finalidade observar a inserção sistemática dos “bicheiros” nos meios culturais a fim de criar uma imagem de malandros em vez de criminosos. Por fim, o texto evidencia a ligação dos “bicheiros” com milícias, narcotraficantes, empresários e políticos brasileiros, com a finalidade de demonstrar as teias que interligam o crime organizado brasileiro.
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Imagens
Imagem 1 — Organograma da Cúpula da Contravenção.
Imagem 2 — Imagem de gravação caseira da cúpula do jogo do bicho.
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