Desobediência estética, cultura hip hop e moda: a reconfiguração simbólica da feminilidade negra na trajetória de Ajuliacosta
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2318-8855.v15i1p259-301Palavras-chave:
estética, feminilidade, hip hop, imagens de controle, moda descolonialResumo
No Brasil, a feminilidade negra constitui uma construção histórica, estética e social, que definiu imagens de controle sobre as mulheres negras a fim de inferiorizá-las, segundo Lélia Gonzalez e Neusa Santos Souza. Ao considerar como essas relações de raça, gênero e classe se materializam nas vestimentas, como enfatiza Diana Crane, entende-se o papel da moda tanto como mecanismo de controle social quanto como espaço de resistência, em que a reconfiguração simbólica da feminilidade negra torna-se possível, como demonstra a rapper Ajuliacosta em sua trajetória. A partir dos estudos descoloniais de Walter D. Mignolo e de uma análise discursiva e imagética, identifica-se a desobediência estética articulada pela artista por meio do rap e do afroempreendedorismo, de modo a evidenciar as potencialidades do encontro entre moda e cultura hip hop para a construção de uma moda descolonial.
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Imagem 5 — Retrospectiva 2024 da AJC $HOP. Instagram AJC $HOP. 2024. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DEN8ylGPRsw/?hl=pt-br&img_index=3.
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Imagem 7 — Foto do projeto “Set Ajc 2”. Isabella Aparecida. 2024. Disponível em: https://share.google/Er0YdoJ65W3uUaJ0u.
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